All language subtitles for Last.Week.Tonight.with.John.Oliver.S12E02(1)

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Bem-vindos ao Last Week Tonight.

Eu sou John Oliver. Muito obrigado pela companhia.

Foi uma semana cheia.

No Brasil, Jair Bolsonaro foi acusado por uma tentativa de golpe,

e nos EUA, Trump disse à Ucrânia

que nunca deveriam ter começado a guerra com a Rússia.

E também, ele arrumou tempo para falar com a imprensa no avião presidencial

para dar um recado importante:

Vamos entrar no Fort Knox para garantir que o ouro esteja lá.

Sabiam? Vamos entrar no Fort Knox. Sabiam disso?

Que turbulência.

Vamos entrar no famoso Fort Knox para garantir que o ouro esteja lá.

Aonde o ouro poderia ter ido?

Se o ouro não estiver lá, vamos ficar bem chateados.

Fora o "que turbulência" com uma voz de pato,

ele está falando de uma teoria louca da direita que o ouro sumiu.

Só para constar, no primeiro mandato de Trump,

o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin foi até lá.

E pela lei de informação, nós conseguimos essa foto

onde claramente se vê o ouro.

Sei que é difícil de ver com esse gostosão na frente,

mas eu juro que está ali.

Também vimos o DOGE de Elon Musk demitir mais funcionários públicos,

o que ele comemorou com uma motosserra na C-PAC:

Essa é a motosserra para a burocracia!

Motosserra!

Primeiro, é possível que Elon Musk, o homem mais rico do mundo,

ache que o barulho de uma motosserra é "motosserra"?

Segundo, não posso falar legalmente o que eu quero que aconteça ali,

mas posso pensar com muita força, e estou fazendo isso agora.

A motosserra pode ser uma boa metáfora para o DOGE,

já que Musk está cortando rapidamente e sem muita precisão.

O governo já precisou várias vezes recontratar funcionários

que eles de repente perceberam que eram essenciais.

Na segunda soubemos que estavam tentando recontratar mais de 300 funcionários

responsáveis por cuidar das armas nucleares dos EUA,

depois da terça o USDA disse ter demitido funcionários

que trabalhavam na resposta à gripe aviária.

Também cortaram funcionários no Serviço Nacional de Parques.

E em protesto, uma funcionária demitida avisou o que isso poderia causar:

Nas suas de férias no verão, tomara que não tenham incêndios florestais,

porque eu e milhares de colegas

nos serviços nacionais de parques

não estaremos lá para ajudar com os incêndios.

Então boa sorte com isso.

É, os guardas florestais fazem mais que catar lixo, dar passeios

e, julgando por ela, servir visuais.

Os brincos, as tranças, os óculos escuros.

Ela parece o Homem do Chapéu Amarelo, mas se ele arrasasse.

E atacar os funcionários dos parques não foi só imprudente,

foi um ataque aos melhores do país.

São pessoas introvertidas que amam ficar ao ar livre.

Vejam esse parque dos guardas do Parque Nacional de Badlands

sobre o que os visitantes não podem tocar:

Não toque nisso

Não toque nisso

Não toque nisso

Não toque nisso

É perfeito!

Protejam esses bobos a todo custo!

Vocês imaginam as festas de Natal deles?

Um monte de amantes da natureza

dando calendários da folha do mês um ao outro

e ficando bêbados de cair com Shirley Temples com álcool.

E eles são comprometidos à mensagem de não tocar na fauna.

Eles postam tuites como: "Não faça carinho nas vacas peludas."

E continuam: "Nos parques nacionais você não acaricia os bisões,

eles acariciam você se você chegar muito perto."

E eu vou dizer: Não me ameace com uma coisa boa.

Essa vaca de ombros largos e cabelo de Patrick Dempsey

pode me montar como nunca.

Não tem ninguém no mundo que não queira uma sacanagem com esse grandão.

Depois de muitos protestos, eles readmitiram alguns funcionários,

mostrando duas coisas: Esse governo pode ser pressionado,

e eles não fazem ideia do que estão fazendo.

E nada deixa isso mais claro do que o site do DOGE

postando recibos dos cortes.

Eles dizem que pouparam um total de $55 bilhões.

Isso se desmentiu imediatamente assim que descobriram

que só se mostravam provas para $16 bilhões poupados.

E mesmo esse número era errado, já que erraram um contrato cancelado

que diziam valer $8 bilhões, no lugar de $8 milhões.

E ao descartar outras coisas, como contratos que não foram encerrados,

a NPR descobriu que o total poupado, com base nos recibos publicados,

era próximo de $2 bilhões.

O que fica a muitos números de distância de $55 bilhões.

Na verdade, não há uma distância tão grande entre publicidade e realidade

desde a Experiência Wonka de Glasgow acabar sendo isso.

No momento, somos todos ela.

E essa não foi a única grande declaração que se desmoronou.

