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Original subtitles

ASSASSINATO POR DECRETO

Me parece que o atraso � excessivo, Watson.

Esperam o pr�ncipe, n�o podem come�ar at� que ele chegue.

Sabe bem disso.

Bem, pontualidade, meu amigo. Pontualidade.

A cortesia dos reis.

Sim, sim, sim, sim.

Parece apreciar que os seus s�ditos o esperem.

Suponho que, j� que s� � o pr�ncipe de Gales, n�o se

pode esperar o mesmo grau de cortesia.

E j� que voc� s� � o pr�ncipe dos detetives, Holmes,

n�o creio que deva ter a presun��o de criticar a um homem que

algum dia ser� o rei da Inglaterra.

Muito bem, Watson.

Me deixou sem palavras.

Somente o pr�ncipe dos detetives, diz voc�.

E pode dizer-me quem � o rei?

Lestrade, � claro.

Meu Deus! Est�o insultando o pr�ncipe!

Eles t�m que mostrar mais respeito.

Se o pr�ncipe quer mais respeito, deveria comportar-se com mais discri��o.

- � um insulto! - Pelo contr�rio.

Prefiro os maus modos no teatro � viol�ncia das ruas.

Deus salve a sua alteza real!

- Deus salve a sua alteza! - Deus salve a sua alteza!

Muito bem, amigo. Salvou o dia.

Flor, flor.

Assassinato em Whitechapel! Assassinato em Whitechapel!

O carniceiro de Whitechapel ataca novamente!

N�o deixe de ler! Aqui est�, senhor.

O que a pol�cia est� fazendo a respeito?

Uma carruagem, necessita uma carruagem?

Leve-nos ao 221B da Baker Street.

N�o acha que dever�amos ter tomado uma carruagem fechada, Holmes?

N�o acho, � revigorante. O sangue se oxigena.

Ningu�m usa um coche aberto em uma noite de outubro.

Eu uso.

Sua humildade me encanta, meu caro Holmes.

Esta � a terceira.

Terceira?

Estas mulheres assassinadas em Whitechapel.

Uma foi Annie Chapman, lembra-se?

- Depois foi Polly... - Nichols.

Polly Nichols, isso mesmo.

E agora a terceira, que ainda n�o identificaram.

N�o tive oportunidade de estudar as evid�ncias, velho amigo.

Ningu�m me pediu.

N�o sabem a quem recorrer.

J� sabe que s� apelam a voc�

quando est�o em dificuldades. Por que n�o o fizeram neste caso?

Responda a isto e ter� respondido � pergunta chave.

Devo confessar que isso me preocupa.

Sim, claro que sim.

Sim, eu as vejo, Watson.

Que diabos!

Quem quer que sejam, nos t�m em grande desvantagem aqui na rua.

Ainda n�o, Watson.

Vejamos o que podemos descobrir antes que percebam.

Quem s�o eles? O que fazem rondando aqui?

Seria um novo caso seu que n�o me contou?

Lamentavelmente n�o. At� o momento, estou

desempregado e � quase imposs�vel n�o perceber isso.

Quantos s�o? Pode ver?

Cinco, pelo menos.

Talvez mais.

Ora, ora.

Saberemos logo.

Vou eu ou voc�?

N�o, fique aqui.

Por certo n�o querem fazer neg�cios comigo.

Pode tratar-se de voc�.

O qu�?

Nenhum marido ofendido, espero?

Muito engra�ado.

R�pido, antes que acordem a casa.

Sim?

Com licen�a, senhor. Essa � a casa do Sr. Holmes?

N�o, n�o �.

Gostaria de falar com o Sr. Holmes.

A esta hora, � rid�culo.

Fa�a-os entrar, amigo.

Podemos fazer uma exce��o em uma emerg�ncia.

Est� bem, entrem.

Entrem.

Bem, em que posso ajud�-los?

Bom, somos membros do Comit� de Cidad�os.

Sou o senhor Makins,

esse � o senhor Lanier,

e o senhor Cowe.

Os outros cavalheiros se reunir�o conosco, ou esperar�o l� fora?

Sim, tem raz�o.

H� outros.

� bem dif�cil n�o notar.

Perd�o, senhor. Sinto por t�-lo assustado.

N�o sab�amos como lhe falar, senhor.

O senhor entende, j� que � um cavalheiro t�o famoso.

Entendo, entendo.

Qual � o prop�sito de seu "Comit� de Cidad�os"?

Queremos acabar com estes assassinatos.

Queremos det�-los e que se fa�a justi�a.

Se fossem na Zona Oeste, a pol�cia j� os teria resolvido.

Se fossem mulheres ricas dentro de seus pal�cios e n�o estas pobres

mulheres for�adas �s ruas...

Olhe, tente entender, Sr. Holmes.

Temos com�rcios em Whitechapel. O que � um problema se estiver na rua principal.

Mas se n�o estiver... Bem, ningu�m caminha fora dela, seja dia ou noite.

Para ser honesto com o senhor,

os neg�cios est�o sofrendo terrivelmente.

Sim, posso imaginar que isto tenha desencorajado as pessoas.

� terr�vel, senhor.

Seria melhor fechar os com�rcios at� que esse assassino seja preso.

O que ser� nunca, se esperarmos pela pol�cia.

S� o senhor poder� faz�-lo.

Tenho que concordar com voc�, Sr. Makins.

Sim, bem...

Vou pensar.

Como o senhor disse, � uma emerg�ncia.

Watson.

Por favor, acompanhe estes cavalheiros.

Senhor, quando podemos esperar uma resposta?

Logo, logo.

Enquanto isso, deixem um endere�o onde eu possa encontr�-los

com o bom doutor, obrigado.

Tratar� de convenc�-lo n�o, senhor?

Farei o que puder.

Se h� algu�m que pode parar estes crimes atrozes, este algu�m

� Sherlock Holmes.

Me parece estranho que os comerciantes

pareciam t�o relutantes em se revelar.

Parece desinteressado neste assunto, Holmes.

Quase foi grosseiro com eles.

Ora, n�o fui grosseiro.

Bem, velho amigo...

O que faremos, devemos aceitar o caso?

Creio que n�o temos escolha.

Eles confiam em voc�.

S�o homens bons e honestos.

Homens bons e honestos?

Talvez.

J� � muito tarde, n�o se pode fazer nada.

Come�aremos pela manh�.

Holmes...

Gostaria que deixasse de usar minhas agulhas hipod�rmicas para limpar seu cachimbo.

Certo, obrigado, Watson.

Ol�, querido.

Tire as m�os de mim!

Por que fez isso?

Rameira.

Eu tenho que me sustentar, n�o tenho?

Por que fez isso, desgra�ado?

Eu n�o lhe causei nenhum mal, causei?

Est� sozinha?

Sim, sim.

Entre.

N�o � seguro ficar nas ruas.

Deus o aben�oe.

Em frente!

Acorde, amigo.

Tem uma carruagem esperando.

O jogo come�ou, n�o temos tempo a perder.

O que aconteceu, Holmes?

Uma mensagem an�nima nos avisando de outro assassinato.

Watson.

Ande r�pido, h� uma certa urg�ncia.

Watson.

O qu�?

Est� bem.

Duas em uma s� noite. Est� ficando rid�culo.

Sherlock Holmes est� aqui.

Sherlock Holmes...

Aqui?

Estava me perguntando quando iria v�-lo neste caso.

Em tempo integral.

Sr. Holmes, o inspetor Foxborough.

Inspetor, meu s�cio o Dr. Watson.

