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Original subtitles

Espere.

A Escolha do Amor

- Hilary! - O que �?

As chaves.

Muita areia para o vosso cami�o.

O que se passa?

Saiam daqui!

Este � um artigo de coleccionador.

J� me deixou em espera 10 minutos.

Olha para isto. J� s� existem 39.

Adoro aquele chap�u.

E Roger Callahan...

e Misty Ryan...

e o rapaz Kinsella...

e...e a irm� dele... Como � que se chama?

- Rosemary. - Rosemary. Exactamente.

Daquela turma toda, eras a mais esperta.

- Tinhas as melhores notas. - As melhores notas.

E agora ela � uma agente imobili�ria.

E tem um Cadillac com um an�ncio.

Estou? Estou?

Podes ao menos parar de fumar enquanto comes?

Estou? Olha s�! J� s� existe 15.

Bem, e que tal o curso de com�rcio?

Tu podias voltar a estudar. Tu podias.

Ent�o liga ao Danny.

Diz-lhe...

- Um homem trai-te uma vez... - N�o.

E tu abandona-lo como se ele tivesse matado algu�m.

Volta, berra com ele, grita com ele...

faz alguma coisa, Hilary, pelo menos uma vez na vida.

Pelo menos ele sustentou-te.

J� n�o h� mais, M�e.

16 Nob Hill?

- Logo acima daquelas escadas, menina. - Obrigada.

Sempre em frente, � direita.

Obrigada.

Por favor! Voc� tamb�m! Aqui.

Ol�. O que se passa?

Sente-se. Preencha isto, por favor.

Ol�.

Algu�m tem uma caneta?

Obrigado por vir. Entraremos em contacto com a ag�ncia.

Menina O'Neil.

Ol�.

Sei que est�s nervoso. Sim.

- Sente-se, por favor. - Tudo est� bem, relaxa.

Sim, as malas est�o feitas.

O avi�o est� � espera. O hotel est� � espera.

Todo o Jap�o est� � espera.

Ela n�o est� na lista da ag�ncia, David.

Sim. Sim.

- Tenho as cuecas na mala com as meias. - Voc� n�o est� na lista da ag�ncia.

Pois n�o. Eu vim pelo an�ncio.

O exacto momento, Marvin, no segundo. Sim, prometo.

Certo. Ouve, Marvin.

Eu tenho de... Eu tenho de desligar.

- Toma um calmante, Marvin, por favor. Vejo-te no Jap�o.

Com licen�a.

- Sim, menina... - O'Neil.

Receio, menina O'Neil...

o meu filho fez este an�ncio...

resumidamente, preciso duma enfermeira para o meu filho.

- Voc� � enfermeira? - N�o, mas eu pensei que dizia...

- Eu sei algumas coisas... - Lamento.

Obrigado por vir.

N�o, obrigada por me receber.

- Pague-lhe o t�xi, David. - Eu n�o quero.

- Pague-lhe o t�xi. - N�o quero o seu maldito dinheiro

Pague-lhe o t�xi e contrate a �ltima enfermeira que recebemos.

Menina. Menina, por favor, volte.

Senhorita, quanto mais descermos, mais teremos de subir.

N�o vou voltar a subir.

Compreenda, este � o meu dever.

Se tiver de persegui-la at� Oakland, eu perseguirei.

Que dia maravilhoso.

Sim, muito... muito bem.

Passo a citar, "Houve um terr�vel engano.

por favor volte � casa para uma entrevista informal no andar de baixo?"

- No andar de baixo? - Sim. Por favor?

V� em frente. Est� tudo bem.

Sim. Por favor, entre.

Chamo-me Victor Geddes.

- Presa. - O que se passa aqui?

N�o, n�o. Desculpe.

Uma piada, para quebrar o gelo.

Bem, percebo porque ainda h� vaga.

- Menina O'Neil? - Hilary.

Hilary.

Bom.

Isto est� a correr muito bem.

Que idade tem?

- Trinta e tr�s. - Eu tenho 28.

N�o � enfermeira.

- N�o, eu n�o sou. - Mas foi volunt�ria de hospital?

Bem, sim, na escola...

mas desisti.

Estive nas Future Nurses of America.

Fui a vice presidente. Alerte os media.

N�o, isso �...

- O que fazia? - �amos ao hospital depois das aulas

- O Mercy? - N�o, o Our Lady.

- Oakland. - � de onde eu sou.

Eu interrompi.

- Certo. Eu sa�. - Voc� trabalhou l�?

Certo. Bem, as irm�s... Nunca andou numa escola cat�lica?

As irm�s do hospital falaram com as irm�s da escola...

e se n�s fiz�ssemos algo como...

usar uma saia demasiado curta ou cometer algum pecado mortal...

como um beijo franc�s...

Ent�o t�nhamos de fazer os piores servi�os do hospital.

- Penicos. - Penicos.

Mudar len��is.

Limpar todo o tipo de coisas.

Mas �s vezes elas deixavam-nos mudar os beb�s...

e depois mostr�vamos aos seus pais atrav�s do vidro...

segur�vamos nelas.

Foi isso.

Eu tenho leucemia.

J� a tenho h� 10 anos.

Tenho 28. J� o disse.

Por isso, desde a Escola Secund�ria.

N�o o tempo todo.

Eu tive remiss�es. Tenho levado uma vida normal.

Estive na Europa.

Acabei a faculdade. Corri a toda a velocidade

os 100 metros

N�o �s a primeira mulher na minha casa.

Eu...

Sabes alguma coisa sobre quimioterapia?

Bem, sei que � um tratamento para�

Eles d�o-me um tratamento de cada vez que falho o exame sangu�neo.

�...

� bonito...

Bem, preciso de ajuda durante o tratamento.

Quer o trabalho?

Tornou-o muito atraente.

O seu pai disse..

Esque�a o meu pai.

Ele disse que precisava duma enfermeira.

Esque�a o que ele disse.

- Bem, se ele me vai contratar... - Ele n�o a vai contratar.

Ele est� a voar para o Jap�o num luxuoso avi�o.

Sou eu que a estou a contratar.

Se escolher aceitar o trabalho...

estar� a trabalhar para mim, n�o para o meu pai.

Por que me escolheria?

Eu percebi.

Tenho a saia mais curta, certo?

Na verdade, n�o, havia uma com uma saia ainda mais curta...

mas nunca tinha sido volunt�ria num Hospital.

De qualquer forma...

� casa e comida...

e 400 d�lares por semana.

Em dinheiro?