Há uma semana, Musk postou essa tabela mostrando milhões de pessoas

na base de dados do Seguro Social

com mais de cem anos.

Ele disse: "Talvez Crepúsculo seja real

e muitos vampiros recebam aposentadoria", com emojis de riso,

porque ele tem um senso de humor incrível.

Trump amplificou essa declaração em uma coletiva de imprensa:

Quando eu vi os números do Seguro Social, eu disse:

"Nossa. Impressionante."

Com mais de cem anos,

temos milhões e milhões de pessoas,

todos sabem que não é assim.

Pessoas de 150 a 159 anos.

No total, 1.345.000.

A propósito, isso está nos arquivos do computador,

isso é o que eles fazem bem.

Eu perguntei ao Elon, quem é esse pessoal do DOGE?

Ele disse que são pessoas brilhantes com computadores e que amam o país.

Certo. Ele claramente está lendo isso pela primeira vez,

porque ninguém diz "nossa, impressionante",

se sabe do que está falando.

Diz "impressionante" quando seu filho te dá

um desenho da família e você não sabe onde você acaba

e o seu cachorro começa.

Quanto às "pessoas brilhantes com computadores",

acabou que não são tão brilhantes.

Porque parece que a tabela veio

de uma base de dados do Seguro Social

com dados básicos de todos os números de identificação

que já foram criados.

Uma auditoria de 2023 encontrou 19 milhões de pessoas

de mais de cem anos sem uma morte registrada,

mas uma coisa crucial: O próprio Seguro Social viu

que quase nenhum deles recebia da agência,

e custaria entre $5,5 e $10 milhões para corrigir o erro.

O que é muito mais do que se economizaria.

E essa é a questão.

Por mais que Trump e Musk se gabem,

muitos cortes deles são aleatórios, desorganizados e simplesmente estúpidos.

Conforme os danos reais e substanciais disso ficam mais claros,

eu imagino que imagens como Elon com uma motosserra

vestido de Morte após encher a cara em Las Vegas

vão gerar muita indignação pública,

e quando eles estiverem com essa raiva direcionada para eles,

usando as palavras de uma guarda florestal furiosa:

Boa sorte com isso.

Exatamente.

E agora, isso:

E agora, Frankie Jupiter, da CBS 58

sabe jogar conversa fora.

Onde está a Peaches?

Está em casa, deitada com o pai.

Mas não se preocupe, eu ainda sou a preferida.

Certo...

- Sem dúvidas. - Mas tem certeza?

Tenho!

Você sabe quando é a favorita do seu cachorro.

Não sei como, mas você sabe.

E já comprei duas fantasias de Halloween para ela.

E ela amou.

Mas tem certeza?

Como vocês estão?

- Bem! - Bem?

- Sim, e você? - Eu estou bem. E você?

Maravilha. Sem reclamações.

Bem...

É sexta-feira 13.

Pois é.

- Eu não tinha percebido. - É. Cadê o guarda-chuva?

Precisamos de um gato preto.

E um espelho para quebrar.

Frankie tem um espelho.

Esperem, esperem!

Se tivesse comprado ações da Apple, não estaria aqui hoje.

Verdade.

Ia administrar sua própria empresa milionária.

Também é verdade.

- E isso seria melhor? - Seria.

Mas não parece uma sexta-feira?

Não.

Já quiseram ser astronautas?

Não.

O que você quer hoje? Talvez queira comprar algo bonito.

Eu estou tranquilo.

Quem acham que seríamos se fôssemos os Beatles?

Eu seria o Ringo?

Quem você quer ser?

Tanto faz.

Você é quem quiser ser.

Quem você quer ser? O Paul?

Eu fico com quem sobrar.

Quem você quer ser?

Eu só estou aqui para não ser demitido.

E AGORA

Continuando.

O tema de hoje é sobre tecnologia, o que nos deu ferramentas de pedra,

catapultas, Tamagotchi e algum dia, se Deus quiser,

uma quarta coisa que valha a pena.

Uma das grandes notícias na eleição passada

foi como a indústria da tecnologia foi para o lado de Trump.

Elon Musk fez campanha e pulou por ele,

Jeff Bezos não deixou o Washington Post apoiar Kamala Harris

e recebeu um lugar de honra na cerimônia de posse

com os presidentes da Google e Apple.

Mas uma das mudanças mais visíveis foi a de Mark Zuckerberg.

Ele teve uma decisão famosa de banir Trump do Facebook

depois do 6 de janeiro,

mas mês passado ele organizou uma festa durante a posse,

e duas semanas antes ele fez essa declaração surpreendente:

Oi, pessoal.

Eu quero falar hoje sobre uma coisa importante.

Está na hora de voltarmos para nossas raízes

com a liberdade de expressão no Facebook e Instagram.

Era disso que você queria falar?

Porque sinceramente, eu prefiro falar

por que você parece o Eddie Redmayne tentando interpretar o Ice Cube.