Como est�, senhor?

Bem, Lestrade.

Soube que tem dificuldades com esse rapaz?

Bom, estou inclinado a crer em algumas hist�rias que circulam.

Que hist�rias?

Dizem que ele � aliado do diabo. Aparece e desaparece quando quer.

Quando as pessoas t�m medo, buscam a Deus, e quando n�o

recebem ajuda, falam do diabo.

Isso � muito certo.

O senhor � m�dico, Dr. Watson, ent�o n�o preciso preveni-lo...

Por�m, deve preparar-se para algo que talvez nunca tenha visto antes.

Encontrou o corpo como est� agora, assim, nesta posi��o?

Sim, senhor.

E os �rg�os internos?

- Pelo amor de Deus, Holmes. - Foi assim?

Sim.

Tem que ser assim t�o brutal?

Lestrade, voc� viu o outro cad�ver?

Sim, Sr. Holmes.

Foi mutilada da mesma maneira?

A outra teve a garganta cortada.

Isso foi tudo?

Com certeza.

Parece que ele estava perturbado, quase foi flagrado.

Para tr�s, rapazes. Vamos, mexam-se.

Que diabos est� fazendo aqui, Holmes?

Quem lhe pediu que se metesse nos assuntos da pol�cia?

Quem � o respons�vel? Foxborough, chamou este homem?

N�o, senhor.

- Lestrade? - N�o, senhor.

Supus que o senhor Holmes havia sido convidado pelo senhor.

N�o foi o caso, n�o tenho necessidade de amadores.

Um detetive consultor! Tirem-no daqui.

N�o tem pelo que se aborrecer, Sir Charles.

N�o quero causar problemas.

Vamos, Watson.

Quem � esse, Holmes?

Sir Charles Warren, novo chefe da Scotland Yard.

Sim, j� me lembro deste grandess�ssimo tolo do ano passado, na Pra�a Trafalgar.

Esse mesmo. O famoso "Domingo Sangrento".

Em minha opini�o, foi t�o culpado quanto os radicais.

Por que tem que ser t�o est�pido?

No momento, caro amigo, h� algo mais importante que nos interessa.

Se conseguir dominar sua indigna��o...

N�o direi mais nada.

"Os judeus n�o s�o

os que ser�o culpados por nada".

Os judeus, maldi��o.

Muito bem, fa�a um relat�rio e me encontre no quartel.

Isto n�o � importante.

Estou lhe dizendo...

N�o, dentro de uma hora, cem pessoas passar�o por aqui.

- Mais! - Olhe, senhor...

Se virem estas palavras, haver� um caos.

Todo judeu ser� massacrado pelas ruas.

Com o devido respeito, Sir Charles...

- O qu�? - N�o poder�amos apenas cobri-las?

- N�o! - S� a primeira linha.

- N�o! - Cobriremos a palavra judeus.

N�o vou ficar aqui discutindo.

� s� limpar isso aqui.

Pronto! Assim! Que maldi��o!

Voc� n�o deixou nenhuma palavra.

Tenho que, pessoalmente, apagar o que escrevem nas ruas de Londres.

Estes malditos jornais.

A cidade toda est� tomada pelo medo.

O que chamou sua aten��o ao examinar o corpo de Catherine Eddowes?

N�o me lembre disso, amigo.

N�o viu uma mulher entre o povo?

Vi dezenas de mulheres.

Isso j� seria esperado, Watson.

Por�m uma em particular...

Watson?

Sim?

Watson, o que est� fazendo?

Estou tentando pegar a �ltima ervilha de meu prato.

E o que � este objeto com o qual anda brincando?

N�o � nada. Ainda.

Como eu dizia, acerca desta mulher.

N�o sei como pode se preocupar com uma mulher dentre a multid�o quando

deveria estar realizando uma investiga��o.

Sim.

Mas � que...

� que havia algo estranho nela.

Parecia-se com uma criatura selvagem, encurralada.

Esmagou a minha ervilha.

Mas agora pode peg�-la.

Sim, mas esmagar a ervilha de um camarada...

S� queria lhe ajudar.

Eu n�o queria esmagada. N�o gosto dela assim... esmagada.

Gosto dela inteira.

Para senti-la romper-se ao mord�-la.

Desculpe, n�o pensei nisso.

Eu atenderei a porta, amigo.

Um telegrama para voc�, senhor Holmes.

O menino n�o esperou a resposta.

- Obrigado, Sra. Hudson e boa noite. - Boa noite, senhor.

Mais not�cias de nosso informante an�nimo.

Convida-nos a se encontrar com ele, no cais Elizabeth.

S�rio?

Isto n�o est� bom.

N�o h� nada aqui.

Viu? � um maldito trote.

Nosso informante parece recear ser visto.

N�o podia mencionar isto em um telegrama, Sr. Holmes.

Onde voc� est�?

� muito perigoso para o homem envolvido.

Aqui, no barco abaixo de n�s.

Vejo que tamb�m � perigoso para voc�.

Se quer saber mais sobre os assassinatos do estripador,

eu lhe indico Robert James Lees.

Onde posso encontrar este Lees?

Ele est� te enrolando, Holmes.

Robert J. Lees, no bosque, Rua Riverside.

Tem mais, Sr. Holmes.

H� algu�m a�?

Algu�m est� a�?

Watson.

Watson!

Voc� o viu. N�o o reconheceu?

N�o, mas sua voz me era familiar.

Mesmo?

Reconheci algum aspecto dela.

Ouvi que mencionou um tal de Lees. Conhece-o?

Sim, creio que sim. Tem fama como m�dium.

Meu Deus!

� dif�cil relacion�-lo a este caso.

E isso foi tudo que disse...

N�o, disse algo extraordin�rio.

Descobri uma evid�ncia fascinante.

N�o podemos perder nem um minuto para aproveit�-la.

O que est�o fazendo? Quem s�o voc�s?

N�o t�m por que estar aqui.

Sherlock Holmes, meu caro amigo, Sherlock Holmes.

- Ah, �? - E meu assistente o Doutor Watson.

Eu n�o me importo se voc� � o Sr. Sherlock Holmes ou n�o.

Apenas saia daqui, Sr. Sherlock Holmes.

Aqui � propriedade privada!

E voc� tamb�m, Dr. Watson.

- Estou lhes vendo enrolando! - N�s iremos, bom homem.

Chamarei a pol�cia!

N�o haver� necessidade, bom homem!

�timo, fora daqui.

Por que se esconderia?

E por que dar a mensagem de forma t�o rid�cula?

� �bvio, n�o queria que nos vissem conversando.

Ningu�m nos viu.

Sim, havia algu�m.

Bem, n�o me pareceu.

Na realidade, estamos sendo observados desde que entramos no caso.

Observam-nos neste preciso momento.

� s�rio?

N�o h� ningu�m � vista.

Naturalmente, n�o iria deixar-se ver.

Mas, por precau��o, sairemos pelo jardim.

Isto est� ficando perigoso.

N�o quero que saia desarmado, Holmes.

Sei que n�o lhe agrada levar um rev�lver, mas � s� por seguran�a.

Bem... n�o estou totalmente desarmado.

Muito eficiente.

Um antigo dispositivo hindu, usado por um culto de assassinos.

Ah, os Tugues.

Sim, conhe�o seus truques.

Eu j� estive na �ndia, sabe.

� claro que sim, amigo.

O que espera encontrar?

- Ou n�o deveria perguntar? - Espere, amigo.

Algu�m chegou antes de n�s.

