All language subtitles for Jacquou Le Croquant French Dvdrip Repack 1Cd Xvid-Sts-Unity

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Original subtitles

1815, um ano terr�vel.

A derrota em Waterloo colocou um fim � aventura de Napole�o.

Em Paris, Luis XVllI assume o trono.

E a nobreza francesa, expulsa pela Revolu��o,

retorna em triunfo para um pa�s muito perturbado.

Como soldado, conheci esta �poca profundamente negra e arrogante,

onde cada um tinha uma parte de infelicidade.

Como m�dico, vi bastante sofrimento

e muitas esp�cies de coragem.

Mas quem mais me tocou, mais me emocionou por sua retid�o

era um simples colono, uma crian�a.

Um pobre que chamamos de campon�s.

Sei que ele n�o aceitaria meus elogios

mas como, um velho como eu,

diria a um garoto que eu o admiro?

Talvez simplesmente contando a sua hist�ria.

Nossa, que dia!

Re�na os cachorros!

Senhor!

R�pido, re�na-os ou perderemos o cervo.

Acalme-se, Sr. Promotor.

Conhe�o aquele cachorro. � um vira-lata.

Merece levar um tiro como um lobo.

Perderam o cervo.

Ent�o ir�o ca�ar um homem.

De novo. Vamos!

Vamos, bata!

Pernas! M�os juntas!

Bom, Jacquou!

Aten��o com as pernas.

Levante os olhos.

Continue batendo.

Olhe quem est� chegando.

Meu cachorro.

Venha aqui, garoto.

Bom garoto.

Ele deve ter fugido.

Suas patas est�o sangrando.

Passe banha nelas.

O que faz voc� aqui?

Voc� est� sujo. Fique longe da minha saia.

Venha aqui, venha.

O cachorro n�o pode ficar aqui.

Ele nos trar� problemas com o administrador.

O problema � que ele quer voc�.

Sempre bisbilhotando aqui.

Posso cuidar de um bisbilhoteiro.

Tenho receio por voc�.

Serei um homem livre o ano que vem.

Voc� devia cortar estas tran�as.

Mam�e?

� apenas superficial.

Bastar� um curativo.

Fique vigiando l� fora.

Se ver algo, n�o grite.

Marti, voc� precisa partir.

Esconda-se na floresta.

N�o vou deix�-la s�. Estes porcos atiraram em voc�.

Eu me viro.

V�o fazer voc� pagar.

O menino pagar� tamb�m se voc� ficar aqui.

Papai, espere por mim.

Fique aqui. Voc� vai me atrapalhar.

Tenha coragem. Cuide de voc� e de sua m�e.

Detenham-no.

Atirem.

Cretinos.

V� embora.

Sr. Promotor.

O que aconteceu?

Vamos ver.

Um espet�culo delicioso.

Nada de cervo, apenas comida de cachorro.

Perderam o cervo, mas mataram um porco.

Que sujeira!

Voc� n�o quer a minha flor?

Olhe que olhos ele tem.

O pimpolho n�o sabe o que � bom.

Deixe-me ver a minha m�e.

Cai fora!

� o filho.

Senhor Conde, parece que seu administrador fez besteira.

Atirou no c�o, feriu a esposa. O marido o matou.

Uma briga fatal entre valent�es.

Que imbecil.

O assassino � um de seus arrendat�rios.

Se agiu por ci�mes, seria homic�dio

premeditado.

A v�tima era um conhecido galanteador.

Velho safado. Quem diria?

Como estamos em sua propriedade, o que devo fazer?

Pai, a corneta.

Encontraram o cervo de novo

e estou com fome.

Isto estava escondido, Sr. Conde.

Uma medalha de honra e...

uma nomea��o como coronel.

Leia o lugar e a data.

18 de Junho de 1815. Merda! Dois meses atr�s.

Ele foi nomeado coronel no campo de Waterloo

por Napole�o...

Isto �, pelo usurpador Bonaparte.

Levem-no para o castelo.

Caro amigo, obrigado pela rapidez em resolver o caso.

J� perdemos tempo demais. Aos cavalos!

Ent�o foi ci�mes? Vamos peg�-lo.

Cuido disso.

N�o vamos deter mais suas ador�veis filhas.

Depois de voc�s, senhoras.

Eles v�o prender papai.

Tenha f�. Eles ainda n�o o pegaram.

Seu pai tem muitos amigos e Deus vai proteg�-lo.

Deite-se.

Fique quieta. Eu cuido de tudo.

N�o � nada. Meu cora��o est� acelerado.

Fique quieta.

Voc� est� certa. Ele est� seguro. Ningu�m conhece a floresta como ele.

Levarei mais muni��o para ele.

Nada vai lhe acontecer.

