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OS EVENTOS E CEN�RIOS A SEGUIR S�O FICT�CIOS
Raquel, Mais cedo ou mais tarde, tudo isso acabar�.
E ent�o voc� e eu, estaremos na praia.
Mas tem que escolher um lugar.
Est� bem. � que n�o tive tempo.
Vamos ver.
E o que voc� acha se escolhermos os dois?
Me parece �timo.
- Pegue um. - Que responsabilidade.
Vamos ver....
- Palawan. - Palawan.
Deixa eu ver.
Que maravilha. E onde � isso?
Palawan... � uma ilha nas Filipinas.
Est� a sudoeste do arquip�lago, um pouquinho acima
da ilha de Born�u. Tem 849 mil habitantes,
mais ou menos, e a capital � Puerto Princesa.
�ngel deve ter chegado muito perto para conseguir estas provas.
� poss�vel at�, que estiveram cara a cara.
J� o investigou? Porque eu sim. Voc� fez seu maldito trabalho?
As melhores praias de areia fina de todos os tr�picos.
N�o te agrada Filipinas?
Sim. Claro.
Se importa que eu v�, um momento ao banheiro?
� vontade.
- Suarez. - Sim?
Uma pergunta.
Qual cor da peruca do palha�o que falou
com o menino no hospital?
- Laranja? - Sim
Tem certeza?
Para que sua vida caia em peda�os,
tanto faz que esteja no banheiro... -Tr�s, dois, um...
Em um assalto...
ou na entrada da penitenci�ria.
Voc� v�... naquela tarde ir�amos sincronizar
os infort�nios de tr�s mulheres.
Raquel, de repente, percebeu que se apaixonou
at� as orelhas pelo maior ladr�o da Espanha.
� uma deles.
Est� com eles, todos viram!
Est� com eles!
Monica Gaztambide percebeu que ela acabava de se tornar
c�mplice dos assaltantes, e n�o tinha volta.
E eu estava seguindo as instru��es
que o professor nos tinha dado em Toledo,
mas sem certeza alguma.
Meio anestesiada,
como uma garrafa que algu�m jogou no mar.
Sem ter nenhuma ideia se iam busc�-la do outro lado.
Se forem pegos, 24 horas ap�s ser preso
diga que quer fazer um acordo, que quer confessar,
mas perante um juiz. E n�o ter�o outra escolha
sen�o os levar ao Supremo Tribunal.
E... � poss�vel que nesta transfer�ncia,
eu possa fazer algo por voc�s.
Pois aqui vou eu, a caminho do Tribunal,
com a esperan�a que meu anjo da guarda
soubesse o itiner�rio que aquele furg�o ia fazer
e salvaria minha vida pela segunda vez.
Era dif�cil ter esperan�a em um furg�o,
presa e algemada,
mas teria sido pior saber que neste mesmo momento,
a 20 km dal�, meu anjo da guarda
acabava de ser descoberto.
#LaCasaDePapel13 "Que fizemos?"
J� analisou as evid�ncias que encontrou
na chamin� de Toledo?
Sim, sim. Nas nada conclusivo.
Como que nada conclusivo?
Porque eram os restos de um jornal esportivo
de alguns dias atr�s, ent�o n�o sei
se as provas est�o contaminadas ou o cara das anchovas
l� o Lance! aos domingos.
Certo.
Ei, como exatamente foi a briga com Salva?
V� se foder, Raquel. J� te disse que n�o foi uma briga, hein?
O cara me pegou pelo pesco�o, me deu uma chave
e eu apaguei. N�o toquei nele.
� um maldito ninja de �culos.
- Por que me pergunta isso? - Por nada.
E... Disse que ele te provocou? - Sim.
Ele me disse que compartilho a intelig�ncia com meu p�nis
com os punhos, entre outras sutilezas.
Ele queria brigar, mas para qu�? -N�o sei.
Tchau.
Ningu�m toca nestas bandejas, ficam seladas
at� segunda ordem. Quero que tire todas as impress�es
e compare com as da colher
do subinspetor Rubio.
- Est� brincando? - N�o.
Depois v� ao meu carro e tire as impress�es
da ma�aneta interna do co-piloto.