Algu�m... que n�o quer que ningu�m veja uma mensagem.

- Aqui, creio que � isso. - Eu n�o vejo nada.

D�-me a garrafa, Watson. E o pincel.

Segure a lanterna sem mov�-la.

O que � que deveria...

R�pido, Watson.

Anote isto antes que o gesso absorva o l�quido.

"Culpa por nada..."

"Os judeus n�o s�o os que ser�o culpados por nada".

Bem, estas s�o as palavras. Tal como foram escritas.

E a ortografia?

Isto � muito estranho. N�o �?

O que acha que �?

- Hebreu? - N�o creio.

Quer dizer judeus.

Como interpretar�amos?

Os judeus s�o os respons�veis pelos crimes.

E?

E n�o ser�o pegos.

Escrito por quem?

N�o pelo assassino, claro.

Quem quer que tenha escrito esta mensagem...

Pode ter visto o assassino.

Voc� � t�o valioso para mim, Watson.

Capta t�o intuitivamente o �bvio.

Por que n�o recorrer � pol�cia? Por que deixar esta rid�cula mensagem?

Por que um homem pode usar estes crimes para seus pr�prios prop�sitos.

Imagine uma influ�ncia maligna funcionando.

Para seus pr�prios prop�sitos... N�o acompanho o racioc�nio.

Fumarei um cachimbo antes de deitar.

Muito bem. Vou te fazer companhia.

N�o, n�o, velho amigo. Busco uma obscura inten��o,

ronda-me uma vaga ideia.

N�o, obrigado. Esta noite, prefiro n�o ter companhia.

� claro, se minha presen�a n�o � necess�ria...

Amanh� cedo, velho amigo...

� urgente que nos reunamos com Robert Lees.

Fiquei sabendo que sabe algo dos assassinatos de Whitechapel.

Eu vi o homem conhecido como "Jack, o Estripador".

Meu Deus!

Estava sentado aqui,

lendo, quando me veio a vis�o de um homem e uma mulher jovem.

N�o chamou a pol�cia?

Sim.

Trataram-no como um lun�tico.

� uma experi�ncia alheia a eles,

algo que n�o se podem permitir aceitar.

E voc� aceita?

J� presenciei eventos ainda mais estranhos.

Bom...

Na noite seguinte, ocorreu o tal assassinato.

O nome da mulher era Annie Chapman.

Terr�vel!

Eu o vi de novo, Sr. Holmes.

Outra vis�o?

N�o, desta vez, em pessoa.

Hist�ria estranha, de fato.

Mas voc� sabe mais sobre este homem, n�o �?

Sinto muito, senhora.

Com licen�a, senhora.

Sr. Holmes, Sir Charles quer v�-lo.

Ele insistiu.

Desculpe-me a interrup��o, senhora, mas n�o tenho alternativa.

Bom, obrigado a ambos por sua hospitalidade.

Sei que voltaremos a nos ver.

- Meu Deus, � Makins! - Reconhece este homem, Holmes?

- Sim, eu o conhe�o. - N�o negar� que trabalhava para ele.

N�o estou contratado por ningu�m, senhor.

Ele e outros homens solicitaram meus servi�os, mas eu ainda n�o tinha respondido.

N�o me venha com jogos, Holmes!

Voc� corre com as raposas, sabe muito bem disso.

Se entendi o significado de sua pitoresca met�fora, Sir Charles,

sim, sabia que Makins era um radical, ou um revolucion�rio, para ser exato.

Ora, Holmes.

Ent�o, admite ser parte dessa conspira��o?

- � trai��o! - Asneiras! Como pode dizer isto?

Tranquilo, velho amigo. Creio que Sir Charles deseja me prender.

Prender voc�, Sherlock Holmes? Voc�, culpado de trai��o? � absurdo!

N�o por trai��o, Watson.

Assassinato.

Precisamente. N�o sei o que fazia com seus duvidosos amigos,

mas posso p�-lo na cena do crime.

E n�o estou t�o certo de que n�o poderei descobrir seus planos de conspira��o.

Sir Charles.

Ter� muito tempo para pensar quando estiver numa cela em Newgate.

Esse � o sujeito do cais. Deve ter visto tudo o que aconteceu.

Sim, creio que veio nos resgatar e o comiss�rio n�o vai gostar nada.

R�pido, Watson. Quero examinar a ferida.

Holmes,

por que os radicais iriam lhe contratar para capturar um assassino?

Tamb�m gostaria de saber. E por que nos informar de forma t�o bizarra?

O que importa � saber quem o matou. E por qu�.

- Como sabia que eram radicais? - Ferida de espada.

N�o foi magia, Watson. S� fiz averigua��es em Whitechapel.

E isso lhe fez ter suspeitas?

N�o. Makins era mau ator, excessivamente educado.

E tinha esse �dio de Lanier pelas damas ricas e seus pal�cios.

� afortunado, Sr. Holmes. O vigilante do qual falou apareceu.

- Suponho, ent�o, que estou livre? - Por enquanto, sim.

Sir Charles quer v�-lo imediatamente em seu escrit�rio. N�o o provoque.

Est� decidido a mant�-lo fora deste caso.

� um homem perigoso. Com muitos amigos secretos. Tenha cuidado.

"Amigos secretos"... Curiosa express�o.

Eu estou avisando, Holmes. Se continuar com esta...

Ent�o, o qu�...

Desculpe-me meus atos, Sir Charles.

Perseguindo criminosos, aprende-se alguns de seus truques.

Diga-me, Holmes. Que diabos � essa maluquice?

A sauda��o e o anel, Watson. S�o rituais arcaicos mantidos

pelos membros de grau 33 da ordem secreta dos ma�ons livres.

N�o somos uma ordem secreta.

Sua exist�ncia n�o � um segredo.

Seus rituais e membros s�o um segredo

que guardam com todo o zelo poss�vel.

Por isso apagou a inscri��o na parede.

Sou o respons�vel pela seguran�a do povo desta cidade.

Defendo seu direito de ir livremente a seus trabalhos.

Isso inclui o direito de assassinar e mutilar?

Voc� � um tolo!

Teriam massacrado os judeus nas ruas

se eu n�o tivesse apagado aquelas palavras.

Conhece a teoria

que corre pelo povo nas ruas?

Que este � um ritual de sangue.

Realizado por um judeu, cujo fervor religioso o faz assassinar prostitutas

para oferecer como sacrif�cio a seu Deus.

Se aquelas palavras fossem vistas, nenhum judeu ficaria a salvo.

Suas casas e neg�cios teriam sido destru�dos.

Tolices!

A inscri��o n�o tem nada a ver com os judeus.

Voc� sabe disto t�o bem quanto eu.

N�o a apagou para proteger os judeus contra a f�ria antissemita.

Os judeus, "os juwes" mencionados

s�o de sua sociedade secreta da Ordem Real dos Ma�ons Livres.

"Sociedade benevolente", n�o somos um perigo...

Este n�o � o t�pico epis�dio s�rdido e vulgar ao qual est� acostumado, Holmes.

Est� correndo um grande risco.

Bom dia.

Voc� viu?

Nem imagino o que seu gesto com as m�os significa.

Sir Charles ficou pasmo.

Calou a boca dele, foi algo muito bom.

Eu n�o sei o que lhe causou mais ansiedade.

Eu saber os sinais secretos, ou a possibilidade de que eu

tamb�m possa ser um ma�om.

E isso quer dizer o qu�, exatamente?

Estes s�o os sinais que os ma�ons usam nas cerim�nias

para estabelecer o n�vel do outro.