Oh, � voc�.

Para o seu pai.

Mas � a �ltima vez.

N�o volte. Os tempos s�o duros. Tome cuidado na aldeia.

Voltaire.

Rousseau.

Fil�sofos.

Vejam como o pervertido veneno de id�ias in�teis

provocaram a Revolu��o.

Seu veneno

ainda nos contamina

pelos livros.

� preciso livrar o reino

das teorias doentias

e dos usurpadores.

E que Deus nos ajude a proteger as crian�as

das m�s influ�ncias.

A Fran�a deve voltar � dignidade.

Cada um de voc�s

deve levar a palavra de Deus

para as suas casas.

Ajoelhe-se, soldado do diabo.

Este tipo rebelde p�s fogo no meu castelo.

Trinta chibatadas.

Voc�. Venha.

Quer comprar roupas de baixo?

Toque.

Para a sua m�e ou namorada.

- N�o tenho dinheiro. - N�o tem nada?

- O que tem ai? - N�o toque.

� bosta de cabra para fazer uma po��o

para diminuir a fome.

Deus nos ajude.

O que est� acontecendo? Quem s�o estas pessoas?

Jesu�tas e monarquistas.

Eles cheiram mal, mas batem forte.

Venha, vamos afogar as m�goas.

Tem vinho quente de gra�a.

- Como � seu nome? - Jacquou.

Chamam-me de Caolho.

Voc� � muito bonita, mam�e.

Preciso parecer convincente.

O Conde pode mandar parar a persegui��o

o conseguir a clem�ncia do juiz.

Apresse-se.

Vamos, apresse-se.!

Estou indo.

N�o tenha medo.

Sr. Conde.

Eu imploro por sua miseric�rdia neste dia de Natal.

Meu marido se esconde h� meses, perseguido pelos guardas.

Conhe�o esta mulher, Sr. Conde � a esposa do arrendat�rio.

� a mulher do campon�s que matou seu administrador.

Ela � audaciosa e pretensiosa.

Seu administrador me feriu e meu marido se defendeu.

Sou apenas uma camponesa e minha palavra n�o vale muito.

Sra, n�o � o lugar nem a hora.

Ademais, � um caso da policia.

H� uma recompensa pela capture deste...

Barti? Varmi?

- Sr. Conde, sei como falar com esta gente... - Sim, eu sei como ouvi-los.

Vou falar com ela.

Voc� est� incomodando meus amigos

e at� mesmo a minha fam�lia

mas � muito tarde.

Voc� deveria ter pedido o favor antes.

S� quero justi�a

e um julgamento justo...

Cale-se, Sra.

Levante-se.

N�o tente me amolecer ou barganhar comigo.

- Quanto � a recompensa? - 20 Louis de ouro.

Eu dobro a recompensa.

N�o, aumento para 100.

100 Louis pela captura deste Bonapartista.

100 Louis!

O pre�o de 100 vacas.

Satisfeita, madame? A justi�a ser� feita

mais rapidamente, gra�as a voc�.

Mais uma palavra e a recompensa ser� pelo cad�ver de seu marido.

Feliz Natal para todos.

Venha, mam�e.

N�o teremos ajuda deles.

Seu pai deve partir imediatamente.

Ele est� na forja em Fanlac com alguns amigos.

Por 100 Louis de ouro v�o entreg�-lo.

O que h�?

N�o se mexa.

Fique aqui.

V� embora.

V� embora.

Venha, Jacquou.

Irei a Fanlac para avisar papai.

Pelo campo, estarei l� pela manh�.

Diga que v� para Bordeaux.

Corra, papai.

Corra.

L�. Perto do celeiro. Parecem moscas.

Atr�s de voc�.

Corra, Marti.

V�.

Pare ou atiro.

Pare.

Pare.

Dois homens, sigam-me.

Sou eu que voc� quer?

Deixe meus homens irem. Mande os seus pararem.

Voc� n�o pode...

Pare, em nome do Rei.

N�o atirem.

N�o atirem.

Eles o pegaram.

Acalme-se.

Acalme-se, querido.

Devemos ser fortes.

Seu pai precisar� de n�s.

Deus n�o pode nos abandonar.

Espere aqui.

Hei, voc�.

Como se chama?

� uma coruja ou uma �guia?

Voc� � ignorante!

- � um pombo. - Olhe quem fala.

Bom trabalho, Tufty!

Fique.

Fique aqui.

Aqui � uma cidade. Voc� se perder�. Venha.

Com licen�a. O julgamento de Marti Ferral?

Perd�o. Voc� disse Martin Ferral. Voc� o conhece?

Quem � voc�, senhor?

Eu sou...

Meu Deus, voc� � sua mulher.

E voc� � Jacquou?

Sou o advogado designado para a defender seu marido.

