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Original subtitles

Baixa a arma.

Acho que a Raquel est� muito bem. Isso � bom.

Depois de uma separa��o,

at� ambos refazerem as suas vidas, pode ser complicado.

Sim. Tamb�m me alegro. A Raquel � uma mulher...

...extraordin�ria. - Sim, sem d�vida. Desejo-lhe o melhor.

Se ela e a nossa filha estiverem bem, estamos todos bem.

- Tens calor? Ligo o ar condicionado? - N�o.

A temperatura est� boa. Eu � que estou um pouco...

Um pouco maldisposto.

Tomaste o caf� de l�? Aquilo devia ser proibido.

Sim, cometi esse erro. Tomei tr�s. Al�m disso, tenho um problema.

� um problema de c�lon. N�o � grave. � uma bact�ria que...

Bem, que...

Que me obriga a ir � casa de banho com mais frequ�ncia.

� constrangedor, mas n�o queria fazer nada no local do crime.

Queres que pare?

Se n�o te importas, agrade�o.

N�o h� problema. Paro na primeira esta��o.

Seria melhor parares j�. Olha, ali.

- Pod�amos parar ali. - Ali?

Sim, claro. N�o h� problema.

Obrigado.

Salva.

Salva.

Est�s bem?

Sim, muito melhor.

Como s�o certas pessoas...

Quando quiseres, podemos ir.

Su�rez, vem c� um instante.

Pilar.

Escutem, quero que analisem o carro do �ngel.

- J� o fizemos. � o procedimento normal. - E encontraram algo estranho?

Tinha o tubo do l�quido de trav�es obstru�do, mas n�o quer dizer nada.

Como assim?

- Podem ter-lhe mexido. - Sim. Mas geralmente n�o � o caso.

Obstru��o de tubos, pe�as partidas...

� normal, quando um carro capota duas vezes a 170 km por hora.

- Lamento. - Espera.

Ele disse onde arranjou a colher que mandou analisar?

N�o, n�o disse.

Tenho de voltar ao trabalho.

Su�rez, quando � que o �ngel veio a Toledo? Foi ontem, certo?

Sim, foi ontem. Mas...

� poss�vel que a tenha encontrado aqui,

que tenha vindo aqui antes de n�s.

N�o sei. Talvez a tenha tirado

do bar ou da farm�cia.

Se calhar, desconfiava de algu�m

e quis certificar-se... - Raquel. Tem calma.

Assim n�o resolves nada. S� o �ngel sabe onde a arranjou.

O �ngel e o tipo que est� a ajud�-los no exterior.

O mesmo que nos ouvia com o microfone

e que tentou matar o �ngel, mexendo nos trav�es do carro.

Ela disse que n�o h� provas.

O �ngel tinha uma pista.

Algu�m tentou mat�-lo e voltar� a faz�-lo, se ele sair do coma.

O que est�s a dizer?

Desta vez,

n�s � que montaremos a armadilha.

Estava a pensar no que disseste h� pouco,

de quereres o melhor para a Raquel.

E ent�o?

N�o creio que seja verdade.

Se fosse, n�o andarias...

...a foder a irm� dela.

- Isso n�o � da tua conta. - Desculpa, mas acho que �.

Quando soube da hist�ria, pensei: "Este tipo deve estar

realmente apaixonado, para se meter nisto." Apaixonar-se

ou andar a foder...

...a irm�...

...da mulher.

Mas, quando soube que tamb�m te atiravas

� professora da tua filha...

� professora da tua filha.

A�, percebi. �s um daqueles tipos

que repartem a intelig�ncia entre a pila e os m�sculos.

Algu�m perturbado, que tem de ter um disfarce social.

O que mais me lixa � que a Raquel � que anda no psiquiatra, e devias ser tu.

N�o vais ao psiquiatra porque n�o percebes a merda que �s.

Puta que te pariu.

Puta que me pariu, a mim?

Monte de merda.

Sai do carro.

Se eu sair do carro, vais levar tantas, que nem te vais aguentar em p�.

Sai da merda do carro.

Sabes o que � isto?

Os meus medicamentos.

Dias de vida.

Parece mentira

que algo t�o valioso esteja dentro de algo t�o fr�gil.

N�o �?

Vejo que n�o te caiu bem teres perdido as elei��es, T�quio.

Devias trabalhar esse aspeto.

N�o vou ficar quieta

� espera que me matem por causa de uma vota��o de merda.

Podes ficar aqui, se quiseres.

Mas n�o decides por n�s.

Se � por isso, podem ir em paz.

Sem problema. Eu vou rezar por voc�s.

Vivi dias maravilhosos com voc�s.

T�quio, despacha-te. Eles v�o apanhar-nos.