Em dinheiro. Acompanhe-me.

Este � o seu quarto.

Se aceitar o trabalho.

Ele tem gripe, ou o qu�?

- Muito doente? - Cancro.

Merda, Hils. Se calhar n�o quero ouvir isto.

- Est� bem. Como est� o Jim? - O Jim � um parvalh�o.

Como est� esse parvalh�o, ent�o?

Mike, d�-nos duas cervejas.

Como � que ele �?

- Elegante, de Nob Hill. - Um beto.

- Tenho um pressentimento que ele era... - Ele era o qu�, Hils?

- Giro. - Bem, vai em frente, rapariga.

- Vais aceitar? - Eu n�o sei. O lugar n�o � mau.

Antiguidades decorativas.

Tenho a minha pr�pria casa de banho. N�o � no corredor.

- Quanto por semana? - Quatrocentos d�lares.

Fode-me! N�o tu.

Aceita, Hils. A tua m�e vai ficar doida.

Vais poder comprar o Cadillac que ela est� sempre a falar,

ir �s compras todos os dias.

Podes comprar roupas para mim... O que foi?

Tem calma, rapariga. N�o te preocupes com ele.

Ol� querida. Queres boleia para casa?

Cuidado.

Sim, sim.

Bem-vinda.

- Obrigada. - Deixe-me...

� tudo. Obrigado, Malachi.

Sim, senhor.

� tudo, Malachi.

Espere.

Entrar neste quarto, n�o faz parte do acordo.

Nunca pensei que fazia.

Pe�o desculpa.

Sim.

- Como est�s? - Meu amigo, como est�s?

- �ptimo. - Este � o Moamar.

Moamar Gadhafi.

Ele leva-me todas as segundas-feiras para a quimio.

- Hilary O'Connell. - � um prazer.

O'Neil.

O'Neil. Desculpa.

Peter Schmidt, 1886.

Barth e Kenitzer, 1892.

Ambas constru�das para terramotos.

Os incompar�veis Hiss e Weekes...

1910.

Ronald McDonald, 1986.

Sabes, os qu�micos com que eles me injectam...

Na verdade, s�o veneno.

Veneno?

Hiss e Weekes outra vez, 1911.

Sim, a ideia � matar o cancro...

e n�o a mim.

Por isso, existir� alguma reac��o.

- Que tipo de... - Transpira��o.

Agita��o e v�mitos.

�s vezes faz-me gritar.

Mercy Hospital.

1936.

- Menina O'Neil? - O que foi?

- Quer que fique? - N�o sei. N�o.

Telefonar-lhe-ei amanh�.

Est� bem. Est� bem.

Est� bem.

N�o, n�o. N�o.

- E assim? - Obrigado. Obrigado.

Muito alto!

Isso est�... muito alto!

Muito alto.

Est� bem.

Est� bem. Est� bem.

V� l�.

Deixa-me colocar isto � tua volta.

- Muito alto. - N�o, eu desliguei-o.

- Muito alto. Est� muito alto. - Est� tudo bem. Eu desliguei-o.

V� l�. Deixa-me meter-te na cama.

Est� bem? J� te tenho.

J� te tenho. J� te...

Est� bem.

Este quarto est� a zumbir.

Vai dormir.

Vai dormir.

Merda.

Merda.

Aguenta, aguenta, aguenta.

N�o... N�o percebo. O que queres dizer com "veneno"?

Quero dizer veneno.

Quero dizer, pensei que ele ia morrer.

Pensei, mais uma destas e este tipo morre j� aqui.

Shauna, preciso de ajuda.

Sinto pena dele. A s�rio que sinto.

Acho que ningu�m vem v�-lo.

Quem me dera saber como tratar dele, mas n�o sei.

Ele precisa duma enfermeira.

Ele precisa de algu�m que possa...

lidar com este tipo de coisas.

Acho que n�o consigo lidar com isto.

N�o consigo.

Terei de lho dizer esta noite.

N�o.

Telefonou para a casa de Victor Geddes. Deixe mensagem depois do sinal.

� o teu pai. Est�s a�?

Eu sei que est�s a�.

Estou a telefonar para saber como correu a quimio.

Est�s bem?

Compreendo que n�o tenhas contratado a enfermeira da ag�ncia.

Ficaste com aquela ruiva.

Sei que n�o preciso de perguntar o porqu�.

Voltarei dentro de duas semanas. Adoro-te, Victor.

- Jantar. - Obrigado.

- Ovos. - Obrigado.

Isto foi tudo o que esta ruiva conseguiu encontrar.

N�o h� comida a s�rio na casa.

N�o. N�o.

A n�o ser que querias uma omeleta Twinkie.

Omeleta Twinkie.

Sou... Deus, desculpa.

- N�o, n�o faz mal. N�o � nada. - N�o, �...

Desculpa. � importante? � o teu di�rio?

N�o, n�o � nada. S�o notas.

Estou...

� isto que eu fa�o. Esta � a minha tese de doutoramento.

Tenho trabalhado nela h� cinco anos.

Quando puder... conclu�-la-ei.

Estou determinado a conclu�-la.

- � sobre o qu�? - Arte.

Hist�ria da Arte. Conheces os impressionistas alem�es?

Eles vivem em Oakland?

N�o, s� impressionistas no geral.

Eles vivem... tipo o Renoir?

Ou o Monet? Gauguin?

Van Gogh.

- As flores? - Girass�is.

- Sim. - Sim.

Bem, n�o � quem estou a fazer.

Gostarias de ver quem estou a fazer?

Klimt.

Gustav Klimt.

Ele era obcecado por mulheres.

Ele precisava delas do mesmo modo

que a maioria das pessoas precisa de comida.

Valerie Neuzil.

Ele chamava-a de "Wally". Ela tinha 16 anos de idade.

Por momentos, ela foi a personifica��o de tudo...

beleza, amor, sexo...

at� ele se aborrecer e a substituir.

Ela viveu s� mais cinco anos, e ent�o morreu...

segundo dizem, de desgosto de amor.

Muito tarde para espiar, Malachi.

- Nunca � tarde de mais, senhor. - Boa noite, Malachi.

Boa noite, senhor.

Dante Gabriel Rossetti.

Tamb�m obcecado, mas s� por uma mulher.

Elizabeth Siddell, a sua mulher.

Ela tinha s� 28 anos quando se suicidou com uma droga chamada l�udano.

Lindo nome para uma droga.

Rossetti n�o conseguia parar de pintar a sua imagem vezes sem conta.