- Mas... - Fa�a!
E lembrem que procuramos um homem de meia-idade
com barba e �culos.
Ei... Ei...
Veja quem � este homem e o que faz aqui.
Era ele?
Claro que era ele.
Desculpe, voc� n�o teria um carregador por a�?
-N�o
Quer usar o meu?
Tinha sido ele desde o in�cio.
Sempre gentil, sempre com um sorriso,
sempre no lugar certo.
O �nico civil que colocou um p� na tenda.
Olha, acho que aconteceu algo com sua filha.
O desconhecido que tinha conseguido passar
de uma a uma todas as suas defesas.
E n�o s� como policial.
Eu n�o tenho um presente t�o maravilhoso
como estes postais, mas... Vou improvisar uma surpresa.
No banheiro feminino.
Primeiro vai voc� e depois eu vou.
� que estamos em hor�rio infantil
e neste bar conhecem n�s dois. - Salva.
� a primeira vez que salto sem paraquedas
e me jogo na piscina.
N�o me diga que... n�o tem �gua.
Sim, ela tem.
Sim, ela tem.
Ent�o, vai e me espera l�.
M�os contra a parede.
- Raquel, eu n�o sei... - M�os na parede!
- O que est� fazendo? - Tem uma arma?
- Como vou ter uma arma, Raquel? - Vire-se.
Coloque.
- Raquel, isso � uma piada ou...? - Coloque... Coloque!
Est� preso por colabora��o em assalto com ref�ns
na Casa Nacional da Moeda.
Vejam....
Voc� tem o direito de permanecer em sil�ncio...
Finalmente, o tr�s da sorte.
...de n�o depor contra si e ser julgado perante um juiz.
E desta vez tinha muito mais que uma suspeita.
Tinha rancor, tinha raiva.
Estava envenenada.
...na sua pris�o.
Helsinki sentia algo parecido, mas n�o por uma trai��o,
e sim por n�o dormir.
Tinha dormido quatro horas nos �ltimos cinco dias.
Sabe o que acontece com uma pessoa quando fica sem dormir?
Suas vias neurais se derretem como um curto-circuito,
para de segregar dopamina, para de metabolizar a glicose
e a �nica informa��o que permanece no c�rebro
� sobreviver.
Ent�o, se tem algo que voc� n�o pode pedir
pra um cara que est� h� cinco dias sem dormir
� paci�ncia.
Vamos.
Tira suas roupas.
Camiseta tamb�m.
- Tenho uma ferida no ombro... - Tire a camiseta!
- E ainda por cima, nos rouba.
Isso que d� n�o matar quando deveria.
O que voc� vai fazer?
Se eu te dou um tiro... Voc� s� morre.
N�o sofre.
Agora vai andar com dois quilos de explosivos
presos ao corpo. Vou detonar, mas voc� n�o sabe quando.
-Helsinki, isso � um explosivo sens�vel,
Tenha cuidado, que ele pode causar bagun�a.
Este verme � mais cuz�o que a pol�cia.
Por sua culpa Oslo morreu.
Por sua culpa, Denver quase morreu.
Com isso, se acabam os problemas.
Hein, Arturito?
Se tirar o cabo, isso explode.
N�o se mova r�pido.
N�o transpire.
N�o ponha as m�os.
Detonador.
Se eu apertar... este bot�o... Boom!
Nem sua esposa vai te reconhecer.
Picadinho de Arturito
Tem um cigarro?
- Voc� tem um cigarro? - Monica, voc� est� gr�vida.
Gr�vida, sequestrada, baleada...
E daqui a pouco acusada de colaborar
com grupo armado. - N�o fique na pior.
Arturo pode te passar um pano, � o pai do seu filho, certo?
Que pai? Que pai?
O que acaba de me apontar como uma sequestradora?
Que pai?
O que eu estourei a cabe�a com um taco?
Igual me ajudar�o todos meus colegas,
s� tenho estragado todo plano de fuga.
Certeza que v�o dizer isso no tribunal.
Deus! Por que fui t�o est�pida, onde estava com a cabe�a?
Vamos, me d� um cigarro.
Me d� um cigarro, Necessito de um cigarro.
