All language subtitles for Radiance.[Hikari].2017

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Original subtitles

- Art Subs - 9 anos fazendo Arte para voc�!

Legenda - Murrice -

Testando, testando...

Como est� o som do fone?

ESPLENDOR

Um teste para ver

se o fone est� funcionando e ajust�-lo.

O sinal fica verde.

Trabalhador de escrit�rio bocejando...

Caminh�o dirigindo na faixa de �nibus...

Homem carregando uma escada, cruzando a rua...

Homem com pressa, vendo as horas...

Guarda orientando pessoas no ponto de �nibus...

Algu�m chegando para ficar na fila...

�nibus parado, pessoas descendo.

Crian�as atravessando a rua.

Percebem um garoto que n�o levanta a m�o...

Crian�as tirando sarro de algu�m...

Mulheres de meia-idade e trabalhadores esperando...

Um pouco cansados de esperar...

Esperando por um t�xi com uma cara sisuda...

Explicando o caminho...

Mulheres de �culos.

Esta��o. Filial do Banco Nanto.

Placas de pontos de t�xi e de �nibus...

Esperando o sinal ficar verde...

Ir trabalhar, para a escola...

Mexendo no celular com a m�o direita.

Motorista suspeito...

Outono, manh�, uma ba�a tranquila al�m das �rvores...

Casa com telhados em tijolo.

Lancha no oceano.

Essa � a casa de Juzo.

�rvore grande � vista da varanda...

Homem grisalho, com barba por fazer...

Juzo est� dobrando as roupas...

Como est�, Tokie? Est� quieta.

Tokie. Sem maquiagem,

uma mecha de seu cabelo preto em seu ombro.

Da varanda, ela observa o jardim...

Estou entediada.

Ela est� olhando sem pensar em nada.

Repentinamente, Tokie acorda.

Vai ficar muito tempo a�?

As m�os dele param. Ele olha para ela com ternura.

- Com licen�a? - J� vou.

Juzo olha de volta para ela.

Ela est� sozinha naquela sala de estar gigante...

Juzo relembra o mar...

Est�tua de areia na praia...

Juzo e Tokie sentados na varanda...

Juzo, segurando uma ta�a de vinho,

toma um gole...

Voc� j� me disse isso.

Certo?

Colocando a ta�a na mesa...

Voc� se lembra?

Tokie, com express�o de desinteresse...

Tokie, indiferente...

Tudo bem.

Voc� � a �nica que esquece.

J� eu, nem uma...

Estou com frio.

Tokie tremendo...

Cutuca a pr�pria bochecha...

Tokie erguendo as m�os para o c�u...

Ele levanta a cabe�a, olha para o c�u...

Um c�u nublado.

Est� bem, paremos aqui.

E ent�o, Masako, o que conseguiu?

Certo.

Espere, ainda estou imersa naquele c�u nublado...

Eu falarei primeiro, ent�o.

Vamos seguir a ordem.

Sobre Tokie... Pode parecer insignificante...

mas o cabelo dela n�o era preto,

era muito preto.

Cabelo preto...

O que havia naquela ba�a?

Gostaria de saber mais...

Uma est�tua de areia.

Essas palavras... "est�tua de areia"...

parecem t�o desconhecidas...

� uma est�tua de areia representando uma mulher.

Essa � a imagem.

Poderia ter sido qualquer coisa.

� normal ter areia na praia,

mas uma est�tua...

Qual � a altura dela?

Cerca de 50 cm.

Nua, com as pernas cruzadas, um joelho para cima,

um cotovelo apoiado sobre o mesmo joelho.

O cabelo preso, com ela virada para n�s.

Agora, essa cena tomou forma e contexto.

Deixe-me consertar isso, desculpe.

Oceano.

O sol mal consegue brilhar por entre as grossas nuvens.

Gaivotas voando.

Tokie usando um vestido branco como a neve...

Deitada na praia...

- Juzo olhando-a por cima. - Sinto sua falta.

Ele est� acariciando o cabelo dela...

Deu um beijo no lado de sua boca...

Mesmo segurando-a em meus bra�os, sinto sua falta.