Como os ma�ons est�o envolvidos?

Quem quer que tenha escrito aquela mensagem...

� um ma�om.

Ou algu�m que, como eu, estudou seus ritos e pr�ticas.

Quer dizer que incrimina os ma�ons?

Quer que creiamos que Jack, o Estripador � um ma�om?

- Vamos, Holmes. - Eu sei.

N�o formei opini�o, de qualquer forma, Watson.

Por�m os judeus ou "juwes"

contra quem as acusa��es foram feitas,

foram 3 homens que assassinaram o grande mestre,

o construtor do templo de Salom�o.

S�rio?

De acordo com o ritual ma�om.

Seus nomes eram Jubila, Jubilo e Jubil�o e foram chamados juwes...

Como judeus.

Cada coisa que sabe, Holmes.

Ao serem levados diante de Salom�o,

confessaram sua culpa.

Jubila disse: "Que cortem minha garganta".

Jubilo disse: "Que destrocem o meu peito, tirem meu cora��o e entranhas

e os coloquem sobre meu ombro esquerdo".

E Jubil�o disse: "Que meu corpo seja desmembrado por completo".

Meu Deus! O corpo da pobre mulher estava mutilado

justamente desta maneira selvagem.

Ent�o, supondo que haja uma rela��o como diz entre

estes terr�veis crimes e o ritual ma��nico,

de que forma estariam envolvidas estas mulheres?

Pergunte-lhes.

O qu�?

Bem, a seus amigos.

Temos que perguntar aos vivos, � l�gico.

Dif�cil perguntar a um morto.

� um al�vio, por um momento pensei que voc� era outro Robert Lees.

- Falando com mortos. - Bem,

enquanto se familiariza com os amigos da v�tima,

eu tratarei...

de visitar mais uma vez

o tal Robert Lees.

Boa sorte, Holmes.

Bom dia, guarda.

Ol�, querida.

N�o esperamos nenhum limpador de chamin�s.

V� cham�-la, ela lhe dir�.

N�o farei isso.

Fui chamado e vou fazer meu trabalho como encomendaram.

N�o fui informada disto. Ter� que ir embora.

Chame sua patroa.

O que est� se passando aqui?

Senhora Lees.

Desculpe-me por importun�-la assim.

Quem � o voc�?

Disfarcei-me assim

para evitar mais inconvenientes ao seu esposo.

Como se atreve a se disfar�ar para ver meu esposo?

Na verdade, eu preciso v�-la, Sra. Lees.

Ent�o, se me permitir, gostaria de falar rapidamente com seu marido.

N�o v� o perigo que lhe traz?

E ele n�o tem nada a ver com isto.

Sim.

E aceitarei a sua decis�o.

Mas quero dizer-lhe algo.

N�o me convencer�, Sr. Holmes.

Se seu esposo pode me ajudar a encontrar este homem...

e evitar que cometa mais um crime terr�vel...

teria o direito de negar-se?

Est�vamos...

jantando em casa.

E de repente...

Sabia que havia matado novamente.

- E voltou a recorrer � pol�cia? - Sim.

Desta vez, estiveram mais dispostos a escutar.

Pude dar-lhes...

detalhes...

que ningu�m poderia saber.

Pediram-me para localiz�-lo

a partir da cena do crime.

N�o pude encontrar rastro dele no lugar onde havia

cometido o brutal assassinato.

Deram-me um peda�o de tecido do vestido da garota.

E n�o pude... n�o pude...

senti-lo.

Depois, o inspetor me deu algo bastante trivial

e talvez at� sem rela��o com o caso.

Um ramo seco de uvas.

Como sabe?

E ent�o p�de sentir o homem.

Isso mesmo. Estava ali... Era como se estivesse ali.

Pude segui-lo.

Ali...

Imposs�vel.

- Entraram na casa? - Entramos.

Confrontaram o homem? Como os recebeu?

O inspetor falou com ele.

Ele n�o se impressionou com a minha intui��o.

Nos escutou educadamente, lembrou que j� era tarde,

e depois sugeriu que dev�amos ir embora.

E est� tendo o cuidado de n�o mencionar o nome dele, n�o �?

Eu sei o qu�o persuasivo Sir Charles pode ser.

Ele veio aqui e amea�ou meu esposo em sua pr�pria casa.

N�o... N�o posso esperar que quebre a sua palavra.

Sr. Holmes,

tenho uma intui��o muito forte a seu respeito.

Pressinto um perigo que se aproxima sobre voc�.

Eu tamb�m pressinto isso.

N�o � justo. Todo o mundo nos julga, nos culpa.

Como se n�s f�ssemos atr�s dele

para cortar nossas gargantas.

Por que est� perguntando de Polly?

O que ela tem a ver com voc�?

N�o sabem que est�o escrevendo sobre ela nos jornais?

N�o escreva nada de mal sobre Polly.

N�o � a minha inten��o. N�o, mas me parece que

escrevem mais sobre o assassino do que sobre suas v�timas.

Isto � verdade. Como se ele fosse importante e as v�timas n�o.

Precisamente...

Se algu�m pensasse em nossa vida, n�o ter�amos chegado a isto.

Uma coisa...

Polly Nichols. Era amiga de alguma outra mulher?

Fale com Mary se quiser saber algo de Polly.

Mary. Qual � seu sobrenome?

Mary Kelly.

Mary Kelly. Onde posso encontr�-la?

J� n�o poder� mais encontr�-la por aqui.

Ela se acha melhor que n�s.

Prostituta de nariz empinado.

Sabe onde posso encontrar Mary Kelly?

Venha aqui. Vou lhe dizer tudo o que sei.

Com licen�a, senhoras.

Melhor ficar de boca fechada, sua vadiazinha.

N�o ligue para ela! Ela n�o conhece Mary. Vamos.

Sente-se.

Cadelas sujas.

Est�o com inveja porque sou jovem e tenho todos os bons clientes.

Tenho todos os meus dentes. � por isso.

Diga-me, o quer com Mary Kelly? Seus dentes ca�ram tamb�m.

Os meus s�o de verdade. Toque-os.

- N�o, muito obrigado. Mas... - Vamos, amor, n�o vou lhe morder.

Viu? Firmes como uma rocha.

Sim, � verdade.

Ai, Deus... Maldi��o!

Estou com um mole.

Maldi��o!

- O que est� olhando? - Eu? Nada, nada.

- Vamos ficar aqui o dia todo? - Na verdade, n�o h� pressa.

Nem para mim.

Pensei que talvez possamos...

Sim, bom... Suponhamos que esteja buscando esta jovem.

- Esta jovem em particular. - H� muitas outras.

Sim, por�m suponhamos que estou buscando essa jovem em particular...

Venha comigo. Aqui n�o podemos falar.

Se � que me entende.

Sim, j� sei o quer dizer.

N�o foi por aqui que o Estripador cometeu seu primeiro assassinato?

Isso est� grudado na sua cabe�a, n�o sabe falar de outra coisa.

Sou obrigado a falar dele.

A�?

Quer ver Mary Kelly? Eu o levo aonde ela est�.

Sim, mas...

Vamos.

Suponho que � para isso que voc�s ricos v�m aqui.

Querem falar dele, do que ele fez.

Tem muitos ricos vindo aqui?

De todos os tipos.

Outros s� servem para falar. Mas voc� n�o.

Vamos, por aqui.

Ela vive por aqui, n�o? Essa Mary Kelly.

Vou lhe dizer de uma vez, n�o conhe�o essa Mary Kelly.