Parece um Macklemore branco.

Parece um aluno do ensino médio disfarçado como outro com menos amigos.

Mas perdão, você estava falando em voltar para suas raízes:

Primeiro, vamos nos livrar das checagens de fatos

e substituir por notas da comunidade,

como no X, e vamos começar pelos EUA.

Segundo, vamos simplificar nossas políticas de conteúdo

e eliminar restrições em temas como imigração e gênero

que estão fora do tom com o discurso geral.

Terceiro, vamos mudar como reforçamos nossas políticas

para reduzir os erros que levam a grande parte da censura nas nossas plataformas.

Nós tínhamos filtros que buscavam por qualquer violação de políticas.

Agora vamos concentrar os filtros em violações ilegais e muito severas.

Para violações menores, vamos confiar

que alguém denuncie o problema antes de agirmos.

É, o CEO da Meta anunciou que vai tirar a checagem de fatos

para não ficar "fora do tom do discurso geral"

enquanto mostra um relógio de $900.000.

Não tem como um relógio valer tanto, a menos que ele diga:

"Está na hora de doar o resto do seu dinheiro,

parece que você oficialmente já tem demais."

As mudanças de Zuckerberg surpreendem.

Um documento vazado mostra que agora é aceitável dizer:

"Imigrantes são uns merdas nojentos".

E também especifica que xingamentos a pessoas trans

não se classificam como xingamentos, e agora são permitidos.

Quanto ao uso de notas da comunidade seguindo o exemplo do X,

vale notar que elas não fizeram um grande sucesso.

Um estudo mostra que quase três quartos das notas da comunidade

sobre desinformação eleitoral

nunca foram mostradas aos usuários.

Lembra do tuite acusando falsamente haitianos de comerem bichos de estimação

em Springfield, Ohio?

Foi a mentira do ano no PolitiFact, mas ainda não tem notas da comunidade

nesse tuite, apesar das várias tentativas de acrescentar uma.

E tudo isso é uma mudança notável para Zuckerberg,

porque há sete anos, durante uma revolta sobre o Facebook

espalhando desinformação e ódio, ele foi ao Congresso se desculpar:

Em maior parte da nossa história,

nós focamos nas coisas boas de conectar as pessoas.

Mas é claro que não fizemos o bastante para impedir essas ferramentas

de serem usadas para o mal também.

E isso é sobre notícias falsas,

intervenção estrangeira nas eleições

e discurso de ódio, assim como privacidade de dados.

Não tivemos uma visão ampla o bastante da nossa responsabilidade,

e isso foi um grande erro.

Foi um erro meu. E eu sinto muito.

É, parece que esse fantasma vitoriano fez uma mudança muito grande,

não só no que ele diz, mas na aparência dele.

E eu admito, o novo Zuckerberg parece se divertir mais.

Ele está bronzeado, parece comprar em lojas que só aceitam criptomoedas

e não está no Congresso parecendo uma versão triste do boneco do "Stonks".

Zuckerberg está dizendo que isso é apenas uma resposta

a uma mudança cultural mais ampla,

algo que, naturalmente, ele definiu com Joe Rogan:

O que fazemos é criar uma plataforma que dá voz para as pessoas,

mas sei que existe uma mudança geracional

em quem está sendo ouvido.

É uma mudança grande, dizendo: "Confiamos em pessoas diferentes".

Sei.

"Eles vão nos contar a verdade, e não dar as opiniões de merda

que você precisa dar, mas o tipo de coisa que eu,

quando estou na sala de casa com meus amigos,

as coisas que sabemos que são de verdade."

Tem alguma coisa mais incômoda do que um bilionário

tentando parecer um homem comum?

Sabe como é, ficar na sala com os parceiros,

abrindo um engradado de Ace of Spades magnum,

sentados em um sofá de diamantes e ligando a televisão,

que na minha casa é uma caixa vazia onde o elenco de The Office

recria minhas cenas favoritas.

Coisas que acontecem com todo mundo, pessoal!

E olhem, eu não digo que o Facebook moderava o conteúdo perfeitamente.

Nós os criticamos várias vezes aqui no programa.

Também não estou dizendo que poderiam fazer perfeitamente.

Dizem que é impossível moderar bem algum conteúdo

em grande escala.

Mas a decisão de abandonar as checagens de fatos

e desligar os sistemas que diziam deixar a plataforma mais segura

parece indicar que o site vai ficar muito pior.

E Zuckerberg, cujo nome de rapper é Pequeno Brócolis,

como alguém que está abraçando as raízes da empresa

sobre liberdade de expressão, serve uma mentira para o bem próprio.

Com tudo isso, hoje à noite nós vamos ver os desafios

da moderação de conteúdo, como o Facebook lidava com elas antes

e o que teria levado a uma nova abordagem.

Vamos começar pelos desafios.