Berlim,

conta-nos o Plano Chernobil,

ou parto isto tudo.

N�o.

Queres mesmo torturar-me a partir frascos de vidro?

Ai, T�quio...

T�o madura numas coisas e t�o infantil noutras.

Devias pensar em fazer algo mais convincente.

Cortar-me um membro, por exemplo. Claro que estou t�o cheio de opi�ceos,

que talvez nem d� conta. - Denver.

D�-me o rev�lver.

Conta-nos o Plano Chernobil.

N�o tens o que � preciso.

N�o tens.

Tr�s...

...dois...

...um.

E ent�o? Queres dizer alguma coisa?

J� te mostro.

Vais magoar-te.

T�quio.

Segunda tentativa.

Filho da puta.

Aqui vai a quinta.

O que est�o a fazer?

Estamos a jogar � roleta russa, Nairobi.

Volta mais tarde.

Merda, T�quio!

Ficaste doida? Que porra est�s a fazer?

Queres que nos lixemos todos por tua causa?

Vais lixar o plano todo.

Evidentemente.

Tu sozinha.

Eu?

Eu estou a lixar o plano?

N�o consegues, pois n�o?

N�o consegues parar e pensar uma vez que seja na tua vida.

Desmiolada de merda!

Eu sou desmiolada,

mas o plano de ires procurar o teu filho � uma merda!

O que est�s a dizer?

Quando te viu pela �ltima vez? Tinha tr�s anos?

- Ele j� nem se lembra de ti. - Cala a boca.

- Nem te vai reconhecer. - Cala-te.

Porque ele j� tem uma m�e e um pai que, para ele, s�o os verdadeiros.

- N�o sabes merda nenhuma. - O qu�?

N�o sabes merda nenhuma!

S� sei que o carregaste

e o abandonaste para ir buscar droga!

Sabes, n�o te estou a ouvir muito bem!

Porque n�o te chegas mais � porta?

- Ou melhor, abre-a. Diz-me isso na cara. - Falsa de merda!

O que te estou a dizer � que perdeste a oportunidade de ser m�e.

Assume-o.

J� chega!

T�quio.

Acho que isto est� a ficar um pouco descontrolado, n�o achas?

N�o estavas comigo "sem reservas"?

Ent�o, bem-vindo.

Filho!

Escuta-me!

Sai da� imediatamente!

- Est�s a meter-te numa alhada. - Numa alhada?

E depois? Descambou tudo.

Olha, esquece aquilo de Estocolmo.

N�s precipit�mo-nos. Nenhum de n�s � m�dico!

Mas, por favor... n�o fodas isto tudo.

Sa�mos, ou qu�?

- N�o. - Talvez ainda possamos votar...

N�o!

J� vot�mos.

V�, despacha isso.

V� l�,

acaba com isto.

Se chegou a minha hora, dispara. V� l�, T�quio.

Sou um doente terminal.

N�o sou algu�m a quem v�s destruir esperan�as e sonhos.

Mas, se queres meter-me medo, pensa uma coisa.

Quando me rebentares a cabe�a, tu � que ficar�s com medo.

Eu sou o �nico que conhece o plano.

N�o far�o a m�nima ideia de como sair desta ratoeira!

S�o voc�s

que est�o a jogar � roleta russa!

V� l�!

Despacha isso.

Desculpa, Alberto. Empolguei-me.

Pe�o desculpa.

Alberto.

Est�s preso por agress�o � autoridade.

N�o te mexas!

Fica a�.

Tenho um detido. Agress�o � autoridade.

Recolham as impress�es e prendam-no.

Sente-se. Eu j� venho.

Descansa em paz.

Hels�nquia.

Quando quiseres.

Descansa em paz, Oslo.

O mais calado do grupo

e o que teve menos sorte.

A seguir a ele, fui eu.

Mas eu mereci.

O Berlim aproveitou a pausa dos outros para me dar o que eu merecia.

Clara e irreversivelmente.

Pareces uma prenda de anos.

S� te falta o la�o.

O que me vais fazer?

Devias racionar a tua energia, T�quio.

Vais matar-me?

N�o.

N�o te vou matar.

E tamb�m n�o te vou torturar.

Filho da puta. Odeio-te.

Deixa-me perguntar-te uma coisa. Porque tem isto de ser o final de algo?

N�o podia ser o in�cio...

...de uma bela amizade?

Foi assim que tudo come�ou.

O in�cio do fim do assalto.

Dos dias de reclus�o.

Do meu amor com o Rio.

Dos sonhos de todos.

Da minha liberdade.

Quem �? N�o vejo a cara dela.

� a Oliveira.

J� a temos, senhor.

Porque entregaram uma dos deles?

Quero todos a 20 metros. Pode ter explosivos.