Mas voc� me prometeu que...

O que foi isso?

O que est� fazendo? Seduzindo a minha mulher?

O que faz com ela?

Um velhote como voc�,

com uma boa senhora em casa, esperando-o, preocupada...

E voc� vem aqui se meter com a minha mulher.

Bem, n�o gostaria que eu visitasse a sua esposa, gostaria?

Entendi, ent�o � esse velho truque?

Eu temo que escolheu mal a sua v�tima. Vejamos o que a pol�cia diz.

Oh, Danny!

Fique a�, porco!

O que est� havendo?

Gra�as a Deus. Bem a tempo.

Ele � Jack, o Estripador.

Quem, ele?

Sim, ele me agarrou e ia cortar minha garganta

quando meu parceiro o empurrou, ent�o ele o atacou.

- Um momento. - Esse velho?

Ele n�o conseguiria causar mal nem a minha av�.

- Eu sinto por isso. - � o Estripador, estou dizendo.

� melhor o prenderem ou gritarei e vir� uma multid�o.

Cale esta boca, estou lhe avisando.

Est� tentando mat�-lo?

Vamos, senhor, resolvemos isso na delegacia.

Est� cometendo um tremendo erro.

Isto � o que diz.

- Obrigado. - Ei, me solte, n�o fiz nada!

Deixe-me em paz!

Ora, ora.

Acabou se metendo em confus�o, velho amigo.

Pelo amor de Deus, Holmes.

Por que demorou tanto?

Vim rapidamente, logo que fiquei sabendo.

Ser� liberado e ficar� sob sua cust�dia, Sr. Holmes.

O senhor ser� respons�vel pelo seu bom comportamento futuro.

- Entendido? - Bom comportamento?

Muito obrigado!

- Aprendeu a li��o, doutor? - N�o se fa�a de sonso, Lestrade.

Disseram-me que lutou muito bem.

- S� sei cuidar de mim mesmo. - Tenho certeza que sim.

Senhor Holmes...

Aconselho que o leve para casa e certifique-se de que ele n�o ir� mais fazer isso.

Vamos, Watson, pelo amor de Deus!

Maldi��o, velho amigo.

N�o pensou no que me aconteceu quando n�o voltei para casa � noite?

Acalme-se, velho amigo.

- N�o estava em casa. Tive coisas a fazer. - Quase me cortam em peda�os!

Sim, tudo bem.

Vamos, Watson, s� precisa ir para casa, comer e descansar.

- Este � o primeiro passo. - Estou �timo, pronto para qualquer coisa.

Agora...

Creio que a mulher que me meteu nesta encrenca nem conhecia Mary Kelly.

Kelly?

Sim. Mary Kelly.

Amiga de Polly Nichols.

As pessoas da �rea n�o queriam falar dela.

Isso � muito bom, Watson. Muito bom.

Ent�o...

Polly Nichols, a v�tima N. 1, foi assassinada aqui.

A v�tima N. 2, Annie Chapman, foi assassinada aqui.

Uma dist�ncia consider�vel entre as duas �reas.

E Mary Kelly, que n�o sabemos onde vive.

Todas se conheciam.

E todas podiam ser vistas em uma taberna na Rua Dorset.

Isso mesmo. Annie Chapman. Mary Kelly e Polly Nichols.

Certo. Agora vamos ver...

Elizabeth Stride, a v�tima no. 3, Liz Stride, assassinada aqui.

Era conhecida...

como Liz. Long Liz. Uma garota alta, estrangeira.

Estava casada ou vivia com um homem cujo nome desconhe�o. Por�m...

Seu endere�o era na Rua Dorset.

Est� se superando, Watson.

Em resumo, estas mulheres viviam numa �rea de poucas quadras. Todas se conheciam.

Isto n�o � uma simples coincid�ncia.

Excelente, Watson! Voc� � uma inspira��o!

- Mas tenho mais trabalho para voc�. - � mesmo?

Necessito de sua ajuda

para encontrar o homem que Lees procurava.

Lees n�o disse quem era?

N�o quis mencionar o nome.

Sir Charles o fez temer por sua vida.

Por�m, tenho uma no��o de onde ach�-lo.

Observe o Diret�rio M�dico. Procure um doutor.

Mais precisamente, um cl�nico.

H� tamb�m uma lista de ruas �s quais deve prestar aten��o especial.

Est� sobre a mesa.

N�o v� assim, espere-me.

Juntos, chamamos muita aten��o agora. Devemos tomar caminhos separados.

Pelo menos diga-me aonde vai.

Vou oferecer meus �ltimos cumprimentos a Catherine Eddowes.

Pressinto que nos ser� mais �til agora do que quando estava viva.

Est� bem.

Mary Kelly?

Afaste-se, tenho uma faca. Vou mat�-lo.

Quero lhe ajudar, meu nome � Sherlock Holmes.

Ora, o que voc� quer comigo?

Tenho que falar com voc�. Aonde podemos ir?

As ruas s�o t�o seguras quanto em qualquer outro lugar.

Muita gente me procura.

Ontem, tinha um velho perguntando por mim.

Pode confiar em mim.

N�o posso confiar em ningu�m.

O que eu fiz para merecer isso?

Sei que algo est� te assustando.

O que �? Diga-me.

Quero contar para algu�m.

Tenho que contar pra mais algu�m.

Diga-me.

N�o!

Eu contei... eu contei a Annie Chapman e a mataram.

Contou para Polly Nichols?

Conhecia Polly?

- Contou a ela, n�o foi? - N�o!

Jesus!

Sim.

Estava sempre com ela.

Eles devem ter nos visto.

Eles? Quem s�o eles?

Por que est�o te procurando?

Seja o que for que tenha feito, n�o h� raz�o para estar assim.

- Sei onde est� seu beb�. - Que beb�?

Ela entregou a mim. Pediu-me que cuidasse dele.

- Quem? - Annie?

Annie Chapman?

Annie Crook.

Levaram-na e prenderam-na.

Mas n�o se atrevem a mat�-la, s� v�o deix�-la presa.

Para onde a levaram?

- Eddy ainda a ama. - Eddy?

Ele n�o deixaria que a matassem.

Deus do c�u, tenho tanto medo.

Onde posso encontrar Annie Crook?

Eu n�o sei, ela estava na St. Christopher's,

mas tiraram ela de l� agora.

Levaram ela.

Ajude-me, por favor, ajude-me.

Vamos. Vou lev�-la para um lugar seguro.

Eu n�o consigo mais dormir.

Tenho medo de que me encontrem quando n�o estiver preparada.

Ora, ora.

Gra�as a Deus est� bem.

Parece que n�o posso me recordar de nada.

N�o me surpreende, com esta contus�o.

Em que diabos andava metido?

Havia uma mulher...

O que aconteceu com ela?

Disseram-me que esperasse algo dram�tico, mas n�o me preparei

para algo t�o est�pido.

Foxborough.

Quem quer que fosse, queria mat�-lo.

N�o foi um acidente.

Havia uma mulher jovem, eu me lembro.

Tem que descansar um pouco, Holmes.

Vi uma carruagem e vi voc�, mas n�o vi mulher nenhuma.

Tenho certeza...

Watson, descobriu algo. Lembra-se?

- Voc� pode achar de alguma utilidade. - Que bom que disse, Holmes.

Tr�s das mulheres assassinadas...

Holmes, por favor.

Tinham algo em comum...

Todas elas frequentavam uma taberna na Rua Dorset.

Na Rua Dorset? O Cavalo Negro?

Sim, essa.