Voc� o viu?

- Como est� ele? - Bem, bem, bem.

Ele est� bem. S� o vi por um minuto, mas... venha.

- Espere, tenho um pouco de dinheiro para voc�. - Guarde.

Seu julgamento vai come�ar. Os tempos n�o s�o favor�veis.

Os monarquistas querem espalhar o medo

e este tribunal est� cheio deles.

Se marido representa tudo que eles odeiam.

A insol�ncia, a revolu��o pro-Napole�o.

Mas h� esperan�a. Vou pedir um adiamento,

alegar nulidade do processo,

qualquer coisa para ganhar tempo at� mudar o tribunal.

Vou cham�-la como testemunha.

N�o se preocupe. Eu a protegerei.

Procure parecer simples.

Arrume o cabelo,

cubra o peito.

A senhora est� comigo.

Lamento. Crian�as n�o podem entrar.

Mas direi a ele que voc� est� aqui.

Pronta?

� sua primeira vez?

Eu tamb�m.

Por favor.

Pr�ximo caso. Martin Ferral, vulgo O Campon�s.

Tragam o prisioneiro.

Quero ver meu pai.

- Deixe-me subir. - Quanto voc� paga?

- Saia. - Pague, garoto.

Sem dinheiro n�o espia.

Ele est� acorrentado como um cachorro louco.

Acorde.

Terminou, garoto. Seu pai n�o vai mais amea�ar voc�.

Ele pegou trinta anos.

Trinta anos de trabalhos for�ados.

Ele j� pagou. Deixem-no subir.

Isto � intoler�vel. Escandaloso.

Insol�ncia.

Sil�ncio.

Levem o prisioneiro.

Sil�ncio no tribunal.

- Vou recorrer da decis�o. - Tudo a seu tempo.

Esvaziem a sala.

Cuidado.

Os guardas est�o vindo.

Venha.

E agora vamos para onde? Tomaram a nossa casa.

Vamos encontrar outra. Vamos.

Aquela pelo menos ningu�m tirar� de n�s.

N�o aguento mais.

Amanh� consertaremos as goteiras.

Vou deitar.

N�o podemos nos queixar.

� pior para seu pai.

N�o se esque�a de rezar.

Bom dia.

- Voc� � a encarregada aqui? - Sim, faz tr�s meses.

� a grande lavanderia.

Poderia cuidar de filho?

N�o precisar� trabalhar na fazenda e nem andar tanto.

Por favor.

Est� bem. Com uma condi��o.

N�o diga o seu nome.

Cuido da filha mais nova do Conde, Galiote, e n�o quero problemas.

- De acordo? - Est� bem.

Venha.

Obrigada.

Ajude a carregar aqueles cestos.

Dez minutos de folga.

Galiote.

Galiote.

Eu vi o que voc� fez.

Voc� foi muito corajoso.

Isto � para voc�.

N�o achei um menor.

Obrigado.

Voc� tem uma voz engra�ada.

Como se chama?

Eu sei.

Eu sei tudo.

Seu nome � Jacquou.

Calem-se e andem.

- Prefeito, sobre meu filho... - Eu dou um jeito.

Ai est� voc�.

Tenho boas e m�s not�cias.

A boa � do advogado de seu pai.

Ele conseguiu um novo julgamento.

A m� � que seu pai est� morto.

Ele levou um tiro no primeiro dia tentando escapar.

Algumas pessoas n�o mudam nunca.

Voc� ai.

Cuidado com as minhas roupas.

Diabos.

Pare. Fique aqui.

O que ele faz aqui? � filho de um assassino.

Acha que o Conde de Nansac gostaria de v�-lo

perto de sua filha?

- N�o sei. - Agora sabe.

Fora.

Se algu�m quiser falar algo, diga agora.

Ser� a �ltima vez.

Lina.

Vamos, ao trabalho.

Eles o mataram.

Venha.

Jure, meu filho. Jure vingar seu pai

enquanto voc� e aquela coisa

estivem de p�.

Jure manter sua promessa.

Eles n�o puderam domin�-lo, ent�o o mataram.

Que tenham medo dele morto

tanto quanto o temiam vivo.

Eu o amaldi�oou, vil criatura.

Pedra por pedra.

Um dia desmoronar� em p�.

Amaldi�oou pelo que �.

Amaldi�oou.

Mam�e, pode me ouvir?

Venha ou congelaremos.

Eu levo voc� para casa.

Volto logo.

N�o se mexa.

Tenho frio.

Est� frio.

Voc� ficar� bem.

Fique, Jacquou.

N�o me deixe.

Eu fico. Eu fico com voc�.

Tenho frio.

Est� bem.

Sinto-me melhor.

A tempestade amainou.