Voc� n�o vai sentar em nenhum tribunal,
porque antes arrebento o Arturo. - N�o vai arrebentar ningu�m.
- Fique calmo. - Ela tem raz�o,
e se levam ela, porra. E se n�o escaparmos
e formos pegos pela pol�cia, ela vai presa.
Se ficamos e eles entram, tamb�m. Vai em cana sim ou sim, porra.
Foda!
Eu sempre escolho errado.
Sempre escolho errado..
Me meto com um cara casado.
Fico gr�vida dele.
E ent�o aparece outro cara,
atira na minha perna
e eu vou...
e me apaixono.
Sabe o que vamos fazer?
- O qu�? - Voc� vai vir com a gente.
Se cruzar a linha, t� cruzado,
e n�o pretendo te deixar na sarjeta, ok?
- Ainda podemos... - Sim, ela vir� com a gente.
Ocupa o lugar de T�quio ou de Oslo e ponto.
N�o... escuta. Sou apenas uma secret�ria.
N�o me vejo fugindo da pol�cia ou dando tiros
ou vivendo escondida n�o sei onde, no Camboja,
em qualquer pa�s livre de extradi��o, n�o.
� melhor que eu fique.
E quando a pol�cia chegar, vou dizer que...
fiz isso porque tinha a s�ndrome de Estocolmo
como a m�sica. E isso tem atenuantes.
Porque era isso, n�o?
Estocolmo.
O que...?
Pode ser bonito.
Se vier com a gente, pode...
N�o sei, poderia se chamar Estocolmo.
Eu n�o sei, cara.
Sai.
Abre.
Entra.
Est�vamos todos exaustos.
Por causa do sono,
do estresse,
ou a ang�stia de passar anos carregando um segredo
que naquele ambiente sufocante era cada vez mais dif�cil de guardar.
E todos, mais cedo ou mais tarde, perdemos a cabe�a.
Menos Berlim. Ele foi o �nico que cumpriu � risca
o protocolo de descanso.
O resto...
estavam loucos.
Estou tentando ser boa.
Tentei dar o que foi prometido.
Livr�-los de Berlim,
para que isso tivesse sentido.
Depois de perder o que perdi aqui,
que isso tivesse algum sentido.
Sou boa.
Tenho sido boa.
E o mundo cospe na minha cara.
Tentei lhes dar oxig�nio
e voc�s botaram no meu rabo.
Ei, j� passou mais de uma hora e meia.
N�o tem vontade de... me matar enquanto durmo?
Um pouquinho?
Ei... voc� ri.
Quer dizer que j� n�o tem mais medo de mim.
Digamos que as doses de ansiol�ticos que estou tomando
me deixam neutralizada.
Se tudo correr bem, coisa pouco prov�vel
se eu n�o retomar as r�deas, mas...
Se tudo correr bem, quero te propor um acordo,
um neg�cio rom�ntico.
Em alguns dias vou te mandar uma passagem de avi�o.
Para um lugar muito longe.
Se voc� quiser...,
pode vir comigo.
Pouqu�ssimo tempo.
Muita paix�o.
E ent�o,
ap�s meu fim,
voc� pode ficar com tudo que tenho.
Seria realmente maravilhoso se fosse muito apaixonada por mim.
Mas... N�o vivo das expectativas,
de falsas ilus�es.
Tenho muitos defeitos e sei disso.
Me contentaria se fosse minha companheira
at� a �ltima jornada.
Voc� e eu juntos... At� o fim.
Voc�s n�o entendem. N�o entendem.
O que vou ter que fazer para que me respeitem?
O que vou ter que fazer?
Te corto uma orelha e mando pro seu pai?
Ou te dou um tiro na perna para que n�o possa dan�ar de novo
na sua droga de vida? - Uma �tima id�ia!
J� � hora de sermos pr�ticos.
A utopia da colabora��o... fracassou.
Te agrade�o por me permitir tirar um tempo de folga
das minhas obriga��es.
Mas estamos todos prontos para que eu volte ao comando.
Todo seu.
Este � um momento maravilhoso.
Em p�!
Eu disse que ia proteg�-los, certo?
Mas eu mudei de id�ia.
