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Batman Preto e Branco
A chamada
Eu trabalho nas sombras e ele trabalha na luz.
Usei duas vezes a ajuda da Liga da Justi�a para reparar
uma terr�vel e fatal improbabilidade.
Mesmo com tudo planeado e calculado at� ao m�nimo detalhe
at� mesmo com todas as contig�ncias consideradas
e cada pot�ncial falha examinada.
�s vezes at� aquilo com que n�o de pode contar e em �ltima an�lise o inevit�vel acontece.
E tudo corre mal para um inocente.
Uma �nica vez antes,
agora uma segunda vez.
Por causa de uma porcaria de traject�ria.
A aorta descendente explodiu e ela n�o vai aguentar os sete minutos
at� a ambul�ncia chegar.
E muito menos at� a levarem para a cirurgia
e tudo se resumo a isto,
uma sobrevivente que est� para al�m das minhas capacidades
quando um resqu�cio de uma vida inocente depende de segundos
... eu fa�o a chamada.
Onde � que ele est�?
Ela n�o vai resistir.
Onde raio � que...?
Que � fizeste desta vez?
Agora n�o!
N�o h� tempo. Ela est� quase a ir-se.
Diz-me o que se passou.
Concentra-te nela, faz o que te digo.
Para ser apenas um bom instrumento hein?
A aorta dela est� destilha�ada.
Demasiado sangue para ter uma vis�o clara.
N�o h� problema.
Eu consigo ver directamente e aceder ao dano.
Agora diz-me o que se passou.
O que � que ele quer que lhe diga?
Que fui descuidado?
Que cometi um erro?
Bem eu n�o fui e eu n�o o fiz.
Eu tinha tudo calculado como sempre.
Tinha um c�rculo restrito da importadora Creightons Cartel juntos
numa boa oportunidade para um pouco de socializa��o.
Encontrei! Est� rasgado at� 8 cent�metros debaixo do cora��o.
Porra. Tens que o fechar.
Uma reuni�o social da companhia.
Pouca seguran�a. Nada de extraordin�rio.
Mas porque nunca presumo nada, esperei
para quando ouvesse mais espa�o entre os Creightons e o seu entretenimento.
Excepto por um que n�o respeitou o c�digo de seguran�a da companhia e
que de alguma maneira conseguiu passar com um arma pela seguran�a interna deles.
E numa frac��o segundo antes que pudesse incapacit�-lo, o idiota apressou-se e disparou um tiro insignificante.
Fiz um recuo acrob�tico.
E...
...outra desafortunada v�tima na guerra ao crime.
Acabei. Isto deve aguentar.
Ela vai sobreviver at� chegar ao hospital.
Gra�as a Deus. Devo-te uma.
J� me deves duas!
E talvez devas a outros tamb�m.
Quantas vezes chamaste a Supergirl?
O J'onn J'onzz? Nunca.
S� a ti.
Mesmo assim duas vezes, as tuas t�cticas de vigilante
quase teriam levado � morte de um inocente, se...
...se eu n�o tivesse um conhecido t�o talentoso?
� verdade, os meus contactos permitem-me correr riscos que de outra forma n�o podia.
Mas este n�o � o resultado das decis�es que tomo.
Eu n�o arrisco vidas.
Eu calculo tudo.
E uma vez num grande espa�o de tempo, nada disso conta.
Claramente. Mas a maneira como for�as os limites,
estou surpreendido que s� tenhas chamado duas vezes.
N�o venhas com essa superioridade para cima de mim.
Sabes que fa�o o que tem de ser feito.
Duas vezes numa longa jornada.
Duas vezes j� � de mais. Acima de tudo dev�amos tentar n�o provocar dano.
Eu podia deixar-te com a consequ�ncia dos teus actos.
N�o, n�o o far�s. Precisas de algu�m como eu...
...a lutar nas trincheiras.
N�o era para ser assim,
era suposto sermos melhores que isto.
Trata-a para choque.
Eu trabalho nas sombras e ele trabalha na luz.
Eu sei disso.
N�s cobrimos partes distintas.
Ainda assim, a luz define as sombras.
Sem luz as sombras tornam-se nada, sen�o a completa escurid�o.
Eu sei.
Ele est� certo.
Consigo ouvir os param�dicos a subirem as escadas.
Legendas por: Lucile_7
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