All language subtitles for Arabian Nights (1974).H264.ita.eng.sub.eng.iCV-MIRCrew

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic Download
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali Download
bh Bihari
bs Bosnian Download
br Breton
bg Bulgarian Download
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified) Download
zh-TW Chinese (Traditional) Download
co Corsican
hr Croatian
da Danish
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish Download
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hmn Hmong
hu Hungarian Download
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian Download
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese Download
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean Download
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian Download
pl Polish Download
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian Download
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian Download
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese Download
sk Slovak Download
sl Slovenian
so Somali
es Spanish Download
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish Download
tg Tajik
tt Tatar
te Telugu Download
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish Download
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese Download
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

ARABIAN NIGHTS AS MIL E UMA NOITES

"A verdade n�o est� em um sonho apenas... mas em muitos sonhos". de "As Mil e Uma Noites".

Quem iniciar� o leil�o desta escrava... que � a Senhora das Luas...

n�o h� ningu�m que fa�a massagens melhor que ela...

suas massagens na cabe�a fazem dormir como toupeiras...

suas massagens nas pernas fazem saltar como carneiros...

e, como diz o poeta...

a massagista est� acima de todos os s�bios...

e sob suas m�os est�o as cabe�as dos reis.

- Quinhentos dinares. - Seiscentos.

Setecentos dinares.

Ouviu, senhora das luas?

Ele oferece 700 dinares.

Voc� o quer como seu amo?

Claro que n�o! Esse homem com uma barba de macaco.

Fico com ela e ofere�o 800 dinares.

Se o vesgo fosse bom, Deus n�o teria cegado seu olho.

Como se atreve, malcriada?

Maldito vendedor, quem trouxe ao mercado?

Tem raz�o, mas a culpa n�o � minha.

O amo concedeu a ela o direito de escolher...

o comprador que quiser.

Mil dinares.

Mil dinares, o que espera? � um pre�o de rei.

Quer este velho como amo, Zumurrud?

Voc� tem um bast�o de cera mole dentro da cal�a.

Quando dorme ele se levanta...

e quando se levanta ele dorme.

Que Deus tenha piedade de sua companheira.

Leiloeiro, como ousa trazer uma escrava...

que zomba e nos humilha insolentemente...

com sua tagarelice tola e irreverente?

Pe�o perd�o.

N�o quero ser vendida a ningu�m mais...

s� �quele rapaz.

A mim!

Mas ele � um rapazinho sem um tost�o.

Est� mesmo decidida?

S� ele ser� meu amo porque tem a face lisa...

e sua beleza deslumbra quem o olha.

Venha. Coragem, senhor.

Compre esta escrava, n�o v� que ela o escolheu?

Venha, o que espera? Ela � sua.

Venha.

Pegue minha m�o e leve-me ao beco vizinho.

- Tome, pegue este dinheiro. - E depois?

D� mil ao vendedor. Com o resto alugue uma casa...

no bairro dos marceneiros.

N�o a�, n�o a�, tolo. N�o � assim.

N�o sei como fazer, voc� me ajuda?

Pare de brincar, Barsum, e venha c�.

Venha c�, eu disse. Depressa.

Nur Eddin... acorde, venha c�.

O que �, meu amor?

Voc� fez isso?

Ficou acordada trabalhando a noite toda.

Veja.

Leve esta tape�aria ao mercado...

e a venda por 200 dinares.

Mas aten��o �s minhas palavras.

N�o a venda a um homem de olhos azuis...

por pre�o nenhum, entendeu?

Meu Deus, tenho medo de que algo nos separe, Nur Eddin.

N�o sei por qu�.

Estou transpirando, sinto um peso no cora��o.

Eu estou aqui, fique tranquila.

Veja como � bela. N�o � bela, senhores?

V�-se que � um trabalho feito por m�os h�beis.

Quem o fez?

Tenho uma escrava que borda para mim.