Segurando-a com firmeza e um rosto triste.

Eles s�o inesgot�veis.

Meus pensamentos s�o inesgot�veis.

Mesmo � medida que meu amor desaparece � minha frente...

Ela � linda...

De jaqueta bege ao vento.

Juzo est� corcunda, andando silenciosamente.

Ele olha fixo, como se tivesse visto Tokie

pela primeira vez. H� areia em seu rosto...

Olhos �midos...

Uma express�o de esperan�a pela vida que est� por vir.

Vi aquele sol, que mal passava pelas nuvens carregadas.

Foi �timo...

Se me permite...

Voc� nos ofereceu

tantos detalhes descritivos.

Eles desencadearam in�meros sentimentos...

Certo, certo...

Parecia que atrav�s da janela da casa,

muitas coisas estavam aparecendo.

Estava surpresa, me perguntando onde a parede estava.

Voc� provavelmente tentou dizer algo...

Voc� � a srta. Ishida, certo?

Est� falando comigo?

Voc� disse "acompanhada por in�meros sentimentos".

N�o adianta ficar pensando muito nisso.

Mas voc� sentiu que foi for�ada, n�o?

N�o diria que foi tanto...

Como ela forneceu muitos detalhes,

me ajudou a sentir o espa�o.

Foram muitas palavras.

- Bastante coisas. - Por exemplo?

"Vendo Tokie pela primeira vez".

Por exemplo.

"Uma express�o de esperan�a".

Por exemplo.

Voc� inventou isso.

O qu�?

Falando francamente...

Voc� estava atravancando a experi�ncia.

Precisa ser t�o �spero assim?

S� estava tentando...

ajudar a todos.

E isso foi bem duro, n�o percebeu?

Deve-se notar que o sr. Nakamori,

ao contr�rio de todos os outros,

ainda tem vis�o parcial.

Entendo.

Da pr�xima vez que tivermos uma exibi��o...

Tentarei n�o for�ar.

Escolherei minhas palavras com cuidado...

E pouparei o sr. Nakamori.

A� est�.

Muito obrigada.

O tempo est� bom.

A postura do sr. Nakamori...

� melhor que o questionemos, penso eu.

A maioria das pessoas s�o t�o gratas

pelos detalhes que voc� oferece.

N�o reclamam de nada.

Esse n�o � o objetivo do cinema?

Conect�-la � vida de outras pessoas?

Consequentemente,

ele me ajuda a viver a experi�ncia de outras pessoas.

As explica��es vocais...

Oferecer o cinema �s pessoas que n�o enxergam,

ajudando-as a tamb�m se conectarem.

Misa, como guia vocal...

Voc� entende a imagina��o deles.

E a imagina��o dos deficientes visuais � fenomenal.

Certo.

Feita de areia...

Uma mulher feita de areia...

SCRIPT DE FILME

Uma mulher feita de areia...

Vamos para o oceano. Eu e voc�.

Charmosa, Tokie olha para ele, beijando a ferida em seu dedo.

Ele vira para o sr. Ida, que est� estudando Go.

J� pensou em suic�dio, sr. Ida?

Veja bem. Eu deveria ter morrido h� muito tempo.

Eu levei Tokie comigo...

Tokie, onde voc� vai?

Preciso voltar para casa.

Mas voc� vive aqui comigo.

Essa � sua �nica casa.

- Vamos. - N�o me toque!

SRTA. MISA, PODEMOS NOS ENCONTRAR ESSA SEMANA?

Sra. Aki?

- Srta. Misa. - H� quanto tempo.

- Como est�? - Tome.

� caqui. Compre no caminho.

Primeira leva da temporada.

Obrigada.

Voc� � uma pessoa t�o atenciosa. Minha filha n�o � assim.

Como est�o as coisas, ultimamente?

Irregulares. �pocas boas, outras ruins.

Ele pode estar desorientado.

� dif�cil esquecer aquele dia em que ele fugiu.

� um fardo muito grande.

O que far�amos sem voc�?

N�o se preocupe. Estou fazendo o melhor que posso.

Certo.

- Muito obrigada. - Sem problemas.

No entanto...