�... muito mais pr�tico...
tortur�-los.
Nos campos de concentra��o... Se d� valor ao respeito.
Pois aqui ser� igual.
Ir�o cavar o t�nel.
At� que suas m�os sangrem!
� noite, podem chorar de dor
em seus colch�es, mas ent�o... Continuar�o cavando!
Revezar�o entre as tarefas sem descanso
e se n�o, um castigo �pico aguarda voc�s.
Como seu l�der.
Um homem que, se trair novamente... mata!
Que se voc� voltar a ter sede de liberdade, mata.
E se voc� suar muito...
Mata.
Um homem com car�ter explosivo.
Agora voc� vai p�r medo, Arturo,
embora sempre soub�ssemos que voc� era uma bomba.
Como � um doente, vai ficar aqui separado.
Helsinki e todos os outros para o t�nel!
Venham, vamos! R�pido!
Os sism�grafos detectaram uma atividade incomum
no subsolo da f�brica.
Parece que os sequestradores aumentaram
o ritmo de escava��o do t�nel.
Est�o prestes a sair. - Quanto falta?
- Segundo Georadar, 2... 2,5 metros - E onde eles v�o sair?
- Acreditamos que aqui, em um coletor a cerca de 15 metros
atr�s do pr�dio.
Aten��o todo mundo, quero todos preparados!
Avisa o subsolo que estejam prevenidos.
E quero 20 homens vigiando este coletor, agora.
Sabe o que os culpados fazem
quando s�o levados � cena do crime?
Eles n�o param de falar.
Do tempo, da pol�tica, fazem piadas...
de nervoso.
Porque n�o suportam o sil�ncio.
Mas voc�...
Voc� n�o diz nada.
Do que quer que eu fale, Raquel?
- Quem � voc�? - Sergio Marquina.
Sergio?
Salva?
O Professor?
A pessoa que manteve em xeque toda a pol�cia, a Intelig�ncia
e For�as Especiais?
O homem com quem falei
cinco dias por telefone.
A quem contei... que roupas estava usando
e at� de que cor s�o meus orgasmos.
E qual deles � voc�?
Por que suas digitais n�o est�o no banco de dados
da Secretaria P�blica.
Parei de renovar antes de come�arem a digitalizar.
Quando?
Tem mais de 20 anos.
Isso nos abre um mundo de possibilidades, certo?
Porque ningu�m vai denunciar o desaparecimento de um homem
que simplesmente n�o existe.
Nem sequer terei que me esfor�ar
para queimar muito seu corpo.
� isso que voc� quer?
Me matar e queimar?
Sim.
Te garanto que sim.
Olha,
talvez, como inspetora, n�o deveria dizer isso
a pessoa que organizou um assalto com ref�m
na Casa Nacional da Moeda,
mas como mulher...
Como uma mulher que passou anos tendo medo de tudo,
a tudo,
e que confiou em algu�m, algu�m que sabia
qu�o fr�gil e vulner�vel ela era. E est� te enganando
desde o in�cio, desde a porra do �nicio.
A� n�o me parece t�o descabido, n�o acha?
Voc� poderia... Poderia ter se aproximado,
me sondado, colocado uma maldita escuta. Uma escuta, porra!
Mas n�o, n�o... Pra qu�?
Ontem est�vamos sonhando juntos.
Porra.
Falando do futuro. Do futuro!
Quem pensa que �? Que �, um maldito perturbado?
Estava tudo planejado, Raquel.
Tudo, estava tudo...
Sinto muito, estava tudo planejado e...
Menos o que aconteceu entre n�s.
- Sei l�, pulei minha pr�pria regra. - O qu�?
- N�o contemplei esta vari�vel. - Que diabos est� dizendo
- Que vari�vel? - Me apaixonar por voc�.
Acha mesmo que vou deixar voc� continuar com esta merda?
Filho da puta.
Ou que vou ficar de bra�os cruzados
enquanto segue mentindo na minha cara
como se eu tivesse 15 anos? -N�o estou mentindo, Raquel.
Eu me apaixonei por voc�.
Diga outra vez. Diga outra vez.
Se atreva a dizer outra vez. Diga.
Raquel, eu me apaixonei por voc�.