Desde o início da internet moderna, havia preocupação com o que tinha nela:

Em 1995, o senador James Exon levou uma pasta azul ao Senado.

Estava cheia de...

Os tipos mais pesados e perversos de pornografia.

As imagens vieram da internet.

Exon queria que o Senado entendesse o que as crianças poderiam ver.

Venham na minha mesa

e vejam esse material nojento.

Certo, temos muito a dizer,

desde a pasta com "cuidado" em letras garrafais

ao convite de ir até a mesa dele para ver um "material nojento".

Mas minha parte preferida é a imagem de uma Playboy

carregando um centímetro por vez.

É uma descrição muito precisa de como era a pornografia online nos anos 90.

Como eu sei? Por nenhum motivo em especial.

Na época, tiveram batalhas no Congresso e no Judiciário

sobre como a lei trataria sites trazendo conteúdos

como pornografia e comentários difamatórios.

Brevemente se perguntaram se um site que modera conteúdos

era uma editora, e portanto, responsável

por tudo que não removessem.

Isso levou à aprovação da Seção 230,

muitas vezes descrita como as 26 palavras

que criaram a internet.

Diz que empresas não são responsáveis pelo que usuários publicam,

porque diferente de algo impresso, sites lidam com tanto material

que é impossível controlar tudo.

Ela tem algumas exceções,

ela não permite que sites publiquem conteúdos ilegais,

como matérias sobre abuso infantil e terrorismo,

mas, em geral, permitem que moderem sem medo,

o que é bom.

Porque, como dizem os especialistas, moderação de conteúdo é a chave

para que a internet seja tolerável:

Não se pode ter uma plataforma utilizável sem nenhuma moderação.

Senão, todas as plataformas seriam só pornô e remédios para emagrecer.

Sim, isso seria um problema, ainda mais em site como o LinkedIn.

Mas, dizendo a verdade, pode ser que lá já seja isso,

eu não entro lá há anos,

já que trabalho aqui desde 2014 e, sinceramente, não quero saber

sobre como os outros ascendem e trabalham duro.

A questão é que se você quer que as pessoas usem seu site

e principalmente que as empresas paguem por propagandas nele,

você tem que decidir o que remover.

E a forma de decidir isso sempre vai gerar conflitos.

Ao longo do ano, o Facebook aprendeu isso do jeito difícil.

No começo, a abordagem era tão ingênua que era triste,

como um ex-funcionário explicou:

Tivemos que ditar regras simples: Decência básica, nada de nudez,

nada de discursos violentos ou de ódio.

E depois disso, ficamos relutantes

em impor os nossos valores

sobre uma comunidade mundial que estava em crescimento.

Não houve preocupação de que poderia virar

um lugar de confusão total?

Que as mentiras teriam o mesmo peso das verdades?

Que se tornaria um lugar onde a verdade

fica totalmente ofuscada?

Não.

Nós confiamos no que achamos que seria senso comum das pessoas

e decência comum para gerenciar o site.

Foi mesmo?

Eu diria que isso é adorável, mas eu teria vergonha

de ir na televisão e confirmar que todos que trabalhavam no Facebook

tinham um nível de ingenuidade que podemos chamar de completamente

Amelia Bedelia.

Obviamente, o otimismo inicial não durou.

Com o tempo, o Facebook passou a implementar mais regras

e empregar cada vez mais gente para reforçá-las.

E esse podia ser um trabalho terrível.

Vamos ver um moderador dizendo como era analisar

milhares de imagens perturbadoras por dia,

com, eu aviso logo, um disfarce que causa distração:

Acho que seria mais fácil cuidar das imagens

se não tivéssemos que pensar nelas com tanta profundidade.

Eu trabalhava à noite. Das 18h até às 2h.

Duas da madrugada.

Mas aí você acorda três ou quatro horas depois,

de repente você senta na cama e lembra de uma decisão que tomou,

e percebe que cometeu um erro.

Como: Não vi um mamilo.

Você lembra de uma imagem que viu, e de repente percebe

que tinha uma mulher nua ao lado, ou uma bandeira do Estado Islâmico,

que deveria ter sido apagada pela política antiterrorismo.

Ignorando que isso vem de um adulto com cabeça de bebê, voz do Darth Vader

e roupas de férias,

é um olhar deprimente do que o Facebook enfrentava.

E tem uma grande distância entre confiar na bondade humana

e contratar gente para consumir pornografia terrorista.

E algumas decisões para bloquear conteúdo foram fáceis,

mas outras foram mais difíceis.

Pensem: Se banirmos a nudez,

e quanto a estátuas? E amamentação? E uma estátua amamentando?

E antes de responderem, e se eu estivesse falando dessa?

Viram? Fica difícil bem rápido.

A empresa também precisou desenvolver políticas sobre discurso de ódio

e desinformação, onde os limites são mais difíceis.