Voc� deveria come�ar a considerar

a possibilidade de coloc�-la sob cuidado de uma institui��o.

M�e, voc� est� feliz?

Sim. Desde que voc� esteja, Misa.

H� tantos sons aqui...

Quando fecho meus olhos...

Ou�o ainda melhor.

A mochila do papai.

Posso ficar com ela por um tempo?

CARTEIRA DE HABILITA��O V�LIDA AT� 1996

Dinheiro: 7.700 ienes.

Passagem para as �guas termais de Obanaza.

Nota fiscal do supermercado.

Marmita: 420 ienes.

Bebida: 105 ienes.

Caf�, latinha de 185 ml: 68 ienes.

Consulta na cl�nica osteop�tica, cart�o telef�nico.

Cupom de desconto.

Me lembrei de todos os pertences de papai.

Ligue para Ikeda, o chefe de se��o.

Ligando para Ikeda, o chefe de se��o.

- Al�, aqui � o Ikeda. - � o Nakamori, como est�?

Quem bom que ainda est� no seu escrit�rio.

- O qu�? - Conte-me.

Quero saber sobre o erro que tivemos na placa da CPU.

Gra�as ao seu racioc�nio r�pido, o consertamos. Obrigado.

Enviaremos o resultado da verifica��o nesta manh�.

Est� bem, mas voc� quer dizer amanh� de manh�, certo?

Desculpe, sr. Nakamori, mas s�o 9h agora.

O qu�?

N�o � noite.

Desculpe, achei que j� era noite.

Voc� trabalhou a noite toda? Incr�vel.

Bem que poderia me dar

um pouco de sua capacidade de concentra��o!

Voc� dorme?

Est� bem, ligo depois.

Obrigado, ficarei no aguardo de sua liga��o.

Tempo bom.

N�o, o tempo n�o est� bom.

"Mesmo � medida que meu amor desaparece � minha frente,

ela � linda".

"Meus pensamentos s�o inesgot�veis..."

- O que foi? - Estou tirando fotos.

- Fotos? - Sim. Olhe para c�.

Xis!

Onde voc� est�?

H� dois de voc�?

Ele era um fot�grafo conhecido.

Mesmo que n�o admitisse.

"Um fot�grafo � como

um ca�ador que escolhe o tempo como presa".

"Saber como sou insignificante e como esse mundo � grande."

"Continuarei encontrando-o enquanto respiro discretamente".

- � uma frase dele. - Sim.

Parece que o av� dele era um c�mera...

Tamb�m ouvi isso.

- Tomoko. - Sim?

Posso pegar emprestado?

- Claro. - Obrigada.

Pode ficar com ele.

N�o precisa.

Mas preciso de algo como pagamento.

Posso lhe contar meu pedido?

Ol�.

Sim.

No dia 23, est� bem.

Sim.

J� estar� no est�dio, no dia 23...

Muito obrigada.

At� mais.

O que foi?

Consegui uma entrevista.

- � mesmo? - Sim.

Que sorte. Poucos diretores aceitam entrevistas.

Voc� me recomendou?

N�o.

Qual � o seu pedido?

Ol�.

Eu sou Ozaki...

Do White Light.

Sim.

Perd�o...

Eu trouxe a lupa para documentos.

Certo.

Obrigado.

Obrigado.

Minha casa est� um pouco bagun�ada.

Por favor, posso oferecer um pouco de ch�?

Que lindo.

Entre.

N�o se mexa. Deixe comigo.

Voc� se machucou?

- Eu sinto muito. - Tudo bem.

Voc� jogou isso fora por engano.

O qu�?

� do sr. Kotowa. Sobre um quarto para o casamento.

Est� tudo bem.

Aquele hotel � �timo.

� especial para pessoas cegas.

N�o � essa a quest�o.

Voc� n�o entende.

N�o entende.

Tem certeza?

J� disse que eu n�o quero.

Sensa��o boa.

- O que foi? - Nada.

- O qu�? - O qu�?

- Voc� fez algo. - N�o.

O que est� fazendo?

Como voc� diferencia sal e pimenta?

Eu disse para n�o tocar nisso.