Quero compr�-la.

Poderia eu vender a alma que est� dentro de mim?

N�o, estou brincando. Pegue a tape�aria, senhor.

- E d�-me 200 dinares. - Ofere�o mil dinares.

N�o, fui proibido de vend�-la a um homem de olhos azuis.

� uma boa oferta, se n�o a vender a ele...

� um imbecil, meu rapaz.

Est� bem, d�-me mil dinares mas fique longe de mim.

Crist�o, por que me segue como um c�o?

S� quero algo para comer, estou com fome.

N�o h� nada em casa, v� com Deus.

Quem n�o alimenta seu h�spede � ingrato com Deus.

O que �?

O que est� lendo?

Escute.

Meus olhos a viram, para minha desventura...

e fui tomado de ang�stia por dever deix�-la.

Poetas da minha corte, vejamos se � verdade...

que poetas tamb�m sabem falar sobre coisas que n�o viram.

Fa�am uma poesia que comece com esta estrofe.

"Meus olhos a viram, para minha desventura...

e fui tomado de ang�stia por dever deix�-la".

Voc�, Sium.

Meus olhos a viram, para minha desventura...

e fui tomado de ang�stia por dever deix�-la...

a gazela que me aprisionou � sombra de duas palmeiras.

Ela jogava �gua sobre o corpo com uma ta�a de prata.

Ela me viu e escondeu seu p�bis.

Mas seu p�bis aparecia entre as suas m�os.

Se eu pudesse ficar sobre ele por uma ou duas horas...

Passei por dois jovens e disse: "Eu amo voc�s".

Eles responderam: "Tem dinheiro?"

Respondi: "E o gasto generosamente".

Ent�o os jovens exclamaram: "Neg�cio fechado!"

Olhe l�, quem s�o aqueles tr�s?

Rapazes, posso ler meus versos para voc�s?

Eu os escrevi h� muitos anos...

quando ainda era jovem como voc�s.

Um velho com desejos juvenis ama os belos rapazes...

tem paix�o por divertimentos.

Levanta-se pela manh�, com o esp�rito de Mossul...

cidade da pureza, mas sonha, o dia todo...

com a vida pecaminosa de Alepo.

E agora quero propor algo.

- Estamos ouvindo. - Fale.

Se n�o t�m nada para fazer, venham comigo.

Na minha casa h� uma fonte de coisas boas.

Vinho espl�ndido, trazido pelos frades do monast�rio.

Carne de cordeiro e todo tipo de p�ssaros.

Comeremos, beberemos.

Depois, ter�o prazer uns com os outros...

e, se quiserem, todos juntos dar�o prazer a mim.

Est� bem, concordamos.

Vamos.

A alegria maior � a de um jovem beberr�o...

com belos rapazes como comensais.

Um canta para ele e o outro levanta o copo � sua sa�de.

E quando precisa de um beijo do outro...

este lhe oferece a boca.

Sium, por que n�o faz uma poesia para cada um de n�s?

Com minha vida eu pagaria a ternura desta face...

porque n�o h� quantia que a pague.

Seja aben�oado aquele que fez estas faces sem p�Ios...

e lhe deu esta cor, centro de toda beleza.

Se minha alma fica tranquila nesta aldeia...

meu cora��o se sente atra�do por dois desejos.

Um amor me impele para o minarete de Bagd�...

e um amor para a terra das duas mesquitas.

- Como se chama? - Meu nome � Berhame.

- Quantos anos tem? - Quinze.

� casado?

N�o, n�o sou casado e n�o penso em me casar.

Como? Por acaso as mulheres fizeram mal a voc�?

N�o, mas li nos livros que elas s�o p�rfidas.

"O para�so terrestre se encontra em seu seio...

e a lua no c�u domina a sua colina".

Isto tamb�m est� escrito nos livros, rapaz.

Mas, por natureza, as mulheres traem a todos...

pr�ximos ou afastados.