Por exemplo, as regras proibiam

atacar pessoas por serem de "grupos protegidos",

por raça, sexo, gênero e credo,

mas permitia maior liberdade

quando se referiam a subgrupos nessas categorias.

E é bizarro ver os moderadores tentando colocar isso em prática,

como mostra esse vídeo de uma câmera escondida

em um centro de moderação na Irlanda:

Essa denúncia aí, "voltem para a porra do seu país"

e diz "muçulmanos"... e imigrantes.

"Imigrantes muçulmanos".

Se fosse só "muçulmanos" você teria que agir.

Mas não diz, então ignore.

"Ele cuida de imigrantes muçulmanos fedorentos."

Acho que está bem.

Está bem?

Sim, porque chamar de "fedorento" pode ser inferioridade física.

Certo.

Se fosse "escória muçulmana imigrante", por exemplo, nós apagaríamos.

É, o limite é estranho.

Mas qualquer limite pode ser estranho.

Ver em que momento um discurso passa a ser de ódio

é como dizer qual pesadelo nas capas de Animorphs

você não atropelaria com seu carro.

Esses monstros, é claro, na hora.

Eu atropelo com meu Subaru a 100 por hora e não sinto nada.

Do outro lado, esperem aí, é uma criança normal.

Devagar, não quero ser preso.

Mas o meio é duvidoso, não é?

Essa é a dúvida.

E é a mesma coisa com checagem de fatos.

Mentiras óbvias são uma coisa, mas existem várias observações

que trazem fatos, mas ainda podem desinformar.

Em um momento o Facebook pensou muito nisso.

Fizeram até esse vídeo em 2018 com vários funcionários

debatendo as nuances da moderação.

Um até fez um diagrama do problema que enfrentava:

Imaginem que no eixo X você tem a quantidade de verdade

de um certo conteúdo.

No eixo Y você tem a intenção de desinformar.

Esse gráfico pode se dividir em quatro quadrantes.

No inferior esquerdo, você tem coisas

sem verdade mas com pouca intenção de desinformar

Isso se chama estar errado na internet,

e isso acontece.

No lado direito, tem verdade mas ninguém quis desinformar.

Isso é estar certo.

Com certeza vai acontecer um dia.

Aqui em cima temos muita verdade, muita intenção de desinformar.

É o caso da propaganda.

É como escolher estatísticas que eu quero mostrar.

Aqui nós temos que tomar cuidado.

Por causa do nosso compromisso com liberdade de expressão,

tudo que fazemos aqui tem que ter muito, muito cuidado.

Depois passamos para esse quadrante.

É um quadrante muito perigoso, certo?

Pouca quantidade de verdade, muita intenção de desinformar.

São coisas projetadas especialmente para viralizar.

São as grandes mentiras.

Um exemplo é o Pizzagate. São simplesmente falsos.

Temos que acertar aqui para reconquistar a confiança das pessoas.

É incrível que tudo isso começou quando um jovem

tinha um sonho de fazer um ranking das colegas por desejo sexual.

E 15 anos depois uma empresa precisa impedir as pessoas

de acusar pizzarias de tráfico humano.

Uma borboleta se masturba no quarto e vira um furacão para o resto de nós.

E dando crédito a esse homem, ele quer mesmo resolver o problema.

Mas a empresa não fazia isso por ter um coração bom.

O Facebook estava sendo muito criticado por permitir a proliferação

de notícias falsas e discurso de ódio

não só nos EUA, mas também no exterior.

Já falamos de como a desinformação no Facebook impulsionou o ódio étnico.

Levando a manchetes como:

"Facebook admite que foi usado para incitar violência em Myanmar."

Foi nessa época que Zuckerberg se desculpou com o Congresso.

A empresa deu várias opções para lidar com a desinformação.

Trabalharam com verificadores externos, colocaram notas nas postagens,

também apagava algumas postagens e reduzia o alcance de outras.

Com isso, eles se viam constantemente tomando decisões bem difíceis

por pressão de gente muito poderosa.

Aqui temos um caso explicado por uma ex-funcionária:

Queremos dar a esse presidente

a possibilidade de fazer uma coisa histórica.

Esse é um vídeo da ex-presidente da Câmara, Pelosi,

publicado no Facebook em 2019.

Diminuíram a velocidade para parecer que ela falava devagar.

Ele foi apagado?

- Não. - Por quê?

Porque não violava as políticas da plataforma.

Ela pressionou a empresa para que apagassem?

Ela não ficou feliz.

Isso é um sim?

Sim, e danificou a relação que a empresa tinha com ela.

Certo, deixando de lado que não sei deixar um vídeo mais lento

para envergonhar uma pessoa

que diz muitas coisas vergonhosas em uma velocidade normal.

Mas eu meio que concordo com o Facebook.

"Isso irrita a Nancy Pelosi?" não é uma métrica válida

para apagar esse vídeo.

E olhem, eu não digo que o Facebook sempre toma decisões certas.