Eu sinto muito.
Muito bem.
Muito bem.
Berlim, quero falar com voc�.
Claro, voltei a ser o chefe.
Preciso do alimento dos meus cachorros.
O que exatamente o professor disse... sobre a T�quio?
Me disse que ia tentar libert�-la.
E como vai libertar sozinho?
Rio... N�o vai ser ele.
Quem?
Os quatro s�rvios que cavaram o t�nel h� cinco anos.
S�o coringas para contratempos extremos.
- Quando? - N�o sei.
Sente falta dela, n�o �?
Os que ficam sempre se fodem mais.
Ela, por outro lado, estar�...
ampliando sua experi�ncia,
aumentando suas sensa��es.
Se divertindo...
Gostaria de ter aceitado o acordo com a pol�cia?
Totalmente.
E se sa�ssemos daqui? �amos seguir juntos?
Est� falando de trair seus amigos?
Meus amigos com nomes de cidade?
T�quio, Berlim, Moscou, Denver...
Pois pra mim, meus amigos com nome de cidade
considero o m�ximo. E vou te dizer uma coisa,
se esconda se aceitar o acordo.
Porque se eu te vir, te meto um tiro na cabe�a.
As mulheres viram a p�gina primeiro.
Talvez, devesse ter evitado.
T�quio � impulsiva,
mas vai voltar.
E vamos acabar juntos.
Eu sei.
Claro! Com certeza!
Sempre achei o mesmo.
Se nos trair e sair,
e precisar de mim quando se arrepender...
Porque, confia em mim... vai lamentar.
Pode me ligar no celular da Alison, Vou deixar ligado.
A pol�cia vai nos ouvir mas e da�?
Suarez, o celular de Alison Parker foi ligado.
- Tente hackear - C�mera selada, senhor.
N�o est�o ligando nem enviando nada.
- Mas que merda � essa? - Puta que pariu.
Aqui � Convoy 727, estamos sendo atacados.
Aqui � a Central, n�o entendemos. Por favor, repita.
- Eles tem bloqueadores. - Puta que me pariu!
Meu anjo da guarda n�o havia me abandonado
e eu me sentia como no trem da bruxa.
- � uma bomba, porra! - Que acontece a� na frente?
Colocaram um explosivo.
Num t�nel escuro em que n�o sabe
de onde chover� vassourada.
- Estamos fodidos! - Cala a boca, porra.
Mas � muito divertido. - E a�? ...O que est� acontecendo?
- V�o nos matar, porra. - Cale a boca, caralho!
- Estamos ferrados, Perez! - Cale a boca, preciso pensar.
Pro ch�o!
Alerta!
Ok... Ok... n�o, n�o.
Abaixem as armas ou mato ela.
Abaixem as armas ou mato ela.
"Se voc� atira garota", voc� morre.
"Se voc� atira eu", voc� morre.
"Se voc� solta garota", voc� vive.
Quem dera todas decis�es do mundo
fossem t�o f�ceis, n�o �?
L� em baixo percebi que voc� n�o concordou
com o que Helsinki estava fazendo.
Voc� n�o � como eles.
Voc� � um bom garoto.
Tenho um filho da sua idade, sabia? O mais velho.
Ele tamb�m � um bom garoto.
Me ajude, por favor.
Quero ver meu filho.
Encontrei a geringon�a de fazer passaportes.
- N�o, n�o. - Monica... Monica.
Me escuta.
Pode fazer o que quiser, mas, e se voc� mudar de id�ia?
Eu pensei que te faria muito bem ter um novo.
Al�m de qu�, isso � de verdade, melhor qualidade.
- Eu sei, trabalho aqui. - Pois n�o te custa nada.
Se depois n�o quiser... joga fora, queima
ou guarda de lembran�a, como quiser.
S�o s� dois minutos.
- Vamos fazer? - Vamos, t� bem.
- Est� ligado? - Sim.
Ok!
E que... nome eu uso?
- �gata. - �gata?
- O que tem? - Parece um nome
de atriz porn�. - �gata � um nome t�o bonito.
Se voc� fosse feia, te diria para colocar...
sei l�, Felisa ou Mari Cruz... -Maria! Maria Fern�ndez.