Tufty, o truque dos olhos.

Caridade, boa gente.

Caridade para um pequeno soldado cego por um espada inglesa.

Por favor. Uma migalha para meu irm�o surdo e mudo,

um pobre menino do tambor castrado por uma espada polonesa.

Um tost�o para meu irm�o, por favor.

N�o adianta. Eles t�m o cora��o de pedra.

N�o h� compaix�o, s� mis�ria.

Estou cheio de comer velas.

Elas me fazem inchar.

N�o tem nada para beber?

Venham. Vamos achar um canto para dormir.

Vou depois. Estou cansado.

Tem certeza?

Vamos, Caolho.

Papai, ajude-me.

Perdi minha for�a. Quero estar com voc�.

Olhe. J� � tarde.

N�o tente me distrair.

A rainha come o bispo e cheque-mate em 5 lances.

Assim t�o facilmente?

E por uma senhora.

N�o diga!

Vamos ver...

Vou subir, Padre.

Boa noite, Sr. Chevalier.

- At� amanh�. - Boa noite, Fantille.

Padre.

Vamos lev�-lo para dentro. R�pido.

Esfregue-o com neve, longe do fogo.

Vou buscar minha maleta.

Neve. Mais neve.

Seu pulso est� sumindo. C�nfora!

Lute, garoto. Lute.

Continue esfregando. Vou olhar seu p�.

Fantille, �gua quente.

- Sim, Sr. Chevalier. - E um len�ol grande.

Vou tentar salvar sua perna.

Agora podemos ver como seus olhos s�o bonitos.

O Sr. Chevalier disse que voc� est� melhor.

Muito melhor.

Diz que � uma quest�o de tempo.

Ele nunca se engana.

Mas precisa comer. Para reganhar as for�as,

pequeno menino misterioso.

Coma, meu pequeno.

Sei que pode escutar.

Sei que n�o est�...

Senhor, ajude-o.

Por que est� nervosa assim?

Nada, mam�e. Posso dar um passeio?

Vai perder o almo�o.

Tenho uma ma��.

Volte, Jacquou.

Volte.

Lina?

Estou com fome.

Padre!

Como se chama?

Mathieu, senhor. Isto �, Padre.

De onde voc� �?

Bergerac.

Voc� vem de longe.

Por onde voc� veio?

Por Auberoche ou Sainte-Foy?

- Por Suzardie. - Sabe ler?

Aqui s� os Protestantes sabem ler.

� a primeira vez que passa por aqui?

Voc� est� mentindo.

Eu vi voc� no dia que prenderam o Bonapartista.

Voc� se ajoelhou na neve na entrada da aldeia.

Sou Jacquou Ferral.

Meu pai morreu na pris�o e minha m�e morreu de dor.

Fui eu que colocou fogo na floresta do Conde.

Se existir Deus, ele deveria me deixar morrer.

Deveria se interessar um pouco pelos pobres.

Posso comer com voc�?

De homem para homem,

o que voc� acha do bacon?

Muito salgado, n�o?

Mas n�o posso lhe dizer. Para Fantille, � o melhor da regi�o.

� o mesmo com Deus.

Com frequ�ncia, acho Seu mundo cruel, mas me calo

porque n�o sei se � Seu mundo ou eu que n�o � perfeito.

O ferreiro deu-lhes trabalho.

Ele � muito indulgente.

Bom.

Eu preciso de um coroinha valente

que me acompanhe a noite para me ajudar com moribundos e gr�vidas.

Para cortar lenha para os pobres,

que coma o que eu como, que pense que a vida � um dom

e n�o desperdice tempo se lastimando.

� um trabalho ingrato que n�o engorda.

Pense sobre isso.

Eu aceito.

Conhe�o aquele homem.

Ele me d� medo.

N�o tenha medo. Sou eu que ele observa.

Por que voc�?

Porque eu assinei.

Durante a Revolu��o, eu reconheci a Rep�blica.

A maioria dos padres assinou.

Hoje em dia, � mal visto.

O Conde de Nansac n�o gosta de mim

e seu capel�o Jesu�ta tamb�m n�o.

Algumas pessoas v�em culpados por todos os lados.

Lembre-se. S� o perd�o engrandece.

Como sua primeira vez, foi muito bem.

V�, v� passear.

E volte para o jantar.

Nunca poderia ir embora daqui.

Sinto que fa�o parte de cada planta e cada pedra.

Quer ver uma caverna com um rio e caveiras de urso?

Quer ver minha truta no lago?

Minha casa na �rvore?

Mostre-me a �rvore onde as fadas dan�am.

Isto n�o existe, Lina.

Existe. L� embaixo. Perto do rio.

Os meninos s�o t�o bobos.

Espere por mim.

Espere.

O Padre est�?