Que animais voc� gosta?

H�?

Est� bem. Direi quais s�o.

Porco. Tigre.

Elefante, girafa, urso,

coelho, pintinho, panda.

Pintinho...

- Pintinho. - E da�?

Me d� sua m�o esquerda.

O que tem um adesivo � o sal.

Que tal?

Entendi.

Mas...

Agora estar� � direita, na bandeja.

Lindo.

O qu�?

Esse quarto, com o sol batendo do oeste...

Fica lindo.

Sempre que poss�vel...

Eu alugo apartamentos onde o sol bate forte.

Raios de sol circulando...

Por todo o quarto.

Batendo nos prismas arco-�ris.

Misako cobre-os com a m�o.

Mesmo na palma de sua m�o...

os prismas refletem a cor do arco-�ris.

Como est�?

Nada mal.

Est� lindo.

H�?

Quando abaixo minha cabe�a...

Voc� acha que n�o consigo ver, n�o �?

Sim.

Mas dessa forma, eu enxergo.

O qu�?

Mas...

Quando olho para frente...

n�o vejo nada.

� mesmo?

Aquela carta de antes...

era da minha ex.

Fui casado, h� muito tempo.

Um convite para o casamento dela.

Ei.

Coma o yakissoba.

O sinal ficou vermelho.

Cruzando a rua.

Pela faixa de pedestres.

Misako andando na faixa para deficientes visuais.

� assustador...

� t�o dif�cil.

Que bom.

- Achou algo? - Est� tudo bem.

Voc� era o diretor desse filme.

Sim.

O personagem Juzo expressa algo que est� pr�ximo de voc�?

Bom...

N�o de maneira �bvia...

Mas de uma certa forma, � verdadeira.

De que forma se relaciona � sua experi�ncia?

Primeiro que sou um velho.

Aquilo que escrevi para a �ltima cena.

O que achou?

Precisamente, para aquela cena...

Preciso dizer algo sobre a narra��o.

Est� l�...

Aquela express�o...

de esperan�a pela vida que est� por vir.

N�o est� boa?

N�o � isso.

� que Juzo... pode estar morto amanh�.

H�?

Como ele � um velho...

Entendeu?

O desejo de viver n�o evita a morte.

E mesmo perto da morte,

ele deseja viver.

Entendeu? � algo inato do ser humano.

Estranho, n�o �?

Chegar nessa idade

faz com que o limite entre vida e morte desapare�a.

Para aquela �ltima cena,

veja...

Como posso dizer isso?

Juzo pensa em sua morte, mas...

Independentemente de viver ou morrer,

ele j� deixou essa preocupa��o para tr�s.

Se consegu�ssemos retirar essa ambiguidade...

Para o bem do filme...

Eu gostaria que a esperan�a prevalecesse.

Est� na hora, diretor.

H�?

Desculpe, tenho que ir.

Senhorita Ozaki.

Fico feliz por conhec�-la.

Ficaria muito grato se pudesse transmitir tal esperan�a a Juzo.

Tchau.

A chuva est� caindo com mais for�a.

Nossa, que dil�vio.

As colinas de areia.

Juzo, protegido pelo casaco, subindo em sil�ncio.

Inesgot�vel.

Meus pensamentos s�o inesgot�veis.

Juzo se distanciando, corcunda...

em sil�ncio.

O sol brilhando forte sobre seu ombro.

No topo da duna, Juzo para.

Ele olha fixamente para o c�u, sem vacilar.

Pronto.

Sim, se compararmos com a vez anterior...

Est� bem organizado, fluindo bem...

Voc� introduziu intervalos. Est� emocional.

Com a sequ�ncia lenta e constante das cenas...

Acho que fez um excelente trabalho.

Obrigada.

Fez uma narra��o muito boa, dessa vez.

E encaixou muito bem no filme. Ficou �tima.

J� eu...

- Essa narra��o... - Sim?

Algu�m que a ouvir pela primeira vez

- vai ach�-la horr�vel. - Horr�vel?

A cena mais comentada, no ateli� de Juzo...

A sua narra��o foi minimalista.

Dessa forma...

ela n�o transmite um sentido de espa�o.