Maria Fern�ndez? Isso n�o � um nome,
n�o passa credibilidade. Acredite, que dessas coisas que entendo.
- Mais discreto. - �gata parece caro,
tem classe. Coloca �gata.
- Aqui est�. - Obrigado.
P�e a�... nasceu em Madrid.
E o ano que voc� quiser.
- Estamos fazendo um passaporte. - Sei.
Pra se no final fugir ou...
Quiser vir com a gente.
Quem voc� acha que roubou sua arma?
Vem aqui fora.
Suarez.
- Senhor, aqui � do Tribunal Nacional.
O comboio que transporta Silene Oliveira
est� atrasado h� 15 minutos,
n�o chegou, n�o temos not�cias. - Me mantenha informado.
G�mez, preciso de duas unidades fazendo a rota
de Silene Oliveira at� o tribunal. Ainda n�o chegou l�
e preciso saber o porqu�. - Entendido.
Coloque isso.
Professor �nico contato.
"Ele diz ordens".
Nunca na minha vida havia me sentido t�o livre.
Mas daquela vez o plano do Professor.
n�o ia funcionar.
Sei que eu pressionei.
Que eu estava errado, mas, por favor,
n�o mere�o isso.
Por favor... Estou pedindo,
se tem alguma dignidade em voc�... Por favor.
N�o consigo respirar.
N�o consigo respirar, me ajude.
Me ajude, por favor.
Vamos entrando.
Pegando a comida e sentando.
Cada um, a um metro do outro. Venham. Vamos... Vamos!
Isso a�, assim, com alegria.
Helsinki, diga ol� ao Arturito.
Alguma coisa aqui n�o tem nenhuma l�gica.
Me disseram que se eu suasse um pouquinho
voaria pelos ares. E, no entanto, estou aqui
trancado neste calor insuport�vel do dem�nio, com este calor...
Melhor ficar calmo e em sil�ncio.
- N�o faz nenhum sentido. - O qu�?
O qu�? A bomba n�o tem nenhum sentido.
Voc� acha que eles iam arriscar que eu trope�asse
ou suasse para que todo o plano fosse pelos ares? N�o!
N�o, seria verdadeira loucura. Esta gente n�o funciona as...
- Cala boca! - Est�o tentando fazer
terrorismo psicol�gico, n�o percebeu?
Est�o tentando nos assustar. Isso n�o � real, � um blefe.
N�o fa�o id�ia, mas n�o quero saber.
- Ent�o cala a boca. - Vou tirar isso, j� decidi.
Vou tirar, n�o aguento mais.
N�o se preocupem. N�o v�em que se fosse explodir,
n�o teriam...? - Fique quieto e senta.
Quem � voc�, ninfeta, para decidir o que temos que fazer, hein?
Voc�, que � culpada por estarmos trancados aqui.
- Minha culpa? - Sim, tua culpa.
O senhor � o diretor deste lugar e entram oito malucos
como se estivessem em casa.
Que Casa da Moeda no mundo, j� foi roubada?
S� essa, estou certa?
Parab�ns, porque voc� fez hist�ria.
Agora, por favor, n�o deixe todos voarem pelos ares.
E sente-se.
Sente-se.
Central, voc� me ouve? O furg�o foi atacado.
Nenhum sinal de Silene Oliveira. - Copiado. Aguardem instru��es.
Aten��o, temos uma fugitiva, ativada Opera��o Jaula.
Ele n�o estava.
Ele n�o estava.
Se tinha organizado tudo, se tinha mandado me salvar,
como era poss�vel que n�o estivesse l�?.
Naquela tarde de outubro, por causa da minha fuga, ativaram
a Opera��o Jaula. Isso era usado quando havia atentados.
Significa que a pol�cia fecha de repente
todas as sa�das da cidade, tudo desmorona
e voc� fica preso, s� pode se esconder.
O problema � que meu esconderijo era o hangar
e quem tinha que abrir era o Professor.
E a verdade � que nunca fui boa em esperar.
O que � isso?
A �nica verdade que sei sobre voc�, � que � um mentiroso profissional.
Me chame de paran�ica, mas n�o vai me mentir,
nenhuma vez mais. Te garanto.