O Bispo mandou entregar-lhe.

Entre, entre. J� vou.

M�s not�cias, Padre?

Como sempre.

N�o conte nada a Jacquou.

Vamos comer.

Um problema por vez.

Para a mesa, Jacquou.

Os boatos dizem que o Rei quer acabar com a liberdade da imprensa.

Para manter a realeza, os Ultras querem ter total controle.

O Rei � um Ultra,

todos os ministros e leis s�o Ultra.

Eles est�o por toda parte. Eles t�m tudo.

Mas n�o � o suficiente.

Querem mandar em todas as aldeias e igrejas.

Sua arrog�ncia os cega completamente.

O Sr. Chevalier est� tendo um ataque revolucion�rio.

N�o seja tonto.

Os Ultras s�o burros, mas n�o s�o idiotas.

O Conde de Nansac � um Ultra.

Nansac!

Ele procurar� todos que o resistirem ou forem capazes de liderar uma revolta...

e os eliminar�

um por um.

Ele nos deixou em paz tempo demais.

Ele vir� � aldeia para acertar as coisas.

Ent�o, por favor...

tenha cuidado, Jacquou.

Ele tem raz�o. Voc� precisa se proteger.

Terei cuidado.

O Sr. Chevalier triunfou onde fracassei. O garoto estava a caminho de perdoar.

N�o me decepcione.

V� dormir ou sente-se. Assim vai levantar poeira.

Obrigada, Padre.

Como est� a minha sopa?

Bastante grossa.

Mas a gente se acostuma.

Jeanne. Pratos.

Traga pratos.

Padre, a carne.

Quase pronta.

Por favor.

Pare.

� o Caolho. Ela est� louco por ele.

Ele n�o � nenhuma beleza, mas adora meus peitos.

Senhoras, segurem-me e dancem.

Ela est� toda nervosa.

Prenda a respira��o. N�o terminei.

Seja �til..

Coloque seu dedo aqui.

S� meu dedo?

Fique quieta, Bertille!

Voc� � macia como um colch�o de penas.

Quando eu pegar voc�, vai perder 10 quilos.

Pode buscar vinho para os m�sicos?

O Conde est� vindo.

Por que? Nunca veio aqui.

Tem medo da bosta.

E de sujar suas roupas.

Uma coceira no rabo me diz que ela vir�.

V� se lavar. Vou ajudar com o fogo.

Quietos. Sentem-se.

Sentem-se. Quietos.

Tufty?

Vai me tirar para dan�ar?

M�sicos, por favor...

Obrigado.

Como eu tenho a honra de abrir o baile,

coloquei minha melhor roupa.

Ele quer se casar.

Para o nosso concurso anual de dan�a...

A rifa.

Esqueci da rifa...

e seu premio soberbo.

Para sortear o ganhador,

preciso de uma m�o inocente.

Nenhuma m�o inocente?

Voc�, garotinha.

Venha aqui.

Tire um n�mero.

- � bonito. - � bonito e � o 138.

138.

Quem tem o n�mero 138?

Quem vai ganhar o porquinho?

Eu tenho o n�mero 138.

Verifique.

Eu tenho n�mero 138.

Eu quero o que me pertence.

Voc� me d�?

O que devo fazer...

...se me recusam o que � meu?

Se lhe der de presente, ficaria contente?

Sim.

Ent�o, � seu.

Ganho um beijo?

Ai est�. Tudo n�o passou de um mal entendido.

Por favor, continuem.

Eu ia abrir o baile, Sr. Conde.

Excelente id�ia, Chevalier.

- Fique junto dele. - Se for uma ordem.

Voc� anunciou a boa not�cia, Sr. Padre?

Espero o baile terminar.

Sr. Capel�o, o que voc� pensa sobre bailes?

A mesma coisa que cogumelos.

Mesmo os melhores, n�o valem nada.

Se quiser casamentos, � preciso organizar bailes.

Se quiser as igrejas vazias, acabe com elas.

Excelente. Vai ser uma grande noite.

Abotoe sua braguilha.

Que n�o for concorrer, deixe o palco.

Por aqui.

Concorrentes, subam.

Fique quieto.

Em seus lugares.

Rapazes e mo�as em filas separadas,

cara a cara. Bom.

Sil�ncio. Sil�ncio.

Estas senhoras s�o do j�ri. Sua decis�o � definitiva.

Conte conosco, Chevalier.

Obrigado, Fantille.

M�sica, por favor.

Todos em seu lugar?

Ent�o, declaro o baile aberto.

- Bom dia, Lina. - Bom dia, Galiote.

Posso?

Voc� me reconhece?

Voc� salvou minha vida h� muito tempo atr�s.

Quem � este presun�oso?