Pintam os c�lios...

tingem seus dedos, entrela�am os cabelos...

e d�o muitos desgostos.

Berhane, quero lhe propor algo...

quer vir comigo ao meu reino?

Sim, obrigado, meu senhor.

Como se chama?

Meu nome � Giana.

Quantos anos tens?

Quinze.

Quer vir comigo?

Com prazer.

Ent�o vamos.

Vai perder a aposta, Zuedi, a jovem de quem fala...

� um urinol se comparada ao meu ramo de murta.

� in�til discutirmos sobre quem � mais belo...

n�s os adormecemos com dois narc�ticos diferentes...

para que acordem em hor�rios diferentes, n�o?

Eles pr�prios se julgar�o. N�s nunca concordaremos.

Certamente ela � a mais bela. Olhe para ela.

Creio que se engana, querida Zeudi...

ele � mais belo.

Ser� o amor a decidir quem � o mais belo dos dois.

Agora acordaremos eles...

e aquele que gostar do outro...

ser� o mais feio...

porque � sempre o mais feio que gosta do mais belo.

Est� bem, deixemos que o amor decida.

O que Deus quer, acontece...

e o que Deus n�o quer, n�o acontece.

Nenhum de n�s ganhou...

eles gostaram um do outro igualmente.

Eles s�o id�nticos.

Duas luas cheias no mesmo c�u.

Como entrou?

Que diferen�a h� entre porta e p�tio?

Voc� me reconhece, Zumurrud?

Ousou dizer que meu membro n�o se levantava...

e agora, minha cara Zumurrud, darei a puni��o que merece.

Deus o castigar� pelo que est� fazendo.

Nur Eddin, Nur Eddin!

Zumurrud!

Zumurrud!

Sangue do meu sangue, Zumurrud!

Zumurrud, onde est�?

Onde est�?

Zumurrud, Zumurrud!

Como se chama, belo rapaz?

Por que chora?

Diga o que aconteceu.

Perdi Zumurrud, a minha escrava.

Eu a comprei por mil dinares.

Um crist�o de olhos azuis veio � minha casa...

e a roubou. E eu, sem ela, morrerei.

N�o chore, eu encontrarei a sua Zumurrud...

mesmo que precise vestir-me como uma ermit�...

e entrar em todas as casas da cidade.

Obrigado, senhora, muito obrigado.

Nur Eddin, Nur Eddin, tenho boas not�cias.

Alegre-se.

Ent�o, Nur Eddin, encontrei sua escrava.

Como eu imaginava, ela est� na casa de Rashid...

e pude falar com ela.

Ela o espera daqui a uma hora debaixo do muro.

Ela assobiar�, voc� a ajudar� a descer...

e partir�o.

Eu o ajudei, e agora deve ser gentil comigo...

e me fazer sentir se � um homem.

Amor!

- Est� fazendo ele se levantar. - N�o duvido!

Meu amor.

Ei, Nur Eddin, segure a corda.

Ajude-me, amor.

Meu amor. Segure a bolsa, est� cheia de ouro.

Meu Deus, quem � voc�? Onde est� Nur Eddin?

Para onde me leva?

Eu sou eu e a levo para onde quiser.

Quem � voc�?

Nur Eddin tem cabelos lisos como seda.

Voc� parece um porco. Solte-me.

Solte-me, animal, solte-me.

Sil�ncio, ou estrangulo voc�.

Ande, ande.

V� aquele soldado? N�s o matamos.

� o que acontecer� a voc� amanh�, se n�o ficar quieta.

Se quer saber, sou Giawan, o curdo.

Somos 40 ladr�es e esta noite todos a possuir�o...

do primeiro ao �Itimo.

Trouxe algo precioso, pai. Cuide bem dela.

Vou buscar os outros e j� volto. Adeus.

Aposto que seu cabelo est� cheio de piolhos.