Como eu falei, nenhuma empresa deste tamanho conseguiria.

Mas ele desenvolveu sistemas que ele diz que funcionam bem.

Eles já se gabaram que quando as pessoas viam

que os verificadores indicavam

que um conteúdo era falso ou parcialmente falso,

eles não clicavam em quase 95% das vezes.

Em relatório recente, indicaram que em ações contra discurso de ódio,

o sistema funcionou em 95,3% das vezes,

ou seja, os usuários precisariam informar pouca coisa.

Agora, claro, algumas ferramentas estão sendo diluídas,

e outras estão sendo totalmente desligadas.

E chegamos à pergunta: Por quê? Por que estão fazendo isso?

Algumas coisas aconteceram em cinco anos e nos trouxeram até aqui.

Uma, conservadores dizendo que moderação normal de conteúdo

é uma perseguição política:

As empresas de tecnologia estão atrás dos conservadores.

Não é uma suspeita ou palpite, é um fato.

Vemos as empresas de tecnologia nos censurando.

O povo dos EUA está sendo censurado.

Estão censurando os conservadores.

A informação que chega ao povo

está sendo censurada.

É simples assim.

Obviamente é tudo mentira, mas sendo justo, Devin Nunes

entende bem de censura.

Ele já abriu um processo de $250 milhões

contra contas do Twitter que tiravam sarro dele.

Incluindo uma que fingia ser a vaca de Nunes.

Ele processou uma vaca falsa do Twitter porque foi malvada com ele.

E a ACLU publicou essa declaração real, dizendo: "A vaca de Devin Nunes

tem o direito pela primeira emenda a chamar o deputado Nunes

de 'merda de vaca traidora'".

Nós vivemos mesmo na linha temporal mais imbecil.

A questão é que conservadores se queixam de censura há anos,

mas as provas deles são muito fracas.

Se as postagens deles são marcadas mais vezes, é porque conservadores

tendem a espalhar mais desinformação política, segundo vários estudos.

Mas mesmo se você ache que as plataformas queiram censurá-los,

estão fazendo um péssimo trabalho.

Vários dos perfis mais vistos no Facebook são de direita,

e temos três vezes mais influenciadores de notícias abertamente conservadores

do que liberais no Facebook.

Ainda assim, os conservadores atacaram com toda a força

a ideia de moderação de conteúdo, e sempre citam um exemplo em particular,

explicado aqui por Jeanine Pirro:

Quem suprimiu a liberdade de expressão nas eleições de 2020?

O Facebook, por não permitir que as pessoas falassem

nem que a imprensa falasse sobre o computador de Hunter Biden.

É, a porra do computador de Hunter Biden.

É uma notícia que as empresas de tecnologia censuraram,

por isso você nunca ouviu falar.

E temo que vale a pena lembrar dos detalhes da história,

as pessoas em geral podem pensar sobre uma enganação russa,

ou provas contundentes da corrupção de Biden,

mas a verdade é que não era isso.

Em resumo, em 2020, enquanto Trump era presidente,

as redes sociais foram avisadas pelo FBI

sobre possíveis operações de hackers antes das eleições.

Depois, em outubro, o New York Post publicou uma notícia

baseada em arquivos de um computador supostamente de Hunter Biden,

que haviam recebido de Steve Bannon e Rudy Giuliani.

O Facebook e o Twitter foram cautelosos.

Twitter por um momento não permitiu a postagem de vazamentos da notícia,

e o Facebook permitiu que a história fosse vista e compartilhada,

mas limitou o alcance do artigo, e depois removeu o limite.

No fim, se soube que os arquivos do computador eram legítimos,

mas também nada indicava

uma conduta ilegal ou antiética de Joe Biden.

Então, limitar a história do computador foi um erro dessas empresas?

Vendo em retrospecto, sim.

A notícia era reveladora ou importante?

Não.

As ações do Facebook impediram que as pessoas soubessem da notícia

antes das eleições?

De novo, não.

Mesmo quando o Facebook limitou o compartilhamento,

o artigo teve 54 milhões de visualizações no site.

Se eles tentaram limitar o alcance, eles conseguiram limitar quem viu

ao mesmo número de pessoas que viram a porra do final de Friends.

Mas essa decisão levou a direita a gritar muito com Mark Zuckerberg.

E, na mesma época, a Casa Branca de Biden também gritava com ele.

Porque conforme as vacinas contra COVID eram lançadas,

muitas informações falsas circulavam no Facebook.

Biden disse em um momento, falando sobre o Facebook,

que estavam matando pessoas.

E ele se retratou rapidamente, mas segundo Zuckerberg,

a pressão da Casa Branca para remover qualquer crítica às vacinas na época

era gigantesca:

Basicamente, as pessoas do governo Biden

ligavam para nossa equipe, gritavam e xingavam.

Biden deu uma declaração em dado momento.