Acho que n�s estamos ficando acostumados demais

para que fa�a isso para n�s.

Talvez eu tenha cortado muita coisa.

Eu entendo.

Eu analisarei novamente a cena principal.

Se me permite perguntar.

Voc� criou aquela narra��o

a partir do filme inteiro.

O que entendeu e o que sentiu

ao fazer essa narra��o?

O que senti?

O que voc� sentiu que o filme deixa impl�cito.

A percep��o que ele transmite a voc�.

O que seria?

Em seus trabalhos, o diretor Kitabayashi

projeta muito de sua experi�ncia particular.

Vem de dentro...

Como posso dizer?

Ele n�o tenta fazer com que haja uma mensagem.

Mas se algo for interpretado, ele diz ficar contente.

Com isso em mente, escrevi a narra��o.

E ao pensar nessa express�o

e nos levar a senti-la...

� esse o peso que esse filme carrega.

Voc� exp�s sua profundidade.

O que expressou aqui era sobre o todo.

A beleza que � arruinada

e a tristeza contidas no filme.

E muito mais.

Coisas que, por mais que se esforce, nunca recuperar�.

Senti que havia

um lado bem pesado na hist�ria.

E quando assistimos o filme,

era mais do que uma percep��o do que havia na tela.

Parecia que hav�amos entrado em um mundo muito maior.

E voc� o tornou prazeroso para n�s.

Entramos em um novo mundo.

- Um lugar convidativo. - Isso mesmo.

Repentinamente, voc� olha em volta e est� l�.

Repentinamente.

Est� dentro de mim, respiro o mesmo ar dele.

Ou�o os mesmos sons.

Sentindo tantas coisas, assisti ao filme.

Veja bem, srta. Misako.

O cinema "vive" em um mundo vasto.

E frente a essa vastid�o,

nossas palavras s�o pequenas.

Mas n�o devemos desprez�-las.

E agora...

A �ltima cena.

Ap�s o p�r do sol.

Voc� n�o disse nada.

Levei v�rias op��es em considera��o.

Para a �ltima cena, quem assiste...

Prefiro que interpretem.

Uma narra��o estranha poderia confundir as pessoas.

Voc� fugiu.

N�o funciona assim.

� qu�...

Eu simplesmente deixei de lado sentimentos pessoais.

� mesmo?

Eu n�o senti nada.

� nessa hora que a imagina��o falha.

- H�? - Estou sempre observando

a express�o no rosto do p�blico.

Acredito que eles t�m uma resposta.

Mas a sua express�o se mant�m a mesma.

E n�o depende em enxergar ou n�o.

S� estou me perguntando se voc� n�o possui imagina��o.

Misako, calma.

- Sr. Nakamori. - Sr. Nakamori.

Vai fugir?

Acho que podemos encerrar por aqui.

Com licen�a.

- Obrigada. - Obrigado.

Na pr�xima exibi��o, ligaremos para voc�s. Obrigada.

Misako, por hoje � s�.

Deixe essa situa��o comigo.

Talvez possa saber quem � que n�o tem imagina��o.

- Vamos. - Sim.

N�o v�.

Sr. Nakamori.

Por aqui, por favor.

- Boa noite. - Boa noite.

- H� quanto tempo. - Sim.

H� seis meses que n�o o vemos.

Deve ser por a�, mesmo.

- Nos encontramos com eles. - �, eu e ele.

Voc�s v�m aqui sempre?

- Uma festa no escrit�rio. - Relacionada a neg�cios.

- O que vai beber? - O que est�o bebendo?

- Cerveja. - Ent�o tamb�m quero uma.

Tr�s cervejas, por favor.

- O que anda fazendo? - Fotos de modelos de biqu�ni.

E isso n�o � �timo?

Conhe�o v�rias garotas bonitas.

Lindas.

A� v�m as cervejas.

�timo, obrigado.

Obrigado.

A� est�.

- Sa�de. - Sa�de.

Voltou do trabalho em Onishi, certo?

Noite passada voltei de Okinawa.

Okinawa, � mesmo?

Ensaio fotogr�fico de biqu�ni.