At� morrer poucos anos depois.

Klimt outra vez. Chama-se "O Beijo".

Ele utilizou ouro verdadeiro?

Devia ter explicado a quimio...

mais claramente para ti.

N�o foi justo.

Ent�o, se tu... se tu gostares, posso pagar-te agora.

Pela semana.

Mereces cada c�ntimo.

E, n�s podemos... podemos...

tu sabes, podemos...

Est� tudo bem.

Obrigado, Moamar.

Vou p�r isto para tr�s por uns momentos.

Estive a ler hoje que o r�cio de sobreviventes...

adultos com leucemia...

� agora 50%...

e � ainda maior...

com terapia agressiva.

Aqui vamos n�s.

A terapia foi agressiva o suficiente para ti?

Isto vai j� ficar quente, est� bem?

N�o. Victor, o que posso fazer?

O que posso fazer? O que queres que eu fa�a?

Nada. Nada!

- O que queres que eu fa�a? - Nada!

N�o h� nada que possas fazer.

Nem uma maldita coisa filha da puta!

Foda-se! Foda-se!

Foda-se!

Foda-se.

Estou aqui.

Eu sei. Eu sei.

Eu sei.

Tudo ouro. Est� certo. Tudo ouro.

Isto � o ep�tome, dir� voc�...

Ela tem dentes. V�s?

Isto � t�o raro. Nunca v�s disto.

Quero dizer, toda a gente consegue pintar uma pequena boca fechada...

Jesus, Maria e Jos�! Diz-me que isso n�o � uma cobra.

� parte de uma cobra. Uma cobra inteira � muito caro.

- Ele come aquilo? - Ele n�o come.

Bem, Hilary, querida, faz-lhe um pernil.

Quero dizer, est� quente. Agarra-se �s costelas.

Um pernil tem demasiada gordura e sal.

Podes comer 2 ou 3 jantares com ele e algumas sandu�ches.

A tua av� nunca comeu cobra chinesa ao almo�o, pelo amor de Deus.

- Ou a tia Elma, que viveu at� aos... - 206?

92 anos de idade, muito obrigada.

Fumava um ma�o de cigarros e bebia um copo de u�sque todos os dias da sua vida.

Deus guarde a sua alma. Ele j� te pagou?

Ofereceu.

E tu disseste, "N�o � preciso."

E n�o sou casada, e a Rosemary Kinsella tem um cadillac.

- Tamb�m lhe lavas a roupa? - N�o, m�e, n�o lavo.

O homem tem cancro e pesa 7 quilos, mas eu digo-lhe...

"Queres cal�as lavadas? Ent�o levanta esse rabo magricelas e vai lav�-las tu."

Pensei que talvez fosses uma enfermeira em vez duma mulher da limpeza.

Que ganha melhor do que eu, � verdade.

E ser� poss�vel... ser� mesmo poss�vel...

que ele queira um pouco mais do que... um jantar de pernil?

Desculpa. A m�sica est� demasiado alta?

N�o. Posso entrar?

S� um minuto.

- Ol�. - Ol�.

Est� tudo bem?

Tens algo na...

Obrigada.

J� te agradeci pela outra noite?

Disseste "foda-se" muitas vezes.

Bom, obrigado.

Ent�o s�o quase 8h.

E n�o vais sair.

Quero dizer, podias. Podes. Tens permiss�o.

N�o precisas de ficar em casa.

- N�o faz parte do acordo. - Obrigada.

Mas n�o vais.

Ent�o...

que tal uma sa�da a dois?

Malachi.

- Deixei-me entrar. Sim. - Deixaste-te entrar, sim.

Devo deix�-los a s�s?

N�o � necess�rio, senhor. O seu correio.

E o seu jornal.

- Obrigado pela entrega personalizada. - O prazer � meu, senhor.

Uma outra not�cia. O seu pai vai regressar no final da semana.

E posso assumir, devido ao cheiro intenso de maionese no ar...

que vamos jantar esta noite?

Na verdade, n�o. Vamos sair.

N�o vamos? Sair?

Claro.

Vamos sair.

Est�s linda.

The Chronicle, os cr�ticos de comida dizem que � o melhor sitio para se comer.

- O melhor... n�o � fant�stico? - Fant�stico.

Est� bem.

Est� bem.

- �ptimo. Obrigado. - Certamente, senhor.

A minha m�e disse que n�o tens de gostar de tudo...

mas tens de experimentar tudo.

A minha m�e sempre disse, "Passa-me o queijo".

- O que �? - Vaca crua.

Morta.

E se eu vomitar?

Ent�o tomarei conta de ti.

For�a.

Carpaccio.

- N�o � bom? - � �ptimo.

Quanto � que eles cobram por algo assim?

N�o sei. 30 d�lares, era?

Trinta?

O que foi?

N�o, � �ptimo.

Este s�tio � �ptimo.

N�o � �ptimo, pois n�o?

Victor... queres mesmo divertir-te?

- Ol�! - Ol�! Hil!

Querida! Como est�s?

Este � o Victor. Este � o Jim.

- Como vais, Jim? - Vou bem, bem.

- Anda. Vamos dan�ar. - Queres dan�ar?

- N�o, n�o, eu... - Podias segurar no meu casaco?

- Sim. Claro. - N�o estejas nervoso.

Vais dan�ar ou desperdi�ar espa�o?

Aten��o. Vou passar!

Com licen�a! Com licen�a!

Desculpa, meu.

- Ent�o... - Foste �ptima.

Obrigada.

Ei, cuidado!

Este s�tio tamb�m n�o � assim t�o �ptimo, pois n�o?

- Queres voltar para o restaurante? - N�o.

Arthur Rubinstein.

Tinha quase 80 anos quanto tocou isto. Conheci-o.

A minha... m�e levou-me ao apartamento dele. Apertei-lhe a m�o.

Era do tamanho da dum jogador de basquetebol.

Aquele homem magrinho.

Como o conheceu ela?

Ele era um cliente da firma de advocacia do meu pai.

- Estou impressionada. - O meu pai � um homem impressionante.

- Ofereces-me um cigarro se beber isto? - N�o.

Como est� este?

E os sucessos continuam.

- N�o sei, � muito tarde. - Mais um. Este � o melhor.

Estou certa que tens uma hist�ria para acompanhar, sobre uma linda mulher morta.

Sim. A minha m�e.

Esta era a sua can��o favorita.

Ela morreu quando eu tinha 9 anos. Ela era linda.

Lamento.

Uma dan�a?