Buscando informa��es sobre Polly Nichols...

Soube que tinha que falar com Mary Kelly.

E era essa a mulher.

Mesmo?

Falava com ela quando tentaram me matar.

Sim.

Tinha a intui��o de que ela poderia

ser o centro de todos estes eventos.

Mandarei meus homens procur�-la imediatamente.

- Disse Mary Kelly? - Sim.

Foxborough?

Desculpa, quer que eu espere?

N�o, com a ajuda do doutor, seguirei com minha investiga��o.

- Holmes. - Sim?

Sempre sai correndo sem me dizer aonde vai e qual o seu objetivo.

Ao Hospital San Christopher, velho amigo.

Procurar uma mulher chamada Annie Crook.

Agora sabemos.

Teve sorte com o Diret�rio M�dico?

Ah sim, acho que tive bastante sorte.

Encontrei na lista n�o menos de 12 que viviam na �rea.

S� uma d�zia? Pensei que haveria pelo menos cem.

Holmes, para mim � inconceb�vel que um m�dico pudesse estar

remotamente conectado com estes crimes.

N�o pode permitir que sua lealdade para com a profiss�o

o impe�a de descobrir a verdade, velho amigo...

Por mais terr�vel que esta seja.

Bem,

nomes muito ilustres, de fato.

Obrigado.

Dr. Watson, sinto n�o ter sido capaz de dar-lhe mais informa��es.

Pelo contr�rio, o senhor foi muito cooperativo.

Muito obrigado, doutor.

Doutor, o Sr. Gregory!

Annie Crook, n�o est� aqui.

Vamos, vamos, Watson, eu te disse isso.

Mas, onde ela est�?

N�o � f�cil persuadi-los a falar de seus pacientes.

Estou certo de que fez um excelente trabalho.

Disse-lhes que ela era uma criada da fam�lia que veio a Londres.

E que prometi a minha m�e que cuidaria dela.

Sim, sim, confio em sua capacidade inventiva.

Por�m, Watson, por favor. Resuma a hist�ria.

Estou fazendo o melhor que posso.

Onde est� Annie Crook?

- Esc�pula e pesco�o quebrados. - Sim, sim, Watson.

Ah, sim, Annie Crook.

Levaram-na para um hospital perto de Reading.

Segundo o que o doutor me disse, � mais como um manic�mio.

Continua l�?

Segundo a opini�o dos m�dicos, ficar� l� pelo resto da vida.

Parece que a pobre mulher est� louca.

- O m�dico que a atende �... - Sim. Sir Thomas Spivey.

- Meu Deus! - Um m�dico da corte.

J� sabia?

O nome est� em sua lista, Watson.

E eu andei fazendo minha pr�pria lista.

N�o consigo acompanhar seu ritmo.

H� uma variedade em particular de uvas, Watson.

Uvas?

Especialmente importadas para os gostos mais exigentes.

Entre as pessoas que encomendam destas, est�...

Sir Thomas Spivey!

O �nico nome que aparece em ambas as listas.

Sugere que seja um m�dico da corte?

Estou certo disto, Watson. Estou convencido.

Temos sido enganados, velho amigo.

Pelas pessoas a quem buscamos. � hora de virar o jogo.

Essa mulher que vamos visitar, essa Annie Crook,

sofreu um acidente terr�vel. Muito parecido com o seu.

A princ�pio, foram s� feridas superficiais, mas pioraram,

e o Sir Thomas decidiu intern�-la.

- Isso � incomum. - Muito incomum.

Por que esta mulher � t�o importante, Holmes?

No momento, estou t�o no escuro quanto voc�, mas

quero que preste aten��o nos modos peculiares do homem que nos segue.

N�o tem ningu�m nos seguindo.

S�o estes modos peculiares que devem chamar sua aten��o.

- Quer dizer, por que n�o h� algu�m? - Exatamente.

- Certo... - Calma!

Siga adiante.

Tente fazer com que eu fale a s�s com a garota o quanto for poss�vel.

Por favor, tentem n�o perturbar as outras.

Parece n�o se dar conta de que estamos aqui.

Bom, estou certo de que � isso mesmo, Dr. Watson.

� um estranho fen�meno. N�o disse uma palavra em 6 meses.

Diria que sua condi��o tem se deteriorado?

Desde que chegou aqui? Sim, sim, notavelmente.

Agradeceria se pudesse ver seu hist�rico m�dico...

Seria poss�vel?

Sim, creio que o achar� interessante.

Sim, estou certo disso.

D�-nos licen�a.

Annie.

Sou um amigo.

Mary me enviou.

Mary Kelly.

Lembra-se dela?

Mary tem medo.

Teme por sua vida.

Queria ajud�-la...

mas n�o pude.

Preciso saber por que ela est� assustada.

Eddy.

Onde?

Ele o enviou?

Eddy o enviou?

O senhor...

Eu sabia.

Eu sabia...

Que enviaria algu�m, que viria at� mim.

N�o, Mary me enviou. Mary.

Mary.

- Mary? - Sim.

Ela o enviou?

Como?

Se n�o me deixam v�-la.

Eles?

Mary n�o sabe.

Ningu�m sabe.

Por que n�o a deixam ver Mary?

Meu beb�, meu beb� est� a salvo?

Mary...

Mantenha meu beb� a salvo.

N�o deixe... N�o deixe...

que... lhe fa�am mal.

E por que iriam querer fazer mal ao seu beb�?

Por que te mant�m aqui?

Perigo...

Para eles.

Eddy disse...

que me odeiam...

Est�o bravos com ele.

E...

sobre o beb�...

disse que...

quando eles souberem...

matariam.

Eles? Quem s�o eles?

Os que me trouxeram aqui.

Eu n�o devia estar aqui.

O senhor pode ver.

N�o pode ver?

N�o estou louca.

Todas s�o loucas aqui.

N�o ficarei aqui.

N�o deixarei que me prendam.

Lutarei contra eles, os farei...

Ajude-me!

Por que a internaram?

Por que Eddy deixou que a mantivesse aqui, se ele a ama?

Ele me ama?

Ele me ama?

N�o se casou comigo?

N�o tivemos um beb�?

Ele me ama!

Por que os deixa te prenderem aqui?

N�o sei!

N�o o tenho visto.

Eles n�o me permitem v�-lo.

N�o sabe onde estou.

Dizem-lhe que fugi com o beb�.

Que n�o o amo, que s� lhe causei problemas.

- Eu o amo, eu o amo. - Ent�o devo contar a ele onde voc� est�.

N�o deixe que me fa�am mal, nunca mais.

N�o os ajudo e me causam mal.

Eles me causam mal.

Por que lhe querem fazer mal? O que querem saber?

Querem o meu beb�.

E sei que far�o mal ao meu beb� se lhes disser...

Por isso n�o posso dizer nada. Eu n�o sei nada, j� lhes disse.

E eles me machucam.

Por favor.

N�o deixe que me fa�am mal.

Annie, quem s�o eles? Diga-me, por favor.

N�o posso...

Eu disse.

Eu disse... Mary.

Dei...

o meu beb� a Mary para que cuidasse dele.

Eu disse a Mary...

para manter o meu beb� a salvo.

Eu disse.

Eu disse.

O que diabos est� fazendo?

Eu disse...

N�o tem o direito de manter esta mulher internada aqui.

Holmes.

Quem � o senhor?

Necessita tratamento. Precisa desesperadamente de cuidados.

Recebe tratamento.

Watson.

Devemos levar esta mulher daqui imediatamente.