Voc� recebe muitas ofertas como essa.

- N�o d� para escolher. - Sua opini�o n�o vale.

- N�o sou como Nakamori. - Como assim?

Ali�s...

Ali.

� a Esplendor, certo?

Preciso come�ar a fazer as capas em breve, tamb�m.

� mesmo?

Ele fez uma capa para a Esplendor?

Representa um tipo de elfo das florestas.

Precisa usar mais sua imagina��o.

- Minha imagina��o... - N�o se preocupe.

A foto possui uma base na cor verde.

Uma mulher, sozinha na floresta.

Est� l�, parada.

E o personagem,

o objeto, as cercanias,

a luz, a sombra, o vento.

Tudo bem equilibrado.

Tudo v�m � perfei��o.

Em um instante de unidade.

Acho que era essa a inten��o dele.

- Voc� parece ser bom vendedor. - N�o, n�o.

Como est� sua vis�o ultimamente, sr. Nakamori?

Da mesma forma.

N�o est� mais fotografando?

Como poderia?

Quer dizer... que n�o melhorar�?

Sim.

Mas h� tratamentos que podem ajud�-lo.

N�o fa�a ideia.

Est� falando s�rio?

Isso deve deix�-lo louco da vida.

N�o estou bravo...

N�o consigo imaginar como �. Voc� � corajoso.

O que voc� quer?

Devolva.

O qu�?

Devolva!

Qual � o seu problema?

O que voc� quer?

Minha c�mera.

Devolva minha c�mera.

N�o estou com ela.

Ela � o meu cora��o.

Mesmo que n�o bata mais.

� o meu cora��o.

Chega disso.

� hora de esquecer isso.

Sr. Nakamori.

� a Misako.

O que aconteceu com voc�?

N�o consigo enxergar...

Est� aqui...

H�?

Voc�...

Me deixaria...

Tocar seu rosto?

Sr. Nakamori.

Aquele lugar...

no interior...

Em que tirou a foto...

do p�r do sol.

Voc� iria at� l�...

comigo?

Por favor?

Est� bem.

Voc� est� bem?

Sim.

N�o quero esquecer.

Nem mesmo um instante.

Quero ver tudo.

Todos os momentos, e para sempre.

Eu sinto a sua falta.

At� mesmo segur�-la em meus bra�os...

Ainda sinto sua falta.

S�o inesgot�veis.

Meus pensamentos s�o inesgot�veis.

Fa�a amor comigo na areia...

Fa�a amor comigo na areia...

Mesmo � medida que meu amor desaparece � minha frente...

ela � linda.

Ele olha para o c�u.

Sem vacilar.

O brilhante...

sol se pondo.

Amanh�...

O LUGAR EM QUE O SOL SE P�E.

JUNTOS.

Suas mensagens.

Ol�, � o Ikeda.

Pode dar uma olhada naquele documento t�cnico

que mandei a voc� no outro dia?

Gostaria de ouvir sua opini�o sobre v�rios pontos.

Muito obrigado. At� depois.

Aqui � a Koyanagi. Como est�?

H� algo que gostaria de falar com voc�.

Queria conselhos para a exibi��o particular do trabalho.

Ligo para voc� depois. Tchau.

� o Kane, como vai?

O que est� acontecendo?

N�o estamos conseguindo falar com voc�.

Voc� ainda est� vivo?

Voc� tem uma mensagem nova.

Misako Ozaki.

Ent�o, esse � o lugar.

Apesar de saber que nunca o alcan�arei...

adoro perseguir o sol.

Pensar em como posso segurar essa luz esplendorosa.

Persegui o sol at�...

at� que afundasse.

Eu...

Eu tamb�m o persegui.

H� muito, muito tempo atr�s...

Meu cora��o estava chiando...

�s vezes...

eu ouvia.

O chiado em seu cora��o.

Assim como eu.

Quando finalmente ver o que n�o posso ver...

Quando eu estava irritado...

Por qu�?

Mas...

Para essa �ltima exibi��o, acho que o p�blico gostar�.

Voc� se saiu muito bem.

Era um filme complicado de ser explicado.