Obrigada pela sa�da a dois.

J� acabei a quimioterapia.

Aquela foi a �ltima. - A s�rio?

Sim. Era um tratamento. Acabou.

Pensei que tinhas de fazer um teste.

- Gostarias de telefonar ao meu m�dico? - N�o.

- For�a. O n�mero est� na secret�ria. - Eu disse que n�o.

Desculpa.

� isso que recebes por me salvares a vida.

Acredita em mim, acabou.

E para celebrar, vamos viajar.

- Para onde? - Para o norte.

N�o saio daqui h� anos.

- E o teu pai? - Telefono-lhe de manh�.

Umas f�rias.

Preciso de escrever a minha tese. A porta toca de 5 em 5 minutos aqui.

- Uma vez em duas semanas. - Ser� uma aventura.

Merecemos uma aventura, uma aventura segura.

S�o apenas 2 horas de viagem at� ao hospital.

Olha, eu assino um contacto, est� bem?

Eu, Victor Geddes, prometo voltar se acontecer alguma coisa.

Qualquer coisa. Tu decides.

- Como morreres? - N�o.

Eu n�o vou morrer.

Vou curar-me, mas n�o posso faz�-lo sem ajuda.

N�o consigo faz�-lo sem ti.

- O limite � 90 km/h. - O qu�?

Se conduzes mais r�pido, esta carro�a explode.

Isto n�o � uma carro�a.

Isto � um cadillac de 1974, comprado e pago por mim.

- Bela cor, tamb�m. - � uma cor fixe. � um carro fixe.

Consegues dizer isso, Victor? "Fixe"?

Consigo dizer "113 quil�metros por hora." Isso consigo dizer.

Bom, ent�o... por que n�o conduzes tu?

N�o! Por favor, n�o fa�as isso.

N�o consigo. N�o consigo conduzir. Hilary.

- Est�s a gozar comigo? - Obrigado pela tua compaix�o.

Desculpa.

O meu pai tinha um motorista. Nunca aprendi a conduzir.

- Acho que chegou a altura de aprenderes. - N�o, por favor, n�o fa�as isso!

- � fixe, n�o? - Agarra... no volante.

Eu ajudo-te. Ajudo-te a ficar dentro das linhas.

Assim sim. Est�s a ir bem. � isso.

- Sei por que gostas de aqui estar. - Porqu�?

Porque todos estes edif�cios t�m datas.

Olha para aquilo. N�o olhes. Olha para a estrada.

- Vais um pouco r�pido? - O qu�?

Estou a brincar. Est�s a conduzir a 37 km/h.

Assustei-te?

Obrigado.

Olha. Ol�!

Acabamos de nos mudar!

Vizinhan�a gentil e amig�vel.

Espera, deixa-me carregar isso.

- Deixa estar. - N�o � preciso.

Est�s bem?

T�o lindo.

O que � isto?

Isso s�o ampolas de morfina.

- Para a dor. - N�o � suposto ser um m�dico a fazer isto?

Sei exactamente o que fazer.

Anos de experi�ncia.

- Precisas duma? - N�o, n�o precisarei de nenhuma.

Guarda-as. N�o vou precisar.

Desculpa.

N�o faz mal. J� acabei.

Vamos.

- V�o come�ar a olhar fixamente. - N�o v�o nada.

Algu�m vai perguntar, "Meu, por que n�o tens cabelo?"

V�o estar muito ocupados a beber.

J� estive em lugares como este. Perguntam sempre.

- Ent�o. - Perguntam sempre.

Duas cervejas.

Obrigada. Guarda os copos.

Mudaste-te para a casa dos Demazian?

Trouxeste os imperme�veis?

Jesus, vais morrer congelada l� em cima.

Protec��o de janelas e portas. Resolve isso.

J� coloquei protec��o em 30 casas. Resulta sempre.

Queres dizer, j� despiste 30 casas.

De qualquer forma, faria a tua.

- Cappy. - Hilary.

- Obrigado. - Victor.

Como � que est�s?

Hilary, a cerveja � por conta da casa.

- Est�s a gozar! - Ent�o, Vic, como � que rapaste a cabe�a?

Pois.

Ele � Hare Krishna.

Sabes, no aeroporto, os tipos de amarelo...

De a�afr�o...

- Com t�nicas, a distribuir flores. - Margaridas.

- N�o me gozes. - Com os seus chocalhinhos, a cantar.

- Canta. - O qu�?

- Canta, Hon. - Sim, canta-nos algumas notas.

N�o, n�o posso. N�o posso.

- Deixei a ordem. - Ent�o, v� l�.

- Devolvi a minha t�nica e os chocalhos. - Porqu�?

Porque a ordem � casta. Somos como padres.

- A s�rio. - Sim. Rigoroso, mesmo.

N�o devia estar a dizer-vos isto, mas...

- N�o faz mal. Podes confiar em n�s. - � muito �ntimo.

A verdade � que, Hilary veio sozinha.

Estava no aeroporto, no United, o qual, como voc�s sabem, � o melhor localizado.

Estava a abordar as pessoas...

a dar-lhes uma flor e a dizer, "Deus � amor. Tenham um bom dia. "

Depois, encontrei a Hilary.

Ela voltou-se para mim e eu soube.

Parei de rapar a minha cabe�a no dia seguinte,

e viemos de carro para aqui.

Provavelmente o seu lugar preferido para as f�rias. Certo, Hon?

N�o!

- N�o, n�o, n�o, n�o. - Bela tentativa mi�do.

S�o 2 d�lares e 50 c�ntimos pela cerveja.

Essa foi boa. Muito boa.

Est�s bem?

Precisas de mim?

Desculpa.

Sim, eu preciso...

N�o consigo dormir.

Eu...

Preciso de me deitar...

ao teu lado.

Quer dizer, preciso de...

Quero dormir... na tua cama.

N�o... Acredita em mim, n�o sou uma amea�a.

N�o depois da quimioterapia. S� n�o posso...

Isto n�o faz parte do acordo. Manda-me embora.

N�o, n�o faz mal.

Est� bem.

O que significa a tua tatuagem?

For�a do amor.

- Bom dia. - Bom dia.

- Se beber isto, d�s-me um cigarro? - N�o, acho que n�o.

Espera um minuto. Vou mostrar-te uma coisa.

Sente. Sente.

- Est� a vir. - Sim.

- Sem febre. Est�s a senti-la? - N�o.

Espera um momento.

- Tenho uma ideia. - Muito bem.

- Gostava de te contar, mas... - Mas o qu�?