Holmes, n�o pode fazer isso.

Sherlock Holmes!

Esta mulher veio por sua pr�pria vontade...

N�o tem fam�lia que a queira.

A opini�o de seu m�dico e de todos, � que ela deve ficar aqui

at� que chegue a hora...

Holmes, pelo amor de Deus!

Holmes...

Voc� est� bem?

Sei que n�o quer falar, mas �s vezes ajuda, sabia?

Detesto v�-lo triste assim.

O prov�vel herdeiro.

Como?

O Duque de Clarence.

"Eddy", ela disse.

Meu Deus...

N�o posso crer nisto.

Agora sei por que n�o nos seguiam.

Acreditavam que Annie Crook estava totalmente louca.

Nunca contaram com sua coragem e sua extraordin�ria determina��o

de proteger sua crian�a.

J� � tarde demais para Annie.

E receio que ser� muito tarde para Mary Kelly...

se n�o a encontramos nesta mesma noite.

Devemos salv�-la.

Perdoe-me, Watson.

N�o posso desperdi�ar pensamentos em outro assunto.

N�o se sabe nada de Mary Kelly?

Nem uma palavra, senhor.

Todos nossos homens est�o na rua,

se outra mulher for morta hoje, eu juro que...

Onde est� Foxborough?

Eu n�o sei, est� andando por a�.

Ele � estranho, nunca fica no mesmo lugar por muito tempo.

Vamos, Watson.

Senhor?

Soube de Sir Charles?

Renunciou, se deu por vencido. Pode acreditar?

Sim, posso crer.

Seu fracasso recai tanto nele como em voc�.

Nunca pretendeu fazer justi�a.

E nenhum de voc�s se rebelou.

� verdade.

Parece-me surpreendente que Sir Charles renuncie.

Mary Kelly...

Devem saber algo na taberna Cavalo Negro.

� para l� que estamos indo, Watson.

N�o!

N�o!

Se deu conta de que estamos sendo seguidos?

Sim, e j� faz um tempo, acredito.

Sim, � claro.

Suponho que seria uma bobagem lhe oferecer...

Vamos.

Ande na minha frente.

Senhor Holmes, �timo!

Onde est� Mary Kelly?

Todos a est�o procurando.

Voc� a tinha, Foxborough.

Perdeu-a intencionalmente.

Do que est� falando?

Por que estava nos seguindo?

Uma surpresa para voc�, Watson.

Este � o nosso informante misterioso.

Usando os seus agentes...

Makins e Lanier...

para dar mensagens

e nos levar na dire��o que lhe convinha.

Voc� est� louco.

N�o, inspetor.

O senhor � o l�der de um movimento radical.

Tenho provas, tenha certeza.

Sua carreira na Scotland Yard terminou.

Quer que permane�am impunes?

Quer que assassinem Mary Kelly como fizeram com as outras?

Voc� n�o se importa com o destino de Mary Kelly.

Ou de qualquer outra dessas infelizes mulheres.

Talvez seja mesmo verdade.

Talvez n�o sejam importantes.

Exceto para fazer com que o governo sinta a situa��o

cr�tica e o sofrimento dessa gente.

Se voc�, Sherlock Holmes, n�o consegue ver a corrup��o ao seu redor,

talvez alguns devam morrer, para que se exponha.

Deixaria que mais morressem? Deixaria Mary Kelly morrer?

Sim, claro que as deixaria morrer.

Por�m, se voc� encontrar os assassinos e se puder provar

que meus superiores e o governo encobriram evid�ncias...

Se puder revelar suas mentiras e seu abuso de poder,

faremos esta monarquia decadente se ajoelhar.

Est� louco, n�o sabe o que diz.

Sim, ele sabe, Watson. E muito bem.

Sabe exatamente o que est� fazendo.

Um homem sem consci�ncia, t�o culpado como o pr�prio assassino.

Ela confiou em voc�, Sr. Holmes.

Saiu do seu esconderijo porque confiou em voc�.

Pegaram-na porque confiou no todo-poderoso Sherlock Holmes.

Foxborough, afaste-se de mim.

Eles te usaram.

N�s te usamos. Fez exatamente o que quer�amos.

Se ela morrer, e voc� cair em minhas m�os, n�o espere piedade.

Dou-lhe minha palavra.

Radicais na Scotland Yard.

Terr�vel!

Holmes, a quem se referia quando disse...

Holmes, isso que ele disse do governo estar envolvido, n�o pode estar certo.

Receio que esteja.

At� onde vai?

- Talvez at� o trono. - O qu�?

Sinto muito, velho amigo.

V� atr�s deles, ande!

Estou bem.

Posso sugerir que fique com isto?

Watson...

Ajudem Watson.

Cavalheiros.

Sr. Holmes.

Primeiro-ministro.

Pensei que seria melhor nos reunirmos aqui

para ter maior privacidade.

Em segredo,

para dizer com mais precis�o.

Podemos concordar com "discri��o"?

O senhor j� falou algo com o secret�rio.

J� lhe disse algo a respeito, sim.

Eu o convoquei aqui porque fez declara��es que

afetam a exist�ncia da pr�pria ordem social deste pa�s.

Direi claramente que o que est� em jogo

n�o permitir� a��es impensadas. Muito menos

declara��es sem fundamento.

Tomaremos as medidas que forem necess�rias.

E lhe asseguro que estas medidas ser�o efetivas.

A sequ�ncia de eventos, primeiro-ministro,

convenceu-me de sua capacidade para tomar a��es efetivas.

Tem-me em desvantagem, Sr. Holmes.

� melhor nos contar a seu modo a sua hist�ria.

E eu julgarei se � verdade ou n�o.

Pode tom�-la como verdadeira, senhor.

Meu primeiro elo nesta cadeia de acontecimentos...

� uma mulher

cujo nome � Annie Crook.

Vejo que reconhece o nome, secret�rio.

Em outras circunst�ncias, me surpreenderia,

j� que � uma mulher de classe baixa. � pouco prov�vel que afetasse a vida

de algu�m t�o poderoso.

Lembre-se do lugar onde est�, Sr. Holmes.

� melhor que resista � tenta��o de ser condescendente.

Ministro.

O que Annie Crook tem a ver com algu�m daqui?

Eu a encontrei.

Contou-me fragmentos de sua triste hist�ria.

Viu seu amante...

pela primeira vez, na casa em que servia.

Ela se apaixonou por ele.

Ele se encantou brevemente com ela.

Com sua do�ura, beleza

e sua inoc�ncia.

Prestou-se a uma esp�cie de matrim�nio.

E, pouco depois, cansado dela, deixou-a.

Ela deu-lhe um filho.

At� ent�o, conseguiu n�o atrair muita aten��o.

Mas ao se descobrir a exist�ncia deste filho, assim como de sua religi�o...

a cat�lica,

o governo come�ou a se preocupar.

Deve desculpar-me, Sr. Holmes.

N�o entendo o que significa isto.

Como isto poderia afetar o governo da Inglaterra?

� certo que exagera.

O amante...

O esposo, como queira cham�-lo...

O sedutor...

Era Sua Alteza, o Duque de Clarence e Avendale.

Albert Victor Christian Edward Earl de Athlone.

O herdeiro do trono da Inglaterra.

Conhecido como Eddy, entre seus amigos �ntimos.

Uma indiscri��o, Sr. Holmes.

Mas n�o um crime.

Certamente nada t�o s�rio para despertar toda esta paix�o.

N�o um crime, ainda n�o, primeiro-ministro.

Uma inconveni�ncia.