Se quiser, posso tir�-Ios. Quer? Quer?

Zumurrud, Zumurrud, meu amor.

Durma, crian�a, durma, durma.

Cavaleiro que vem do deserto...

ser� coroado rei desta cidade.

- Como? - O que faz e como se chama?

Sou um soldado e meu nome � Bardan.

Nosso costume � que quando o rei morre sem deixar filhos...

ficamos esperando no port�o...

pelo primeiro homem que chega do deserto.

N�s o prendemos e o tornamos nosso rei.

Deus seja louvado por ter nos enviado...

um homem de corpo esbelto e de belo rosto.

Vamos, beba e entremos na cidade.

Antes de ser coroado, dever� se casar.

Com ela, minha filha.

E quem disse que desejo me casar?

Esse � o costume.

Se desobedecer, ser� atirado do alto de uma torre.

Ent�o seja feita a vontade de Deus.

N�o tem nada para fazer esta noite...

que dizer o ros�rio? Sua esposa n�o o agrada?

� bela, Hayat, mas sou infeliz.

Talvez esteja apaixonado por outra mulher?

Mas aten��o, se n�o consumar o matrim�nio...

amanh� ser� atirado do alto de uma torre.

Posso pedir-lhe algo, Hayat?

Se eu lhe confiar um segredo, saber� guard�-Io?

Eu prometo.

Ent�o veja.

Agora conhece meu segredo, Hayat.

Se me trair serei atirada da torre mais alta.

- N�o a trairei, Bardan. - Meu nome � Zumurrud.

Fui escrava do mais belo dos amos.

Chama-se Nur Eddin e n�o soube mais dele.

Eu a ajudarei a encontr�-Io.

Fui desafortunada mas n�o a trairei.

Estou pensando em trazer muitas pessoas...

para esta cidade e talvez assim encontr�-Io.

Mas deve fingir que � minha mulher...

e n�o dizer nada a ningu�m.

Eu prometo, traremos quantas pessoas quiser.

O que faz, forasteiro? Coma o que tem � frente.

Deixe-o, o rei mandou comermos � vontade.

Mas n�o mandou comer do prato dos outros.

Eu gosto e como.

Pois coma o que quiser at� se saciar.

Por Deus, eu disse que aquele homem errou...

em meter as m�os no prato dos outros.

Se o rei mandar a�oit�-Io, ele merece!

Diga seu nome e por que veio ao nosso pa�s.

Chamo-me Ali, sou tecel�o, e vim para fazer neg�cios.

Erga a cabe�a, forasteiro, e olhe nos meus olhos.

C�o! Mente a um rei! N�o � Barsum, o crist�o...

que raptou uma mulher com uma artimanha?

Diga a verdade!

Tem raz�o, rei. Sou Barsum.

Levem este homem de olhos azuis...

para fora da cidade e matem-no.

Por favor, sabem dizer onde est� minha escrava, Zumurrud?

Crian�as, por acaso viram Zumurrud passar por aqui?

E quem � essa Zumurrud?

Venha, venha conosco.

N�o tenha medo, n�o lhe faremos nada.

S� faremos uma bela massagem.

Vamos, deite-se aqui...

- Amor. - Pare, far� ele se levantar.

Claro, belo jovem.

Vejo que quer tomar toda a sua riqueza.

Uma parte � minha. Tamb�m estou aqui, n�o?

N�o, porque quem o levantou fui eu...

e como dizia minha m�e...

"Quem d� vida a uma terra morta...

torna-se sua propriet�ria e a desfruta".

N�o digo que n�o, mas minha m�e tamb�m dizia...

"A ca�a pertence por direito a quem a apanha...

e n�o a quem a acha", e se voc� a achou, tudo bem...

mas eu a apanho.

Est� bem, ent�o vamos fazer assim...

enquanto voc�s n�o entram em um acordo...

eu desfruto disso aqui.

- Mas, irm�o, isso n�o se toca. - Eu como o que quero.