- Mas n�o fiques zangada. - Porqu�?

Tem algo a ver com...

algo a ver contigo.

A minha comida? A minha roupa? O meu cabelo?

A tua educa��o.

Sabes, tenho passado a minha vida toda a estudar.

Anos a ler deitado na cama. N�o o que andaste a fazer.

- A dormir com oper�rios. - N�o. A viver.

Estou a tentar aprender um pouco sobre isso contigo,

e quero retribuir-te com alguma coisa.

Para te ensinar. N�o uma escola, mas...

Vejo em ti...

N�o quero saber das tuas piadas, nem nada.

Eu vejo interesse...

sobre as coisas.

Diz-me que estou enganado. Diz-me para ir passear.

- Vai passear. - Diz-me que n�o est�s interessada.

O que me ensinarias?

Gostaste do Klimt, certo?

Come�amos com um livro sobre a arte moderna.

D�s uma vista de olhos nele, l�-lo.

Depois conversamos. E � s�.

N�o. N�o vou, prometo.

Raios. Eu sei que fa�o isso. Podes bater-me se come�ar.

Falo a s�rio. Bate-me. Humilha-me.

Assim farei.

O meu cabelo parece bem. N�o toques no meu cabelo.

Percebe e chora.

- Ficha. - Ficha.

- Apostarei. - Homem, n�o ficaste com nada.

- Vai pescar. - Querido, tens zero.

- Dois d�lares. - V� l�!

Est�s a fazer bluff.

Cobre ou cala-te.

- Dois d�lares. Cartas para os jogadores. - Estou em jogo.

Acho que eles deviam apenas mudar as regras.

Por exemplo, ganhas igual cr�dito parcial por quatro... um flush de quatro cartas.

Especialmente se tens um �s. Eu tinha um �s. Era o melhor �s.

O maior �s. O �s de espadas. Foi cortado...

Uma grande, arrojada carta, e merece ganhar a um par de duques.

Queres dan�ar?

J� est�s bom, n�o est�s, Victor?

Sim, gra�as a ti.

O que foi?

N�o sei. Parece que o acordo terminou.

O que queres dizer?

Bem, como a quimio acabou e tu est�s melhor...

e... continuo a aceitar o dinheiro.

- N�o faz mal. - N�o me parece bem.

Talvez dev�ssemos voltar atr�s.

Atr�s? Por que quererias voltar atr�s?

Bem... sinto que j� n�o existe mais trabalho aqui para mim.

Existe?

Imagino que n�o.

Est� bem.

Boa noite.

Boa noite.

Ol�.

Tenho uma confiss�o a fazer.

- Est�s acordada? - N�o.

�ptimo. Ent�o ser� mais f�cil.

Menti.

Nunca esteve outra mulher na minha casa.

Est� bem. Eu tamb�m menti.

Nunca fui vice presidente das Future Nurses of America.

E ent�o a fotografia de ti com a outra rapariga?

- Que fotografia? - Aquela no tua casa.

Jean. Jean.

Faculdade.

Ela era...

Estava em remiss�o e...

est�vamos apaixonados, presumo.

N�o sei.

Fiquei doente, ela foi-se embora.

Agora est�s a deixar-me porque estou bem.

N�o. Apenas te disse que n�o quero receber mais o teu dinheiro.

Est� bem, n�o te pago.

Tenho de te dar alguma coisa ent�o.

Mais aulas de hist�ria da arte n�o, por favor.

Bem...

ent�o tenho s� uma coisa para te dar.

O meu cora��o.

Podes ficar com o meu cora��o.

N�o poderia dizer isto antes.

N�o podes dizer isto a algu�m, quando est�s doente.

Sim, podes.

Amo-te, Hilary...

e n�o quero que te v�s embora.

N�o precisas de dizer nada. Est� tudo bem.

Tenho de dizer alguma coisa.

Quero...

Quero dizer...

que �s um chato do cara�as.

Mas conhe�o a do�ura em ti e sei que me mudaste.

E quero dizer...

obrigada.

N�o te deixarei.

Est� frio!

Nunca desafies um Geddes.

Bom dia, Sra. Merkel.

Ol�? Est� algu�m em casa?

Ol�?

- Ol�. Hora de proteger as janelas. - Ol�.

Pe�o desculpa por ter demorado tanto.

Estive a trabalhar para uma velha na adega, a fazer barris.

Ela � maluca. Tem 3 maridos enterrados l�...

E ela l� borras de ch�. N�o estou a brincar.

Ela � maluca. Devias conhec�-la.

Aqui est� o problema. O vento vem da �gua e entra logo aqui.

Sente.

Sentiste?

- Ol�, Gordon. - Vic! Ol�!

- Tudo bem. - Como vais?

Que est�s a fazer?

Tenho uma surpresa.

Bem, est� um gelo aqui dentro.

Chama-me maluco, mas eu acho que...

o Gordon gostava de te aquecer de todas as maneiras poss�veis.

O Cappy contou-me que n�o tinham televis�o.

Sim. N�o.

Acho que n�s nunca...

Bem, � apenas a preto e branco.

Eu n�o a uso, por isso...

- Eu... - Aqui.

Eu meto-a na mesa.

Bolas.

"Bolas"?

Tem cuidado. Meu Deus.

N�o. Funciona.

Obrigado, Gordon.

N�o acho... N�s n�o somos uns grandes f�s de televis�o.

Mas obrigado. N�s n�o somos...

- Espera. - Os Jetsons!

- Agora �s um grande f� dos Jetsons? - Recua um canal.

- Beldade de Amherst. - Emily Dickinson.

- Duncan. - Emily Dickinson?

- Correcto. - "TR" para 400, por favor.

Responda ao seguinte: este tren� russo � puxado por 3 cavalos.

- Troika. - Troika?

- Sim. O que � um troika?

O que � um troika?

� um tren� Russo puxado por tr�s cavalos.

O Zoo em Vidro.

- Duncan. - O Zoo de Vidro?

- O que � o Zoo de Vidro? - Beto. Resposta de betinho.

A mais bonita pe�a alguma vez escrita...

- Os Mertzes! - Quem s�o os Mertzes?

- Correcto

- Espera! Mexer o nariz. - Mexer o nariz?

- "Televis�o" para 300. - Bolas.

- Do que estamos a falar? - David Cassidy!

Esse era o actor? N�o, eles querem a personagem.

Partridge. Keith Partridge.

Tarde demais. Lamento.

- Regras estritas est�o na televis�o. - Foi em cima do tempo.