- Tem explosivos! Formem per�metro! - Protocolo antiexplosivos!

Protocolo antiexplosivos. Pode ser uma armadilha.

- No ch�o! - Per�metro! Ela pode ter uma bomba!

Mandem-na despir o macac�o.

Tire as botas e o macac�o!

Tire as botas e o macac�o!

R�pido!

Tire as botas e o macac�o, j�!

Levante a t-shirt.

Detenham-na.

De joelhos.

De joelhos!

M�os no ar.

Levante as m�os!

N�o disparem.

Ningu�m lhe toca. Quero-a viva!

T�quio.

T�quio!

Foda-se!

H� tr�s riscos. Serem mortos, serem feridos

e serem apanhados. Hoje, vamos falar do terceiro. T�quio.

Alguma ideia do que fazer, se fores apanhada?

Um pontap� nos tomates?

T�m de ter sempre presente

a regra de ouro deste assalto.

Ganhar... tempo.

Ganhar tempo e, sem d�vida...

...devem esgotar todas as formas de o fazer.

O meu est�mago!

- Vamos! - N�o consigo respirar!

Deram cabo de mim!

A detida diz que est� com dores.

Diz que n�o consegue respirar.

Solicito assist�ncia m�dica.

Est� bem, levem-na a um m�dico.

Entendido.

Cuidado.

Est� a doer.

D�i muito.

- Mais para tr�s. - Raios!

Mentiste-nos.

Disseste "nada de rela��es pessoais", e o Berlim trata-te pelo nome.

Sergio.

� o teu nome, n�o �?

Talvez amanh� vejamos as coisas de outra forma...

Amanh�, n�o vou ver nada.

Meti-me nisto porque confiava em ti.

Porque ias ser o nosso anjo da guarda.

Os anjos da guarda n�o mentem.

Chamo-me Sergio.

Sergio Marquina.

O meu pai foi assaltante.

Foi morto num tiroteio

com a Pol�cia, �s portas de um banco. Foi ele...

...que teve a ideia do assalto.

T�quio, de todas as pessoas, tu �s a que tem pavio mais curto.

Haver� um momento em que vais pensar que tudo se est� a desmoronar.

Que est� tudo a correr mal.

Que est�s completamente sozinha.

Mas prometo que isso n�o acontecer�.

Tenho tudo pensado.

E sou um homem de sorte.

�s um tipo de sorte.

N�o te vou falhar.

Quero que n�o te esque�as disso.

O pior que pode acontecer, quando diriges um assalto �,

primeiro, seres preso por deixares inconsciente o ex-marido da inspetora.

Recolham as impress�es e prendam-no.

- Segundo, pedirem-te a identifica��o. - Identifica��o.

E teres de dar uma falsa.

Terceiro, que te tirem as impress�es.

Pior ainda se corresponderem

�s encontradas num carro que faz parte da investiga��o.

Ponha tudo na bandeja.

Quarto, que te pe�am os teus pertences.

Especialmente se forem as chaves do hangar onde montaste a opera��o

e por onde ser� feita a fuga e um frasco de veneno...

� um medicamento para o cora��o.

Chama-se Digoxina.

...com que, horas antes, ias matar a m�e da inspetora.

Acompanhe-me.

Sente-se at� registarem o seu depoimento.

Da Casa da Moeda, h� minutos, os sequestradores atiraram literalmente

uma pessoa amorda�ada e amarrada a uma maca,

e que foi resgatada pela Unidade de Opera��es Especiais.

Trata-se de Silene Oliveira, uma das sequestradoras

que estava na f�brica e que est� a receber tratamento m�dico

dentro do per�metro de seguran�a.

A T�quio perdeu a cabe�a.

N�o aguentou.

E n�o � f�cil...

...mas n�o tive escolha sen�o entreg�-la.

Deem as m�os.

Por favor.

Estamos todos a arriscar a vida.

N�o morrem por darem as m�os.

Quando t�m uma ferida,

as plaquetas unem-se para a fechar.

Se n�o o fizerem, o corpo morre.

- Sofremos uma ferida e temos de nos unir. - Est�s a falar de qu�?

- Rio. - Achas que �s o qu�? Um pregador?

L�der de uma seita?

V�o viajar pelo espa�o, de m�os dadas?

Rio.

- Tens de te acalmar. - N�o. N�o me vou acalmar!

Mandaste a T�quio para a pris�o.

E ainda tens a lata de pedir que me acalme.

Ela � minha namorada.

E destru�ste a vida dela.

� o teu primeiro amor.

O ver�o termina e despedes-te da Suzanne,

na C�te d'Azur. Parece o fim do mundo, mas n�o �.

Cala a puta da boca, psicopata de merda.