Por�m, o senhor fez saber

que era prefer�vel que a mulher,

que � o problema em si, n�o existisse.

E um homem, dentre os muitos que sabiam da indiscri��o do pr�ncipe,

se encarregou do trabalho sujo.

E este mesmo homem colocou mais algu�m em sua maligna conspira��o,

convencendo-o de que tinha permiss�o dos mais poderosos.

Buscaram Annie e a enganaram, prometendo lev�-la ao seu amado Eddy.

Foi algo f�cil de arranjar.

Levaram-na ao hospital...

E, do hospital, para outro lugar mais remoto...

Mais distante, mais seguro.

Sozinha. Abandonada por seu amante,

atormentada e confusa.

Obrigaram-na a dizer que havia dado seu filho a uma amiga...

para que cuidasse dele.

E isto deu in�cio ao plano para achar Mary Kelly e elimin�-la.

Eles procuraram.

Nada os deteria.

Eles procuravam Mary. E procuravam a crian�a.

Temerosa por sua pr�pria vida, Mary compartilhou o segredo

da indiscri��o real.

Ao faz�-lo, selou o destino de suas amigas.

Matariam quem quer que soubesse da crian�a.

Assim nasceu o mito de Jack, o Estripador.

Polly Nichols.

Annie Chapman.

Liz Stride.

E Catherine Eddowes.

Foram assassinadas e atribuiu-se �s a��es de um louco.

E para meu grande arrependimento...

eu...

levei os assassinos...

diretamente...

a Mary.

A mulher...

que haviam procurado por tanto tempo em v�o.

Primeiro, ela fugiu.

Logo...

ela morreu.

Por�m morreu...

sem revelar...

o que necessitavam descobrir.

Onde se encontrava a crian�a?

E estas s�o as v�timas e os crimes.

E os criminosos?

Tem que provar estas alega��es, Sr. Holmes.

Tenho curiosidade de saber at� onde ir�o suas acusa��es.

N�o come�arei com voc�. Come�arei por um homem que j� morreu.

William Slade.

Grande autor destes crimes atrozes.

Que os fez por uma deturpada lealdade � fam�lia real a qual servia.

Ou como agente oculto dessa causa.

Eu acuso Sir Thomas Spivey...

Famoso m�dico. Cujo hospital aceitou Annie Crook e a levou � loucura.

Acuso um homem que ordenou o aprisionamento total de uma mulher

simplesmente,

por que havia sido seduzida, ficado gr�vida...

e ter dado � luz a uma crian�a.

Que ajudou a preparar as v�timas segundo antigos rituais.

Acuso a um homem...

que n�o tem lugar neste mundo nem no pr�ximo.

Voc� acusa?

Necessitamos de provas. Sr. Holmes.

J� ouvi a tr�gica hist�ria.

Qual � o seu v�nculo com Annie Crook?

Onde est� sua prova?

N�o existem provas.

Somente conjecturas imaginosas.

Tenho provas.

Tenho provas de que esta mulher foi tomada em matrim�nio cinicamente.

Tenho provas do nome do esposo, de que nasceu um filho.

Tenho provas de que foi internada em um manic�mio.

Por ordem de Spivey.

Tenho provas de evid�ncia silenciada por voc�, Sir Charles.

Evid�ncia que parece acusar a um membro da Sagrada Ordem

a que todos voc�s pertencem.

Todos s�o ma�ons.

O senhor, primeiro-ministro, seu secret�rio.

Voc�, Sir Charles e Spivey tamb�m.

Todos ma�ons.

E ao descobrirem a interven��o de um irm�o ma�om,

juraram proteg�-lo em sua miss�o criminosa.

Est� nos acusando?

De cumplicidade em assassinato? N�o, primeiro-ministro.

Sua sugest�o bastou para levar estes homens a agirem.

Tudo foi feito em seu nome.

N�o discutirei isso com voc�.

H� interesses maiores que n�o pode compreender.

N�o acredite que pode nos julgar, Holmes.

Eu sei qual � o meu dever. � proteger a monarquia.

Essa ideia de que a monarquia estava em perigo, s�

existiu na mente de voc�s 3 aqui neste edif�cio.

Suas intrigas s� serviram ao prop�sito dos radicais,

a quem temem.

Muito bem, Sr. Holmes.

Slade morreu, Spivey est� louco, Sir Charles... arruinou sua carreira.

Que fracasso enfrenta?

Os ma�ons o castigar�o? Ou o recompensar�o? Foi fiel a voc�.

Sua irmandade o obrigou a apoi�-lo.

O que devo dizer da rainha?

N�o sugeriria que Sua Majestade est� envolvida de alguma forma?

N�o posso acreditar facilmente nisso.

Dou-lhe a minha palavra!

Preferiria uma autoridade mais digna de confian�a.

Ignorarei suas ofensas, dadas as circunst�ncias.

Se pare�o ser ofensivo, primeiro-ministro, � porque estou ofendido!

O senhor � que me ofende.

Devo renunciar?

Com isso estaria satisfeito?

Sim, renuncie.

Se eu pudesse, o obrigaria.

Sabe o que arrisca, Sr. Holmes.

A ru�na de sua pr�pria sociedade...

sendo substitu�da por uma ideologia anarquista radical.

Isso n�o me importa.

Todos s�o iguais para mim.

Voc�, primeiro-ministro, Foxborough e os radicais, todos s�o culpados.

Deus sabe que se pudesse comprovar sua cumplicidade, n�o hesitaria...

Por�m, n�o fiz parte de suas a��es secretas.

S� voc� sabe at� que ponto � respons�vel.

Por agora, enquanto a crian�a estiver em seguran�a,

tem minha palavra de que guardarei sil�ncio.

Mas se lhe fizerem algum mal,

levarei a p�blico tudo o que sei.

Desconhecemos o paradeiro desta crian�a.

Ficar�amos satisfeitos que continuasse assim.

E Annie Crook deve ser libertada.

Desafortunadamente, j� est� livre.

Na noite depois de v�-lo. Sr. Holmes,

ela morreu.

Como morreu?

Suicidou-se.

Livre?

Queria ter alguma raz�o para acreditar.

Como posso convenc�-lo?

Ainda que pudesse convencer-me...

seria tarde demais.

Tarde demais para Annie Crook.

Separada de sua crian�a...

levada ao desespero...

e � morte.

Voc�s juraram uma lealdade...

bem acima da que devem � humanidade.

N�o sentem nada por elas...

nem reconhecem sua dor.

Nisto se firma a loucura.

Bem...

Bem, Sr. Holmes.

Lembre-se que prometeu manter sil�ncio.

Nosso assunto est� terminado.

Terminado?

Talvez para voc�s. Mas n�o para mim.

Sempre terei a morte de Mary Kelly em minha consci�ncia.

E voc�, primeiro-ministro...

As mortes tr�gicas de Annie e de todas essas mulheres

e sua terr�vel agonia,

em sua consci�ncia.

Vamos, Holmes.

Venha sentar.

Desmascaramos...

loucos, Watson.

Aceita��o total.

Raz�o subjugada.

A justi�a uivando para a lua.

Holmes, fez mais do que qualquer outro homem poderia ter tentado.

E ainda h� dec�ncia.

Annie Crook e Mary Kelly morreram para proteger a crian�a.

Tem raz�o. H� dec�ncia...

Se em nenhum outro lugar...

nesse seu velho peito de lutador.

Creio...

se me permitir,

que vou tocar um pouco.

"Se me permitir", isso me agrada.

Sim, Holmes... toque.

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