- O que s�o springs? - Merda!

Voc�s t�m de estar calados quando tentamos ver televis�o.

"Para a lua, Alice!"

"Para a lua, Alice"?

- Voc�s desmamaram a ver televis�o? - "Hist�ria Americana" para 500.

A �ltima pista desta coluna:

- Buchanan. - Abraham Lincoln?

- Erraste! - Buchanan!

- James Buchanan. - Sim!

Muito obrigado. Ol�, "Jeopardy People"!

Enviem-me o meu dinheiro pelo Pony Express.

Tragam-me um cheque. Ponham-no na minha peluda m�ozinha.

Olha para isto e n�o te assustes.

Espero que estejas realmente impressionada.

- Ol�! - Ainda bem que vieram.

- Como est�s? - Bem.

- Barris. - Sim.

- Carvalho. - Carvalho, certo.

Ele � um perito.

Aquela � a sala dos barris?

Querem uma visita guiada? Venham.

A velha maluca que � a dona deste s�tio,

faz tudo o que eu pe�o, porque me ama.

Sim. Como uma m�e ama o seu filho idiota.

Esta � Estelle Whittier.

- Hilary. - Ol�.

- Ol�. - Victor.

- Como est�? - Victor.

Bem, n�s pensamos lev�-los a almo�ar.

- O Victor veio a conduzir. - Passo.

Bem, almocem comigo.

Como te est�s a aguentar aqui? Queres mais vinho?

Est� bem.

- Obrigada, Annabel. - De nada.

O qu�?

- � um labirinto. - Sim!

- Muito bem. - Diz-lhe o que est� nele.

- O qu�? - Os meus tr�s maridos.

- Mortos. - Ele queria dizer, enterrados.

Por mim. Cada um na sua vez.

Bons homens.

Ningu�m sabe onde.

A cada passo, algu�m tenta encontr�-los e voltar atr�s.

- Poucos conseguiram. - N�o pode ser assim t�o dif�cil.

Tens a minha palavra. Um passo l� dentro e est�s perdido.

Levedura de Cerveja. "Sabor delicioso a nozes."

- Tenho a certeza. - � bom para o ferro.

- Ferro! - Leite de tigre. 95% de prote�nas.

"Quatro colheres de ch� cheias num copo de leite."

Apenas o suficiente para abafar uma avestruz.

- Ajuda-me a encontrar... Gelatina Royal. Preciso de Gelatina Royal.

- Sabes o que a Gelatina Royal faz? - Isto � um inqu�rito?

- O qu�? - Pareces suado.

- Est� calor aqui. - Deixa-me.

Quente.

Os meus l�bios tamb�m est�o quentes.

Apenas um pequeno suor nocturno, Vic. � apenas um pequeno suor nocturno.

O qu� querido?

Est� tudo bem, querida. Volta a dormir.

Mais ch�, Sra. Whittier?

N�o, obrigada, Annabel. Est� na altura de ler as borras.

O pequeno beb� Gordon n�o precisa de as ter lidas.

- Obrigado. - J� li a dele.

As senhoras primeiro. Obrigada, querida.

O qu�?

Disperso. Uma estrada. Um coelho.

- Um coelhinho! - Um "coelhinho maluco".

Isso � bom ou mau?

Significa sorte.

Sorte no fim do caminho.

Fora da confus�o.

- A s�rio? - E agora o Victor.

Consigo ler as minhas pr�prias folhas.

Sim. Outro dos meus muitos talentos escondidos...

juntamente com a bocha e alvenaria avan�ada.

� melhor esquecer.

Que tal isso?

O meu futuro � algo... � curto, dif�cil.

Muitas curvas cegas.

Meu Deus! Porque � um labirinto!

Ainda n�o. Espera at� eu chegar l�.

Est� bem, est� bem. Est� bem, espera um minuto.

- Espera. - Est� bem. Est� bem?

- Est� bem? - Est� bem. Espera, espera. Vai, vai!

O meu primeiro marido construiu o raio da coisa.

Costumava correr nele, nu.

- Gordon, acho que dev�amos ir busc�-lo. - N�o. Ele est� bem.

Um minuto, Victor!

Sim, sim, Gordon.

O rel�gio est� a andar!

Est� bem, vamos encontrar o centro aqui. N�s vamos...

Raios.

- Tr�s minutos, Victor! - Sim.

Sim!

Est�s perdido? Queres ajuda?

N�o gosto disto. Vou busc�-lo.

- N�o! N�o, n�o, n�o. - Deixa-a ir.

Victor? Victor?

Victor!

Perdi a minha cabe�a ali por um...

Jesus.

Est� bem, encontra o centro aqui e sairemos.

Raios!

Eureka.

Victor?

Deus. N�o.

N�o.

Victor. Victor!

Por favor. Por favor. N�o.

Victor!

Victor!

Victor! Victor!

Por que est�s a gritar? Vem. O tempo est� a passar.

Assustaste-me. Por que n�o me respondeste?

Vem comigo.

Por que n�o me respondeste?

- H� um cemit�rio ali atr�s. - 12:24.

12:24! Victor Vitorioso!

- Victor. - Credo. Sim. Assustaste-me.

Desculpa. Podes ir buscar um cobertor extra para a cama porque...

O qu�? Porqu�?

- Estava muito frio e n�o quero que tu... - Est� bem... m�e.

- Obrigada. - N�o tens de qu�.

Pena que o labirinto n�o fosse mais comprido.

Ainda pod�amos estar l� dentro.

H� sempre Versailles.

Sabes, disse � Estelle que tinhas uma doen�a terminal.

- O qu�? - Imbecilitis.

Imbecilitis. Muito giro. Obrigado.

- O que foi? - Nada.

- Victor... - O qu�? O qu�?

- Podes... - O qu�?

- Tu sabes. - Faz�-lo? N�o. Agora n�o posso.

- Porque est�s doente? - N�o. Porque...

Porque est�s doente.

Porque n�o posso faz�-lo sempre que tu queres, est� bem?

Talvez eu n�o seja t�o prol�fico quanto os teus colegas construtores.

- Vai-te foder. - Jesus.

Achas que podemos terminar isto sem um "vai-te foder", Hilary?

Hilary.

Hils.

Desculpa.

Est�s doente?

N�o.

Dir-me-ias se estivesses?

Sim.

Est� tudo bem.

- Ol�. - Ol�.

- Como est�s? - Bem.

Adivinha. A Estelle deu-me um vestido branco lindo dela para a festa de Natal.