Pode me dar um pouco mais de tempo para a �ltima cena?

N�o consigo encontrar palavras.

Veremos a programa��o junto ao p�blico e decidiremos.

Como foi?

O mais importante...

Precisou se livrar do que era mais importante a ele...

Isso � t�o doloroso.

O sr. Nakamori?

Andando em linha reta...

Perseguindo...

Sem alcan�ar...

O corrim�o frio...

A vibra��o enviada ao corpo.

Assustador.

Yat!

� a Misa!

- Onde est� a m�e? - Misa.

Misa.

Onde est� a m�e?

Misa.

Eu cheguei para abrir de manh�, mas ela j� havia ido embora.

Ela sequer tocou no jantar, tamb�m.

Provavelmente, ela j� havia ido na noite passada.

A vila inteira fez grupos de buscas.

Misa!

Misa!

Papai.

Papai.

Olha l�, aquela montanha grande.

A �rvore do papai.

Vamos tirar uma foto para que n�o esque�amos.

N�s com certeza n�o esqueceremos.

Onde o sol vai quando ele se p�e?

M�e.

M�e.

Oi, Misa.

Bem-vinda de volta.

Est� ficando frio, n�o acha?

M�e.

Por qu�?

O que est� fazendo?

O qu�?

O pai est� voltando.

Quando o sol...

se puser entre as montanhas.

O pai voltar�.

As nuvens parecem fuma�a.

Estou assustada.

- Vamos voltar. - Sim.

ESSA � MINHA �LTIMA FOTO. E � PARA VOC�.

Testando o fone.

Uma vista da ba�a de Hamanako...

Um c�u cinza, nebuloso...

Na costa oposta, uma cadeia de montanhas.

O oceano � visto entre fileiras de �rvores.

O charmoso telhado de uma casa japonesa.

A varanda est� aberta, com vista para o jardim.

Um barco branco perdendo velocidade

� medida que se aproxima da costa.

Dentro de um quarto escuro.

Al�m da janela, um c�u levemente nublado.

Na alcova, um l�rio de aranha vermelha.

Juzo interrompe sua tarefa para olhar para Tokie.

Voc� se lembra?

Bom, tudo bem...

Voc� esquece tudo...

Eu, no entanto, n�o tenho uma �nica mem�ria...

Estou com frio.

Frio?

Juzo pega um cachecol com pequenos tra�os em laranja.

e enrola firmemente em volta do pesco�o de Tokie.

Vemos o rosto de Juzo se aproximar do dela.

Uma l�grima cai de seu olho.

Eu sinto sua falta...

Juzo agarra o pesco�o de Tokie com suas m�os.

Nervosamente, ele acaricia o cabelo e as bochechas dela.

Mesmo quando eu lhe seguro em meus bra�os...

Ele beija o pesco�o dela...

Os olhos vazios...

Ainda sinto sua falta.

Ele faz cafun� no cabelo dela.

Inesgot�veis.

Meus pensamentos s�o inesgot�veis...

Fa�a amor comigo na areia...

Fa�a amor comigo na areia...

As ondas se quebram na praia,

formando uma espuma igual � neve.

Nuvens cinzas em volta do sol, como um sino.

Voltado ao oceano,

Juzo segura o cachecol ao vento.

As ondas crescem e v�m com for�a.

Ele solta o cachecol, deixando-o desaparecer nas ondas.

Mesmo � medida que meu amor desaparece � minha frente,

ela � linda.

A est�tua de areia de uma mulher se desfaz.

Sem deixar nenhum sinal...

Com passos curtos, Juzo escala a duna.

Sua jaqueta bege voando ao vento...

Juzo se distancia, corcunda...

Um p�r do sol brilhante

irradia sobre seu ombro.

Sr. Nakamori!

- Estou indo. - Espere.

Agora eu sei...

Mesmo se n�o for atr�s de mim...

ou tentar me encontrar, n�o h� problema.

Eu...

Eu irei at� voc�.

Portanto, espere por mim.

Juzo para no topo da duna.

Ele observa o sol sem piscar.

Ele olha fixamente...

�quele esplendor...

ESPLENDOR

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