Voc� fez com que seu pai morresse na pris�o. Sua m�e morreu de dor.

Faz tanto tempo. Como esses animais n�o esquecem.

Sim, papai.

Senhorita.

Se minha filho tomou seu parceiro, � meu dever substitu�-lo.

Somente voc� pode ser a rainha desta festa.

A ronda!

Formem um c�rculo, por favor.

Voc� vai dan�ar, Conde?

Por que n�o? � s� o minueto da ral�.

M�sica! M�sica!

Pasquier, muito lento. Suzanne, desajeitada.

Pasquier, fora. Suzanne, fora.

Vestido verde,

sem gra�a.

Vestido verde. Saia.

Mathieu e Jeanne, fora.

- O Conde dan�a bem. - Ele tem tempo para isso.

Lina, no ch�o.

Lina caiu.

Lina, fora.

O Sr. Bar�o caiu.

Ele j� est� fora.

Tirem as m�os.

Parem a m�sica.

Trapa�a. Ele a fez trope�ar.

Tamb�m me trope�aram.

O que diz o j�ri?

- Eu n�o vi. - Nem eu.

Dif�cil de dizer.

Prendeu a saia?

Acontece.

Ent�o, Fantille?

H� d�vidas.

Comecem de novo.

Comecem de novo.

� preciso come�ar de novo.

Lina. Venha.

Estou esperando.

Sr. Conde, importa-se?

Decididamente, este campon�s precisa de uma li��o.

M�sica.

The Count lost the beat!

O Conde deve parar.

Chega!

Mas Sr. Conde, o concurso � uma tradi��o...

Chega, eu disse!

N�o vamos continuar?

N�o se trata de ganhar.

D�-me a sua m�o.

- N�o escuto m�sica. - Sua m�o.

N�o � poss�vel.

Ningu�m dan�a assim. N�o em p�blico.

Prepare-se. Segure-se no meu ombro.

N�o podemos tolerar isso. � uma fornica��o.

Parece que o beijei pela primeira vez.

Esta � a hora.

Uma palavra sua e n�s os estripamos.

Ele � perigoso. Todos o querem morto.

Estamos cansados de esperar.

Eu estou esperando, n�o �?

Deixe-os ir.

Caolho. Venha aqui.

Tenho um cardeal. N�o deixarei que fa�am isso.

N�o adianta. Meu sucessor j� est� a caminho.

Voc� teria que ir at� o papa e eu sou apenas um padre paroquiano.

O Conde tem um bra�o longo.

J� cumpri meu tempo.

Ele n�o t�m o direito de fazer isso.

Seu rosto est� t�o branco quanto queijo mofado.

O direito, o direito

eles n�o t�m. N�o � sempre como queremos, Jacquou.

Voc� vai lutar contra o Bispo e o rei com seu bast�o de pastor?

Sente-se!

Voc� tamb�m, Chevalier. Tamb�m n�o parece bem.

Tenho um �timo p�t� e uma das torta de Fantille.

Sirvam-se.

Acho que ainda me sobrou um vinho decente na casa.

Mais um minuto.

Mais um minuto, Senhor.

Vamos peticionar ao Bispo

e at� a Roma, se for preciso.

Meu melhor vinho.

Se tivessem me dito no semin�rio

que eu acabaria junto com um ma�om e um Protestante,

eu n�o teria acreditado.

N�s somos seus amigos.

Meu amigos...

fa�am-me um prato.

Padre.

Abra seu colarinho.

Ele precisa de ar. Levante-o.

� in�til...

De p� ou deitado, um padre sempre morre de joelhos.

Jacquou, meu Jacquou.

Pendure a lanterna. N�o se esque�a.

Pendure-a na janela como todas as noites.

Voc� sabe por que?

Voc� n�o deve falar.

Eu n�o falaria se ele respondesse.

Pensar que este malandro foi meu coroinha.

Ainda me sobra bastante for�a para chutar o seu traseiro.

Acha que esta lanterna d� calor e luz s� aqui, somente aqui?

N�o, � como um farol.

Exatamente.

Ele guia o viajante de longe. Ele d� esperan�a.

Ele n�o pode sentir seu calor

mas esquenta o seu cora��o

porque ele sabe que ele existe.

Esta luz para voc�, Jacquou,

se chama vida, palavra de honra,

um sentimento de liberdade.

Para mim, esta luz s� tinha um nome,

mas este nome englobava tudo.

Vou parar.

Mas n�o de tentar enfiar um pouco de sentimento crist�o na sua cabe�a.

N�o se esque�a.

N�o tenho mais o direito ao t�tulo,

mas continuo padre.

Eu sei bem, Sr. Padre, Sou o seu castigo.

Ele morreu.

Jacquou.

Lina teve um acidente.