� lindo. Queres ver o que comprei para a minha m�e para o Natal? N�o � uma boneca.

Telefonaste ao teu pai para lhe desejar um Feliz Natal?

Desiste, querida.

Ele n�o sabe onde est�s, pois n�o?

Telefono-lhe amanh� de manh�, est� bem?

Vi o Gordon na cidade, hoje.

- �ptimo. - Convidei-o para vir c� jantar hoje.

Ele n�o tinha ningu�m com quem celebrar a V�spera de Natal.

Eu vou l�, querida!

- Querida, � o Gordon! - Feliz Natal.

Feliz Natal.

- � bom ver-te. - Feliz Natal!

- Feliz Natal. - Ainda n�o acredito que me convidaste.

Bom, estamos surpreendidos por vires.

- Nada. - N�o, nada.

Com licen�a, Gordon. Estou encarregue do lixo daqui.

- Trouxeste-nos pudim de figos? - N�o. Presentes.

- Feliz Natal. - Obrigada.

Abre-o.

- Espuma para o banho. - Sim. E n�o � tudo.

Espuma para o banho.

- Feliz Natal. - U�sque!

- Tem 52 meses de idade. - N�o envelhecer� mais um dia.

Vamos brindar.

Est� bem, brindemos a... qu�o bom isto �.

A s�rio.

Est� bem.

Bom, isto n�o � como o da minha m�e.

N�o h� protuber�ncias suficientes nas batatas.

A minha m�e era a pior cozinheira do mundo.

N�o. N�o, a minha m�e.

O que te fazia ela para o almo�o na escola?

Espera. Ela dava-te um saco ou uma lancheira?

Uma lancheira? Est�s a gozar?

Eu tinha uma lancheira. Tinha o desenho do "Six Million Dollar Man".

E sempre que a abrias, chiava...

e toda a gente ficava a olhar.

Ela dava-te manteiga de amendoim e sandu�ches de banana?

N�o. Sandu�ches de manteiga de amendoim com creme de marshmallow.

Sandu�ches de manteiga de amendoim com creme de marshmallow?

Van Gogh.

Van Gogh � a resposta. Qual � a pergunta?

Est� bem.

- Muito tarde. - N�o. Outra vez. Outra pergunta.

O presidente mais novo.

N�o, tens de fazer a pergunta com uma resposta.

Kennedy.

- T.R. - Quem?

- Cores da bandeira francesa. - Vermelho, branco e azul.

- Azul, branco e vermelho. - V� l�.

- Esculpiu a Piet�. - Faz perguntas de desporto.

Michelangelo.

Executado pela Elizabeth I.

Faz perguntas de desporto, valha-me Deus.

Mary, Ra�nha dos Escoceses. O "S" em U.S. Grant.

Tudo bem, espera um minuto.

Simpson. Grant. Grant Wood. Grant. Grant Wood.

V� l�, querida. Devias saber esta. Wood.

American Gothic, valha-me Deus, querida.

Participante n�mero um, espera, espera.

N�o vais jogar, querida?

Victor, se fizeres perguntas de desporto ou de com�dias televisivas.

Est� bem, faremos de com�dias. Com�dias televisivas? �ptimo, est� bem.

Sim, est� bem.

Ele escreveu Lysistrata. Aristophanes.

Com�dias televisivas, Victor. V� l�, tipo o Mr. Ed.

Shakespeare. Essa � uma com�dia televisiva.

"She Stoops to Conquer". Oliver Goldsmith.

- Esta n�o � uma aula de ingl�s! - S�o todos designados de com�dia.

Hils, o que est� ele a fazer?

O que est�s a fazer, Victor? Por amor de Deus.

Jesus, v� l�! Nove. Tudo bem. Nove.

Nove!

Ol�! Est� a� algu�m?

Gordon, n�o o fa�as.

N�mero de jogadores numa equipa de basebol, Gordo.

Espera, deixa-me ajud�-lo.

Ora bem.

Vai com calma, Victor. Vais ficar bom.

V� l�. Tens de dormir.

Baixa a cabe�a. Vais ficar bem.

Desculpa ter trazido a garrafa. N�o sabia que...

- Nem eu. - Se puder fazer alguma coisa...

Boa noite.

Lembra-te, se precisares de mim...

Obrigada.

Mentiste-me.

Desculpa.

Desculpa.

Tenho estado t�o louco, n�o sei o que se passa.

N�o queria... n�o... n�o quero que isto acabe.

� s� isso.

- Mas est�s doente. Temos de regressar. - N�o, ouve.

N�o podemos apenas fazer de conta que...

- Fazer de conta? - Sim.

Sim, que... que estou bem.

Mas tu n�o est�s bem. Est�s doente.

- N�o, n�o. N�o. - E vais regressar ao Hospital.

- Ouve-me. Amas-me? - O qu�?

Diz-me apenas. Sei que � dif�cil. Lamento. Diz-me apenas.

- Diz-me. - N�o gosto disto.

Tudo bem, tudo bem, tudo bem.

N�o vou regressar. Nunca mais vou regressar.

Eu menti-te. N�o tinha acabado a quimioterapia.

- O qu�! - Minha linda e doce rapariga.

Desculpa. Tive de mentir. Estava a matar-me.

Tu viste. Foi por isso que te escolhi.

N�o apenas para vires para aqui comigo...

mas para ficar comigo independentemente do que aconte�a.

- Independentemente do que aconte�a. - N�o!

Apenas ficar at� ao fim... ou quem sabe.

Apenas sem mais Hospitais. Sem mais tratamentos.

Sem mais nenhum.

J� chega, Hilary.

10 anos j� chega.

Aquilo n�o � vida. Eu preciso duma vida.

Tenho uma vida contigo.

- Se me amas, ajudar-me-�s. - A fazer o qu�?

Deixa-o acontecer. Deixa-o acontecer apenas.

- Deixar-te morrer? - N�o.

Queres que te ajude a deixar-te morrer?

Quando decidires?

Nem me perguntaste nada. Decidiste e pronto?

E depois o que queres que diga... queres que...

queres que diga que te amo?

Para poderes dizer, "Bem, �ptimo. Agora vou morrer e vou deixar-te. "

Hilary.

E deixaste-me acreditar que t�nhamos...

que eu era parte de alguma coisa real, pela primeira vez na minha vida.

E era tudo uma grande mentira!

N�o, Hilary, eu tamb�m acreditei nisso.

Pensei que durante este tempo n�o voltaria a adoecer.