N�o fazes a menor ideia do que est�s a dizer, percebes?

H� aqui algu�m que n�o esteja louco?

Moscovo.

Achas que isto est� certo?

Filho.

Ela passou-se.

Todos vimos isso.

Nairobi.

Aqui h� regras. N�s vot�mos,

e ela n�o aceitou.

E depois passou-se.

Denver.

- Percebes que isto � tudo treta? - � claro.

Mas ela fez roleta russa ao Berlim. O que achas disso?

N�o aconteceu nada, foda-se.

Mas foi por pouco!

Acorda, mi�do. Abre os olhos.

A T�quio passou-se, e n�o podemos ter uma bomba dessas aqui.

N�o acredito nisto.

Est�o todos com o Berlim.

- Est�o todos com um psicopata! - N�o estamos com o Berlim!

Estamos todos com o Professor!

Com o Professor?

Ele est� detido.

Vimos na televis�o.

N�o vai ligar. N�o vai estar � espera no fim do t�nel.

Vais dizer que faltam duas horas para a chamada de controlo?

Boa!

Porque � a �ltima.

O que v�o fazer, quando ele n�o ligar?

Eu n�o vou ficar aqui para ver.

Sa�ram ref�ns.

Saiu a T�quio.

N�o importa que eu v� tamb�m, pois n�o?

Sabes que importa, Rio.

Mas a decis�o � tua e respeitamo-la. Vai.

Ent�o, est� bem.

- Algu�m vem fechar a porta? - Espera.

Quando sa�res...

...agita isto sobre a cabe�a...

...para verem que sais em paz.

H� atiradores. N�o quero que te aconte�a nada. Toma.

D�-me um abra�o.

Quero que fiques bem...

...e que nunca deixes de acreditar no amor. � lindo.

Confia.

Tens de esvaziar a mente para poderes pensar claramente.

Confia.

Faz isso. Deixa-te ir.

Deixa-te ir. Isso mesmo.

Isso mesmo.

Tem de descansar e vai ficar bem.

Matar o Berlim.

Matar o Berlim.

Matar o Berlim.

Matar o Berlim.

Matar o Berlim.

Era a �nica frase que ecoava na minha cabe�a.

Mas n�o havia forma. Por mais que pensasse,

n�o encontrava forma de destruir a vida do Berlim

sem destruir tamb�m a do Rio.

Podia dizer-lhes como �amos escapar

ou onde ficava o hangar. Mas essas vingan�as afetariam o Rio.

O meu pequeno Rio.

Foda-se!

Filho da puta. Foda-se.

Olha quem ele �! Sr. Prieto.

Menina T�quio.

Costuma interrogar mulheres em cuecas?

Porque a entregaram?

Bem...

...s�o coisas que acontecem. - Porque a prenderam � maca?

Tive uns desentendimentos com quem mandava.

Torturei-o um pouco, e ele parece ter levado a peito.

Est� bem.

Saibam que o vosso dinheiro

continua assegurado. Tal como vos encontrei uma vez,

encontrar-vos-ei quando sa�rem da pris�o e receb�-lo-�o.

Ou seja, o plano prossegue. Porque, na pior das hip�teses,

ao fim de uns anos, ter�o o dinheiro. E, na melhor das hip�teses...

...tentarei tirar-vos da pris�o quando as coisas tiverem acalmado.

Prosseguir com o plano significa

n�o falar com a Pol�cia, n�o falar com o juiz

e n�o falar com os presos, certo? - Isso mesmo.

Prefiro morder, mastigar e engolir a minha l�ngua

a denunciar algu�m.

� um m�todo eficaz. Um pouco rude,

mas eficaz. Mas eu queria sugerir algo mais...

...subtil.

Um interrogat�rio � um jogo de per�cia.

Como lan�ar um papagaio que pode cair a qualquer momento.

Com a m�o direita...

...v�o soltando...

...o fio...

...da verdade.

Quantos est�o l� dentro?

Oito.

Os mesmos oito que plane�mos o assalto em Toledo.

E durante quanto tempo prepararam o assalto nessa povoa��o de Toledo?

Cinco meses.

Quando o papagaio levantar voo e acreditarem que est�o a dizer a verdade,

quando pensarem que v�o sacar-vos informa��es,

puxam o fio com a m�o esquerda

e param o papagaio.

Entret�m-nos.

Usa cuecas?

Sempre pensei que os militares gostassem de o ter pendurado.

- Estou enganada? - "Pendurado"?

Podem dizer-me porque t�m esta mulher assim?

Pe�o desculpa.

Fico feliz por voltar a v�-la, Menina T�quio.

Desta vez, vamos ser pr�ticas. Eu pergunto e voc� responde.

Quem � o Professor?

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