Voc� me reconhece?

Isso o far� parar de dan�ar, Sr. Conde.

Procure, procure.

Encontre-o.

Eles querem revistar o castelo, Senhor.

Eles t�m uma ordem.

Pol�cia?

Na minha casa, antes das ora��es. Como abutres.

Como ousa?

Perd�o, Sr. Conde. � Chevalier.

N�o lhe falta aud�cia.

Sabe que posso recusar abria a porta.

Voc� pode recusar um favor,

mas negar uma d�vida leg�tima parece suspeito.

Cuidado, Chevalier.

Voc� arrisca sua honra e sua riqueza

por um pequeno campon�s ignorante.

Pessoas pequenas revoltadas podem causar uma revolu��o,

mas a queda da nobreza ser� causada por nobres como voc�.

Quanto menores os cachorros,

mais alto eles latem.

Perd�o, Sr. Conde

mas � um procedimento normal.

- Quase banal. - Banal.

Que palavra certa.

Ele � pequeno, insignificante, apagado.

J� que est�o aqui...

Acompanhe este senhor e sua vadia.

Mas s� eles Os outros para fora.

Para fora, j� disse.

Abra caminha para o Sr. Chevalier

e sua companhia.

Come�aremos pelo por�o.

Sigam-me.

V�em? O Conde n�o tem nada a esconder.

S� mais 32 c�modos para revistar.

Mais os est�bulos e valetas,

o s�t�o...

e talvez o fosso de merda.

Bom.

Vamos continuar.

Venha, Lina.

N�o pode ser. Todos pensam que est� morto.

Tire-me daqui. R�pido.

Venha.

Tchau, beleza.

V�o.

Beije-me.

Lina, estou faminto.

Lina, est� ai?

Olhe o que eu trouxe para voc�.

Pare, Mario.

O que est� fazendo?

Ele me traiu para o Conde.

Pare.

Morra, c�o, ou eu terminarei o trabalho.

N�o o mate.

Onde, maldi��o, voc� estava?

Enterrado sob o castelo.

Que ousados.

Temos que atacar agora.

Sei onde est�o as armas como entrar.

Surpresa e rapidez s�o a chave.

Olhem.

Aqui est� o castelo. Atacaremos l�, mas entraremos por aqui.

O que esperamos?

N�o me empurre.

H� seis dias que sinto frio.

O �nico frio que voc� conhece � de um dia �mido de ca�a.

Volte para a sua esp�cie, Srta Nansac.

N�o fiz nada para lhe causar infelicidade.

Voc� � uma Nansac.

Do castelo de Nansac, das terras de Nansac,

da barriga de uma Nansac.

N�o me olhe assim.

V� para casa, Galiote.

Espere.

Volte.

Tire a roupa.

N�o seja mau comigo.

Meu pai me odeia.

Fui eu quem matou sua mulher quando nasci.

Minhas irm�s me desprezam por for repudiar sua libertinagem.

Uso roupas de homens para ser deixada em paz.

N�o me culpe por proteger meu pai.

Eu o defendo como...

...voc� defende a mem�ria de seu pai.

Tome.

Est� enxuta?

Fora.

Voc� vai acabar mal, Jacquou.

Entregue a sua espada.

Entregue.

N�o tenho nada contra voc�.

Para tr�s. Bando de porcos!

Quem � ela?

Nansac.

Sentem-se.

� aqui.

- Segure isto. - A lanterna!

� ele.

Imposs�vel. N�o pode ser ele, Conde

Levantem a ponte levadi�a.

Puxem mais forte.

Sil�ncio!

- O que h�? - Calma e sangue frio.

Estamos a salvo aqui.

- � Revolu��o! - � Napole�o!

Por aqui.

Puxem, rapazes.

Precisa fugir, Senhor.

Baixaremos as escadas. Leve sua fam�lia.

Lutem, covardes.

Voc�s t�m medo de bonecos de fogo e de fanfarr�es?

N�o sou covarde. O castelo n�o pode ser defendido.

Queimaremos como ratos.

Cale a boca, idiota.

Sigam-me.

Alinhem.

Esperem meu sinal.

Prontos?

Aten��o.

Trai��o! Eles est�o dentro do castelo.

Mais r�pido.

Todos para fora.

Fuja, Sr. Conde.

- N�dega direita. - Esquerda.

Nansac!

Miser�vel! Voc� solteu seus cachorros,

mas voc� ainda � ral�.

O que voc� conhece al�m da bosta

no rabo da sua vaca?

Voc� n�o � nada.

Tudo o que faz � destruir. O �nico tra�o que deixa

� aquele da sua merda.

Voltem para seus buracos

e esperem por piedade.

Ele � valente.

Porcos selvagens s�o valentes tamb�m,

mas n�o deixam de ser porcos.