Cuidado, esse arroz � maldito. Se com�-Io, ser� crucificado.

J� aconteceu a outro.

N�o me importa, sil�ncio, desgra�ado, fa�o o que quero.

Que fome! Quer comer at� o prato.

Deixe-o comer. D� para ver que seu rosto...

j� se parece com o de um morto.

Al�m disso, n�o � poss�vel ir contra a vontade de Deus.

Mendigo! Tem dois bra�os fortes para carregar peso?

Se vier me ajudar, pagarei bem.

Hortel�o, d�-me ma��s da S�ria.

Marmelos otomanos, p�ssegos de Aman...

jasmim de Alepo, pepinos do Nilo...

lim�es do Egito, cidra sultanina, murta...

resed�, camomila, rom�s e rosas brancas...

e depois docinhos, roscas recheadas...

torrone gelado, confeitos, bolos...

tortas folhadas, a��car, incenso...

�mbar, musgo e ceras da Alexandria.

Nabuba! Budur! Irm�s!

Des�am, est� tudo pronto!

Tagi Almoluk, filho do rei Suleiman...

quando chegou � adolesc�ncia era t�o belo que...

quando saia por algum motivo fascinava a todos...

a ponto de poesias terem sido escritas em seu louvor...

e por amor a ele at� as pessoas mais puras...

perdiam o pudor, tal era sua espl�ndida beleza.

Como disse o poeta, "Eu o abracei...

e fiquei inebriado com seu perfume...

delicado ramo nutrido pelo vento...

embebedei-me sem ter bebido vinho...

embebedei-me com o licor de sua saliva".

Descendo do cavalo, Tagi viu um belo jovem...

com roupas negras e apar�ncia gentil.

Por�m a beleza do jovem parecia murcha...

e ele estava abatido...

como algu�m separado dos seus entes queridos.

O que � este papel?

Nada que possa precisar.

Sem evasivas, deixe-me ver.

Gl�ria a Deus que mostra ao homem...

aquilo que ele n�o conhece.

E tamb�m quero saber por que come�ou a chorar...

quando viu este papel.

Minha hist�ria � longa...

o fato que me liga a este pergaminho e � sua dona...

� realmente muito estranho.

Vamos, conte-me sua hist�ria, e a da autora destas gazelas.

Meu nome � Azis, eu era noivo de minha prima...

que se chamava Aziza.

No dia do casamento, quando tudo estava pronto...

eu fui tomar banho.

- Boa sorte, Azis. - Obrigado.

Muitas felicidades para voc� e Aziza.

Adeus, Azis, volte para nos ver...

n�o se esque�a de n�s.

Que perfume bom. Est� cheiroso, Azis.

Aziza, minha mulherzinha.

Ou�a, eu esqueci, vou convidar Ali...

meu melhor amigo, para o casamento.

Vou e volto.

O que est� fazendo, Azis? Aziza o espera.

Sentou-se sobre o len�o e n�o pode enxugar o suor.

"Como ficam surpresos o sol e a lua quando ela aparece...

e como se envergonham os bot�es de rosa...

quando v�em seus carac�is".

Isso � hora de chegar? Todos estiveram aqui.

O juiz, os soldados, os emires, os mercadores...

comeram e beberam...

mas voc� n�o chegava e eles se foram.

Seu pai decidiu adiar o casamento por um ano.

O que aconteceu?

Apaixonei-me por uma jovem...

que me jogou um len�o pela janela.

E depois n�o a vi mais.

E ela n�o lhe disse nada?

N�o. S� fez isso...

O que significa estes gestos?

Ter colocado o dedo na boca significa que para ela...

voc� se tornou aquilo que a alma � para o corpo.

Ter colocado dois dedos entre os seios significa...

"Volte dentro de dois dias para consolar meu cora��o".

Dois dias?

Azis! Meu Deus, veja como est�...

ficando sem comer, beber e dormir.