Não lembro se era uma coletiva de imprensa.

Mas ele disse: "Estão matando pessoas".

E...

E...

Não sei, depois muitas agências e instituições do governo

começaram a investigar a nossa empresa.

Foi brutal. Foi brutal.

Ele está claramente dizendo o que Joe Rogan e o público dele querem.

Apesar de que muitos devem estar distraídos pela roupa dele.

Alguns comentários no vídeo dizem:

"O mano se veste igual a um policial disfarçado",

"achei que era Lil Dicky",

e "por que tem um bilionário de 40 anos vestido

que nem o cara de 25 anos que me vende cogumelos?"

Mas vemos que ele insinua que o governo lançou investigações

para punir o Facebook por permitir conteúdo anti-vacina.

É verdade que o governo investigou muito o Facebook

nos últimos anos.

Mas nenhuma investigação bate com o relato de Zuckerberg.

Uma, o processo antitruste, começou no primeiro mandato de Trump.

Outras, como a investigação de sistemas de pagamento,

envolvem várias outras empresas.

E muito do escrutínio recente que a empresa passou

se deve a um informante que lançou vários documentos

conhecidos como "Arquivos Facebook".

Quanto à alegação de que o governo gritava e xingava contra o Facebook,

eles podem fazer isso.

Quando falamos com agências do governo para checar um fato,

eles podem nos mandar à merda.

Porque xingamentos não violam seus direitos.

Para saber mais, leiam A Constituição para completos imbecis.

O que eles não podem fazer é obrigar você a fazer alguma coisa.

E na entrevista, Zuckerberg descreve a resposta às demandas como:

"Eu falava: Não vamos fazer isso."

Exatamente! Você disse que não. Como é o seu direito.

E não acreditem só em mim.

Esse tipo de reclamação chegou até os tribunais,

quando dois procuradores Republicanos tentaram processar o governo

por pressionar plataformas como o Facebook

para censurar discursos, eles perderam em uma decisão

da Suprema Corte de seis votos contra três

redigida por Amy Coney Barrett.

Ela disse que os reclamantes não conseguiam demonstrar

que o conteúdo foi restringido por pressão do governo.

E olhem, eu entendo que Zuckerberg fique magoado

porque o presidente falou que a empresa dele mata pessoas.

E eu entendo que ele se canse

de ouvir gritos dos Republicanos por fazer muito

e dos Democratas por fazer pouco.

De certa forma, eu até entendo que uma empresa

queira estar bem com quem estiver no poder.

Mas tem um fator a mais que parece relevante nesse caso

e é importante de mencionar:

É uma evolução política para a Meta.

Há quatro anos o Facebook suspendeu a conta de Trump

depois do 6 de janeiro, e apenas alguns meses

depois do presidente acusar Zuckerberg de conspirar contra ele em 2020,

pedindo prisão perpétua caso Zuckerberg repetisse isso.

Mas após a vitória de Trump, Zuckerberg viajou para Mar-a-Lago,

a empresa dele doou $1 milhão para a inauguração de Trump,

e agora um aliado próximo de Trump, o presidente do UFC, Dana White,

se junta ao conselho da Meta.

Meta, Facebook, acho que eles avançaram muito.

Acha que é uma resposta às ameaças que você fez contra ele no passado?

Provavelmente.

É!

É, provavelmente.

Trump ameaçou Zuckerberg com prisão perpétua.

Depois, Zuckerberg mudou de ideia, deu dinheiro, contratou o amigo dele

e mudou a direção da empresa.

Não precisa ser um gênio para tirar conclusões.

Na verdade, não precisamos de um.

E não acaba aí.

A Meta também pagou $25 milhões para acabar com um processo fajuto

que Trump abriu por ser banido do Facebook.

Muitos especialistas concordam

que a empresa estava no seu direito.

E a essa altura, Trump parece estar fazendo exatamente

o que Zuckerberg dizia que o governo Biden fazia:

Se aproveitando do poder do Estado para pressionar redes sociais

a fazerem o que ele quer.

E Zuckerberg parece acatar.

E ele vai dizer que essas mudanças não são por pressão política,

mas seja como for, o Facebook parece estar em um caminho

para virar um esgoto de ódio e desinformação.

E eu sei que já parece uma descrição de como o Facebook é hoje,

mas vamos ver o que acontece quando eles param mesmo de tentar.

E o que podemos fazer?

Existem algumas ideias ruins por aí.

Tanto Democratas quanto Republicanos sugeriram recentemente

emendas à Seção 230,

para que empresas se responsabilizem mais pelo que é postado.

Mas ainda não vi nenhuma proposta

que não possa ser usada facilmente para censura política.

Sem dúvidas as empresas que fazem propaganda no Facebook têm opções.

Eu diria que deveriam considerar se querem as propagandas delas

ao lado de frases de ódio que o Facebook agora aceita.

Disney, querem o Olaf divulgando Frozen III

do lado dessa merda?