Acha que eu n�o sei, que sou um idiota?
� claro que ela roubou a arma, mas se arrependeu.
Porque sen�o, agora eu estaria em um caix�o com Oslo.
Ok, ela te ajudou e � bem vinda. Mas nem por isso
tem que fazer um passaporte e lev�-la em fuga.
E se eu quiser fazer isso? E se quero viver com ela
e cuidar de seu filho, o que tem? - Que est� bem fodido
pra ter que carregar o peso de outro.
N�o s�o pesos, � uma mulher que me ama e seu filho,
que at� onde sei, n�o tem culpa.
Voc� n�o tem obriga��o de assumir.
N�o fa�o por obriga��o.
As vezes tentamos ajudar algu�m,
mas � o primeiro a afundar.
Pois vou nadar, como temos feito a vida toda.
N�o � assim, porra!
Que eu sei.
Tentei ajudar sua m�e todos os dias da minha vida.
Que merda � essa agora?
Mam�e nos abandonou.
Que merda � essa agora?
N�s a deixamos.
Porque ela ia nos levar pro abismo.
Coloquei ela em uma cl�nica de Barcelona.
Me custou 200 mil pesos.
E em menos de 24 horas apareceu no meu albergue
dopada at� os olhos. - O que voc� fez?
Era a quarta vez... que perdia minhas economias.
Que merda voc� fez?
Ela queria comprar mais.
A coloquei no carro, deixei ela em uma rotat�ria,
ao lado de uma vila que vendia hero�na.
Mas n�o esperei.
Fui buscar voc�...
pra irmos embora.
Deixou minha m�e em uma rotat�ria?
Por isso me intrometi neste rolo,
porque n�o quero que voc� viva a vida que tive,
porque quero que seja livre, quero que comece...
Uma m�e n�o se abandona, se desintoxica.
Toda minha vida me fez acreditar que era uma filha da puta,
pensando que talvez tivesse ido embora por minha causa.
Era ela ou n�s, filho.
Voc�...
Deus!
N�o te abro a cabe�a porque precisamos de voc� para sair daqui.
Assim que sa�rmos, voc� e eu n�o somos nada.
Dois desconhecidos.
Denver... e Moscou.
J� terminou com seu passaporte?
Sim.
Denver, voc� est� bem?
Coloquei �gata.
Estava dirigindo freneticamente para lugar nenhum.
Descobri para onde ir numa fra��o de segundos.
O ruim... � que era o ponto mais vigiado
de toda a geografia espanhola.
Respire fundo.
Est� nervoso?
N�o, estou bem.
Voc� v� essas linhas?
Cada mentira sua se traduzir� em curvas muito feias
por altera��o na press�o sangu�nea,
frequ�ncia card�aca e respirat�ria...
Ent�o, n�o minta ou vou saber.
Nome
Sergio Marquina.
Lugar de nascimento.
San Sebasti�n.
Sabia que ia destruir �ngel?
Sim.
Foi voc� quem causou o acidente?
N�o.
Foi id�ia sua o roubo na Casa da Moeda?
N�o.
De quem foi?
Meu pai.
Morreu antes que pudesse executar,
ent�o, isso � uma esp�cie de tributo.
A hist�ria das malditas ma��s.
A maldita hist�ria da sidra org�nica
que me contou ontem na cama, era a hist�ria do roubo.
E eu te escutando como uma idiota.
- Estava rindo de mim... - Eu n�o ri...
- ...desde o in�cio. - N�o dou risada de voc�,
olha o pol�grafo, por favor.
Olha pra ele.
Meu pai teve um filho doente.
Sem um puto no bolso.
O que voc� teria feito?
Ele passava o dia pensando em roubos
para pagar um hospital nos EUA.
Por desespero,
para salvar minha vida.
A mim.
Porque ningu�m...
Ningu�m o ajudou.
E nesse empenho lhe costuraram de tiros.
Na porta de um... De um banco.
Essa � a verdade.
Imagino que h� muitas formas de julgar o que � justo.
Achou que eu era uma presa f�cil por ser uma mulher maltratada?
Sim, pensei nisso.