Voc� vai acabar como seu pai.

Mate-o.

Deixem-me passar.

Saiam da frente.

Est� com medo ou cansado?

Com medo, certo?

Acabou, Nansac.

Acabe com ele.

Eu n�o quero a sua vida.

Levante-se.

Quero que voc� sofra

o mesmo que todos n�s.

Quero que envelhe�a na pobreza,

sozinho e desdentado,

agarrado em suas lembran�as para esquecer a fome e o frio

e a medocridade da sua vida.

Voc� � orgulhoso, Nansac.

Mas quando estiver mastigando cascas de castanha,

haver� uma nova vida aqui

e eu terei esquecido voc�, Nansac.

Tirem-no daqui.

E queimem tudo.

Apressem-se.

Dez homens ajudem Chevalier.

Galiote est� l� em cima.

Galiote est� l� em cima. N�o quer sair.

Abra, Galiote. Abra.

Eu sabia que voc� viria.

Ou�am.

V�o para casa.

Nos pr�ximos dias,

alguns entre n�s ser�o presos.

Tenham f�.

Tudo o que voc�s fizeram foi obedecer.

Eu sou o �nico respons�vel.

Obrigado.

Seu primeiro 'obrigado' em 15 anos. Aleluia.

Voc� vem?

N�o. N�o. Dormirei na floresta esta noite.

O depoimento que ir�o ouvir � capital.

Ir� revelar a sordidez,

a vilania e a hipocrisia

de um homem sem escr�pulos,

sem vergonha.

Um homem obcecado

em conseguir uma vingan�a absurda e injusta.

Um homem que n�o hesitou em difamar,

humilhar e estuprar

a filha mais nova do Conde durante o ataque ao castelo.

Sil�ncio no tribunal.

Tragam a Srta. Galienne de Nansac,

conhecida como 'Galiote'.

Tudo depende do que acontecer agora. � sua palavra contra a dela.

Fiquem sentados.

Minha jovem, sendo menor, n�o precisa prestar juramento.

Mas quero lembr�-la

que as acusa��es feitas pela sua fam�lia

s�o extremamente graves

e sua afirma��o ou nega��o

ir�o afetar o veredicto.

Levante-se.

Voc� conhece o homem no banco dos r�us?

Si, � Jacquou.

Jacquou Ferral.

Muito bem. Sr. Promotor?

Minha jovem,

aquele homem a atacou na noite

de 14 de Junho...

Eu disse n�o.

Srta, acalme-se.

De todas as pessoas aqui,

eu tenho mais motivos para odi�-lo.

Eu o feri tr�s vezes na noite do ataque ao castelo.

Mas este homem n�o me tocou.

Nem ent�o nem nunca.

Voc� disse a seu pai e irm�s...

N�o � verdade.

N�o tenho nada a declarar.

O que ela diz est� errado.

Sr. Conde, por favor.

Sil�ncio.

Minha jovem, entendo o seu embara�o,

mas mesmo assim,

na noite do ataque sua roupa estava rasgada.

Excel�ncia, nem ele

nem homem algum me tocou.

Posso provar.

Deixem um m�dico me examinar.

Eu sou virgem.

A �nica aqui.

O Rei abdicou. Os Ultras perderam o poder.

Estas pessoas,

gritando "assassino",

deveriam estar aqui

sentadas no banco dos r�us.

Sil�ncio no tribunal.

Advogado, n�o exagere na sua defesa.

Este julgamento pertence � hist�ria

das revoltas de camponeses

provocadas pela crueldade,

rude arrog�ncia e brutal opress�o...

Estamos livres.

O Marqu�s disse que nos acompanharia.

Esque�a. Est� arruinado. Ter� que ir a p�.

Estamos mortos, meu amigo.

Bom dia, Lina.

Vim para numa miss�o especial.

Fique, Lina.

Galiote encontrou um emprego de governanta em Londres.

Est� indo no barco das 4 horas.

Ela me pediu...

Quer v�-lo por uma �ltima vez.

N�o.

Foi o que eu disse a ela.

Espere.

Voc� deve sua liberdade a ela.

� justo. V�.

V�.

Ele voltar�.

Devo ir com ele?

Nem fam�lia, nem amigos, nem empregados...

Ningu�m.

A �nica peesoa que veio � meu pior inimigo.

Aquele que arruinou meu nome e a minha fam�lia.

Preciso saber se ainda me odeia.

Adeus, Jacquou.

De qualquer forma, obrigada por ter vindo.

Espere.

N�o sentir� falta da floresta?

Da floresta, n�o.

Existem florestas por todo o mundo.

Tradu��o : TRX Outubro de 2007

Traduzida da legenda em ingl�s e do audio em franc�s.

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