Vamos, vista-se, arrume-se. Alegre-se, Azis.

Os dois dias se passaram.

Vamos, vista-se depressa.

Vamos, v� at� ela. Que Deus ajude seu amor.

E ent�o, Azis...

por que n�o passou a noite com sua amada...

e obteve dela aquilo que queria?

N�o disse isso para zombar de voc�.

Diga o que aconteceu.

N�o! Ela n�o apareceu!

Azis, n�o se aflija.

Est� quase alcan�ando sua meta.

Ela n�o apareceu para ver se seu amor por ela � sincero.

Amanh� dever� voltar sob a sua janela e esperar.

Seus problemas acabaram.

E agora, coragem. Coma e beba algo...

ou morrer�.

Quem est� apaixonado � como um louco...

e n�o tem vontade de comer e de dormir.

Eu sei, sei muito bem.

S�o os sinais do amor.

E dessa vez, como foi?

Ela fez assim...

O que significa?

Espere at� o p�r-do-sol.

Quando a sombra da noite tiver ca�do, v�.

Entre no jardim que fica no fim da cidade...

siga em frente at� encontrar uma luz acesa.

Sente-se l� e espere por mim...

pois o amor que sinto por voc� quase me mata.

Ainda n�o � noite, descanse um pouco...

faz oito dias que n�o come.

Como foi? Bem?

Fiz tudo como me disse, mas adormeci...

e de manh� quando acordei achei isto sobre meu ventre.

A moeda � o olho direito dela pelo qual se fazem juramentos.

O punhal significa que ela jurou mat�-Io...

caso se comporte novamente como se comportou esta noite.

Ent�o o que devo fazer?

Hoje � noite dever� voltar ao jardim.

Mas para n�o adormecer novamente...

deve repousar agora, e tamb�m comer.

Vamos, deite-se e durma.

Eu morrerei.

Acorde, Azis. E coma.

N�o tenho fome.

Vamos Azis, coma, n�o seja infantil.

E desta vez cuidado para n�o comer ou dormir no jardim...

ela vir� ao amanhecer.

Mas quero lhe dar um conselho.

Quando for embora...

ap�s ter feito com ela aquilo que queria...

recite estes versos.

"Digam, apaixonados, em nome de Deus...

o que deve fazer um rapaz...

quando o amor dele se apodera?"

N�o! N�o devo tocar em nada. Nada!

Azis!

Azis, meu amor. Esperou por mim.

Ent�o lembrou de dizer a ela o verso?

Eu esqueci, por que me distra� olhando este pergaminho...

que ela me deu. Veja como � belo.

- Pode d�-Io a mim? - Claro, se lhe agradar.

Amanh�, antes de deix�-la...

ap�s ter feito amor com ela, prometa-me que dir� o verso.

Sim, eu prometo, mas agora deixe-me dormir.

Que sono.

Adeus.

Escute. "Digam, apaixonados...

em nome de Deus, o que deve fazer um rapaz...

quando o amor dele se apodera?"

Aja com destreza com seu amor...

esconda seu segredo e espere tudo com paci�ncia...

e resigna��o.

Onde est� Aziza?

Est� no terra�o, sozinha, chorando.

O que ela tem?

Como pode deix�-la assim...

sem ao menos se perguntar por que ela sofre?

Azis! Azis!

Ent�o, Azis, recitou o verso para ela?

Sim, e ela respondeu com este outro verso.

"Quem ama deve esconder...

o pr�prio segredo e resignar-se".

Ele procurou resignar-se, mas s� encontrou em si mesmo...

um cora��o desesperado de paix�o.

Amanh� de manh� quando a deixar...

recite o verso que eu disse agora.

- Entendeu? - Sim.

"Ele procurou resignar-se mas s� encontrou em si mesmo...

um cora��o desesperado de paix�o", amor.

Se ele n�o encontra a resigna��o...

para ele n�o h� nada melhor, talvez, que a morte.