- Pensei que podias... - O qu�? Que eu podia o qu�?

Fazes alguma ideia de como isto � para mim?

Sabes, todos os dias...

acordo todos os malditos dias para ver se ainda est�s vivo.

Vejo se comes, se cagas.

E sabias o tempo todo que ias ficar doente outra vez...

e n�o mo disseste.

Como poderia eu saber? N�o sou enfermeira.

N�o sou a merda duma enfermeira!

Pensas que n�o sinto nada, porque sou est�pida?

Vai-te foder, porque eu sinto!

Sinto tudo, e n�o consigo ver-te morrer!

- Estou. - Sr. Geddes, fala Hilary O'Neil.

- Sou a... - Sei exactamente quem �, Menina O'Neil.

Devo dizer-lhe que se o meu filho estiver a correr algum perigo...

Ele est�. � por isso que estou a telefonar.

Est� muito doente e acho que o devia vir buscar, agora.

Sim. Est� bem. Onde? Onde est� ele?

Est�...

Menina O'Neil...

por favor.

3 Main Street, Mendocino.

Est� bem. Est� bem.

Fizeste o que era certo.

Victor. Merda!

Est� bem, est� bem.

Victor, Victor.

Coloquei a pol�cia � tua procura.

Contratei dois detectives para te encontrarem.

S� n�o entendo por que...

N�o percebo por que desapareceste desta forma.

Odeias-me assim tanto?

N�o. N�o.

Tu �s meu pai.

Eu amo-te.

Mas j� n�o sou um mi�do...

e s� queria estar a s�s com a Hilary, � tudo.

Est� certo.

Sim.

Mas quando acabasses com o tratamento.

Quero dizer, Victor, Deus, como pudeste fugir a meio do tratamento?

Eu queria... que ela me visse com cabelo.

E por que n�o me disseste isso?

- Pensas que n�o compreenderia? - Deixavas-me ir?

N�o.

Victor, acredita em mim, acredita em mim, acredita...

Tamb�m adoraria esconder-me aqui, com uma rapariga bonita.

- � um chal� encantador. - Foi.

Mas agora vou levar-te de volta para o hospital.

Est� bem. Eu vou, mas amanh�.

- N�o. - Voltarei contigo amanh�.

- Victor, ouve-me. - H� uma festa hoje � noite.

Bem, tu...

Preciso de a ver uma �ltima vez.

Preciso mesmo...

Por favor.

Est� bem.

Algu�m deixou cair ali qualquer coisa.

Sylvia, traz essas coisas e p�e-nas ali.

Desculpe, Estelle n�o poder ir � sua festa logo � noite.

O Victor est� muito doente e tive de telefonar ao pai dele para o vir buscar.

Eu sei. O Victor ligou.

Ele e o pai v�m hoje � noite.

Tu sabes... as pessoas acham piada eu ter enterrado tr�s maridos.

� uma piada por estas bandas.

N�o sei porqu�.

N�o tem gra�a nenhuma...

ver algu�m que gostas ficar doente, pois n�o?

N�o aconselho, querida.

Mas se estivesse no teu lugar...

estaria na festa hoje � noite.

Feliz Natal.

Ol�. Sou o pai do Victor.

Ol�, sou o Gordon. Prazer em conhec�-lo.

Obrigado, Menina O'Neil. Salvou a sua vida.

- Ele est� a�? - Est�.

Bem, ele estava mesmo ali ainda h� pouco.

Queres dan�ar? Vamos dan�ar.

- N�o, n�o me parece... - Anda l�, vamos dan�ar.

O que se passa?

J� volto.

Hilary...

Victor.

Desculpa. Tive de telefonar ao teu pai.

Vou voltar com ele.

- Para o hospital? - Sim.

Fazes bem.

L� v�o cuidar de ti.

Diz ao Gordon que � bom que ele tome conta de ti.

N�o, n�o � assim.

Vou voltar para Oakland brevemente, e...

e vou visitar-te, se n�o houver problema.

Penso que dev�amos...

Adeus.

Bem, eu lembro-me deles. Claro.

Eles mudaram-se para esta zona, e adorariam ver-te.

- Por que n�o vais visit�-los? - Da pr�xima vez fa�o isso.

- Sr. Geddes. Ol�. - Ol�.

Pensei que o Victor ia regressar consigo.

E vai. Amanh�.

Ele queria passar a noite sozinho.

N�o te preocupes. Ele agora est� a salvo.

Ele disse-me que me telefonava de manh�.

- Obrigada. - Feliz Natal, Menina O'Neil.

Com licen�a.

- Est�s a fugir? - Jesus.

Pensava que esse era o meu truque.

Chega de truques, Hilary...

e de hospitais.

N�o te quero magoar mais.

Nunca te quis magoar.

Sabes, �s a primeira pessoa...

em dez anos que me fez esquecer que estava doente.

S� queria ficar aqui contigo.

- Fazer amor contigo. - Ent�o para onde vais?

Vais esconder-te at� morreres?

N�o posso deixar-te fazer isso, Victor. N�o posso deixar-te desistir.

Desisti quando me deixaste.

N�o, n�o desististe. Desististe antes de eu te deixar.

Hilary... J� n�o quero estar doente.

Eu sei. � por isso que quero que voltes comigo.

- N�o posso. - Porqu�?

- Eu levo-te ao hospital. Eu carrego-te. - N�o posso fazer isso.

- Porqu�? - N�o posso.

- Diz-me porqu�. - Porque...

Porque tenho medo.

Medo do qu�?

De ter esperan�a!

Magoa estar perto de ti, Hilary...

porque...

tu fazes-me querer viver... tanto.

Ent�o vive, Victor.

N�o sabes o que vai acontecer.

N�o sabes quando vais morrer. Ningu�m sabe.

Mas temos o agora. Portanto, luta. Vive comigo.

- N�o posso. - Vive comigo.

N�o posso fazer isso.

Olha para ti.

Tu �s t�o... jovem...

t�o bonita e inteligente.

Tu podes fazer tudo, Hilary. Tudo o que quiseres fazer.

- Por que queres fazer isso? - Porque te amo.

E se voltares comigo para o hospital e lutares por n�s...

se lutares por n�s, nunca te deixarei, Victor.

Mas tens de lutar. E se melhorares...

quando ficares melhor... Eu... eu estarei l� contigo.

E se, se morreres, eu segurarei a tua m�o.

Segurarei a tua m�o.

E a �ltima coisa que ver�s serei eu...

porque te amo.

A s�rio.

Deus.

Amo-te.

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