Não sei, talvez queiram.

Mas os indivíduos possuem menos alternativas.

Poderiam apagar suas contas da Meta, e não estariam sozinhos.

Em janeiro, buscas no Google

sobre como cancelar e apagar contas no Facebook, Instagram e Threads

aumentaram em mais de 5000%.

E temos alternativas menos desesperadas para acatar as ordens de Trump.

Mas entendo que se sua família e amigos estão no Facebook e Instagram,

talvez você não esteja pronto para isso.

Só lembrem-se de ter mais cuidado

com tudo que lerem nesses sites.

Mas tem uma pequena forma de ferrar com a Meta:

Que é se tornar menos valioso para a empresa.

Lembrem-se que a publicidade compõe 98% da receita da Meta,

e um componente chave é permitir anúncios direcionados para você.

A Meta faz isso porque rastreia enormes quantidades de dados

não só do que você faz nos sites deles, mas em toda a internet.

E por isso eles não querem que eu diga

que vocês podem mudar as configurações para o Facebook e Instagram

não poderem mais lucrar tanto com seus dados.

Se quiserem um guia passo a passo de como fazer isso,

visitem: JohnOliverWantsYourRatErotica.com

Enquanto isso,

se o Facebook continuar nos submetendo a uma onda crescente

de insultos, mentiras e desinformação, poderiam ao menos dizer a verdade

na mensagem deles:

Aqui no Facebook,

é hora de voltar às nossas raízes de liberdade de expressão.

Estamos completamente comprometidos

em fazer o Facebook seguro e inclusivo

para todo mundo.

Ao longo dos anos, demos nosso melhor para impedir o site

de se tornar um vaso sanitário cheio do pior da humanidade.

Pareceu ser nossa responsabilidade, porque criamos esse vaso sanitário.

E ficamos muito ricos com ele.

Mas moderar bilhões de usuários é muito difícil.

Dizem que, sem isso, a internet vira só pornô e remédios para emagrecer.

Meu Deus, quem dera a gente só tivesse que cuidar disso.

Tem pornô, remédio para emagrecer, mentiras, insultos, ameaças de morte.

Apostas, esquemas de criptomoedas.

Aquelas fotos com um avô estranhamente musculoso, dizendo:

"Um truque para ficar muito sarado aos 50 anos."

É muita coisa.

Por isso ficamos felizes em anunciar nossa política para 2025

sobre moderação de conteúdo:

Foda-se.

Sendo clara, todos os nossos problemas anteriores continuem.

Mas mudando estrategicamente para o "foda-se",

vemos que agora o problema é seu.

É tão bom não ter que se preocupar com as nuances, como

"imigrantes de merda" ser aceitável, mas "merda de imigrantes" não.

Não, é o contrário.

Tem certeza?

Eu acho... espera, "merda" é o adjetivo ou o objeto?

E se falarem "volte para seu país, imigrante"?

Isso com certeza pode.

Certo!

Bem, não pode, mas...

Sabe como seus parentes mais velhos às vezes falam

que receberam mensagem de um príncipe da África que vai mandar milhões

se derem o número dos documentos deles?

Nós falávamos: "Não, vovó, é falso."

Agora, faça isso com todos os parentes, com todas as notícias, para sempre.

Foda-se.

Além disso, qual é a pior coisa que poderia acontecer?

Um genocídio? Nós meio que contribuímos com um.

Em Myanmar, lembra?

Quais as chances de acontecer outro?

Não fazemos ideia.

Demitimos quem sabia.

Eu fico feliz que meu bebê vai crescer em um mundo

onde ele possa insultar quem quiser.

Ou ela quiser. Ou elu... não, verdade. São só dois.

O Facebook decidiu que são só duas opções.

Ouviu bem?

Foda-se.

Foda-se!

Foda-se.

E para quem diz que só estamos obedecendo ao presidente Trump

para evitar que sejamos presos, vou dizer forçadamente

que nada a ver...

Donald Trump não nos dá ordens. A menos que ele diga que sim.

Ele disse?

Saibam que, aconteça o que acontecer,

nós no Facebook nos comprometemos com nossos valores base.

Os mesmos que sempre tivemos:

Liberdade de expressão.

Evitar responsabilidades.

E fazer ranking de universitárias por quão gostosas elas são.

Não? Voltei muito?

Esqueçam.

Facebook, é como a praça da sua cidade, cheia de espiões e robôs russos,

e adolescentes se passando por adultos, e adultos se passando por adolescentes

que se juntam o tempo todo para dizer o que querem,

incluindo teorias da conspiração e as boas ideias que os nazistas tinham.

E agora você é o prefeito e a polícia da sua praça.

FODA-SE

Este foi nosso programa. Muito obrigado pela audiência.

Nos vemos na semana que vem. Boa noite.

- Foda-se. - Foda-se.

Foda-se.

Foda-se.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.