Quando vazou para imprensa minha recusa em libertar oito ref�ns
a favor de Alison Parker,
voc� sabia que iam me linchar publicamente,
que iam destruir minha carreira, que minha m�e ia ver
e minha filha tamb�m?
Sim.
Ent�o...
Voc� dormiu comigo s� porque sou o inspetora respons�vel
do caso, certo? - N�o
Dormiu comigo porque sou a inspetora respons�vel?
- N�o. - Pare de me mentir, porra!
N�o estou mentindo para voc�.
Quer me fazer acreditar que sente algo para mim?
N�o estou fazendo crer em nada. Raquel, � o que eu sinto.
N�o esperava. Mas est� acontecendo,
aconteceu comigo e com voc� tamb�m.
Aconteceu com voc� tamb�m, sen�o, o que fazemos aqui?
Por que n�o estou em uma cela? Que merda � esta?
Agora voc� � uma f� de 'Louca Obsess�o', ent�o?
� algo que est� acontecendo com n�s dois, entende?
Com n�s dois.
Sim, Suarez.
- Inspetora, Silene Oliveira escapou.
- O qu�? - Estava a caminho do tribunal.
Tinha pedido para confessar perante o juiz
O comboio foi atacado
por sujeitos do oriente. Eu ativei a Opera��o Jaula.
Espero que n�o tenham sa�do de Madrid.
Pe�a imediatamente ao juiz
um mandado de busca e pris�o internacional.
Quero que voc� feche estradas, portos e aeroportos.
Coloque patrulhas em todas as fronteiras.
T�quio escapou.
Foi voc� que tirou uma assassina
de uma pris�o de seguran�a m�xima enquanto te mantenho aqui?
Na verdade eu deixei tudo pronto antes de encontrar contigo
na cafeteria.
Desculpe te receber assim, mas � que acabei de chegar.
Darko, lamento muito por seu irm�o.
Vamos.
Voc� tem tudo pensado, milimetricamente?
Raquel, te contei tudo.
Vim aqui sem oferecer nenhum tipo de resist�ncia.
E se deixei me interrogar, �...
� porque queria ser honesto com voc�, n�o aguento mais...
esta mentira. - Cala boca.
- N�o queria mais te machucar. - Cala boca!
- Tudo isso �... - Cala boca de uma vez,
caralho!
N�o pretendo continuar te ouvindo.
A partir de agora, o que tem a dizer
vai dizer diretamente ao juiz.
Levanta-se.
Levanta, caralho!
Passa.
Passa.
Passa!
Continue andando.
- Sinto muito, Raquel. - Continue andan...!
Vou atirar. Vou...
J� ouviu alguma vez sobre 'colocar a cabe�a na boca do le�o'?
� uma chamada para o telefone de Alison Parker
de um n�mero desconhecido. Localize.
- Sim? - Rio.
� a T�quio.
� Silene Oliveira. Gravem. Localizem a chamada.
Onde voc� est�? Espera...
Eles est�o nos ouvindo.
N�o me importo, esta � uma chamado de amor.
E a pol�cia adora o amor.
Ou�a....
Se lembra da porta que minha m�e
desenhava quando eu tinha medo?
De qual porta est� falando?
Sim, amor, claro que lembro. Qual problema?
Eu vou atravess�-la.
Vou atravessar a porta do c�u.
Porque meu anjo da guarda n�o aparece.
Em um minuto.
- Te amo. - E eu amo voc�.
- Que porra foi essa chamada? - Parecia uma despedida.
Aten��o, est� entrando um ve�culo n�o autorizado
no per�metro. - Vamos, todos a postos!
Ei, voc�...
� ela.
Porta... a porta.
Porra... a porta.
Espere... Espere...
Aten��o, � Silene Oliveira!
T�quio voltou!
T�quio voltou! Pro ch�o!
Temos que abrir a porta, porra!
Atirem na motoqueira!
Vamos!
N�o! Temos que dar cobertura,
- Sequestrador na mira. - Dois.
Pai, cuidado!
Unidade tr�s, atr�s de voc�, atr�s de voc�!
Porra!
Porra!
Moscou!
Moscou!
Tradu��o: ValCarnaval Revis�o: Djangozando
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