Aziza!

Tome.

Disse o meu verso para ela?

Sim, e ela me respondeu...

"Se n�o se resigna, o melhor para ele � a morte".

N�s ouvimos e obedecemos...

e portanto agora morreremos.

Sa�de por mim aquela que impediu meu amor.

Escute.

"N�s ouvimos e obedecemos.

Portanto morreremos.

Sa�de por mim aquela que impediu meu amor".

Em nome de Deus...

a jovem que lhe disse este verso morreu.

Se eu soubesse sobre essa jovem...

n�o o teria deixado se aproximar de mim.

O que est� dizendo? � minha prima.

Ela sabia que dorm�amos juntos?

Sim.

Que Deus o fa�a chorar a sua juventude...

como voc� a fez chorar a dela.

Vamos, v� v�-la.

Quanto durar� esta cerim�nia?

Continuaremos a orar at� altas horas...

e tamb�m voc�, que carrega na consci�ncia...

a culpa da sua morte.

Gostaria de saber o que fez a ela...

para faz�-la morrer. Ela n�o quis me dizer nada.

- Diga, o que fez a ela? - Eu n�o fiz nada.

Antes de morrer...

ela pediu que eu dissesse � jovem que frequenta...

"A fidelidade � um bem, mas n�o mais que a infidelidade".

Eu direi a ela.

E tamb�m deixou algo para eu entregar a voc�...

somente quando o vir lamentar sinceramente a sua morte.

Deixe-me ver.

N�o parece estar chorando e lamentando...

sinceramente a sua morte.

Bem, agora preciso partir. N�o posso esperar.

Amor!

Tinha raz�o, est� morta.

N�s a sepultamos hoje no cemit�rio.

� culpado de sua morte, cuidado para n�o pagar.

E ela tamb�m deixou estas palavras para voc�.

"A fidelidade � um bem, mas n�o mais que a infidelidade".

Com estas palavras ela o salvou...

porque eu havia decidido fazer mal a voc�.

Fazer mal a mim? Como?

Esta noite mesmo, antes de fazer amor comigo...

deve ir distribuir esmolas pela alma de sua prima...

e encarregar um pedreiro de fazer um t�mulo de m�rmore...

como se faz para um santo.

Farei como pede.

V�!

Espere, Azis, mais um pouco de perfume.

Beba mais um copo deste vinho fresco.

- Sa�de. - Sa�de, Azis.

Ei, belo jovem, escute, venha c�.

Leia esta carta de meu filho que est� longe, trabalhando.

D�-me aqui.

"Caro pai, eu estou bem, mas aqui n�o se ganha nada.

Seja feita a vontade de Deus.

Beijos e sauda��es, seu Ali".

Obrigado, por que n�o entra em minha casa...

para beber um copo de vinho? � logo aqui.

Ei, Azis...

O que lhe agrada mais, morrer ou viver?

Viver.

Se quer viver, case-se comigo.

Casar-me com voc�?

Sim, s� o casamento o salvar� de Budur, a louca.

E quem � Budur, a louca?

Como? Viveu com ela por um ano e n�o a conhece?

Ela matou muitos antes de voc�.

At� agora est� a salvo gra�as a Aziza.

Mas onde encontrar� outro algu�m como ela?

E voc� � ing�nuo...

diante da perversidade das mulheres, n�o �?

Sim, sou.

Quero salv�-Io, mas n�o sem interesses...

como o fez sua prima.

Eu sou rica e na minha casa n�o falta, como se diz...

o p�o na despensa e a �gua no c�ntaro.

E a voc� n�o pe�o nada em retribui��o...

a n�o ser fazer comigo o que faz o galo.

E o que faz o galo?

Vamos, deite-se, daqui n�o pode fugir.

E agora fa�a comigo o que quiser...

sou sua escrava, meu amor.

Vamos, d�-me ele todo, pois minha vida � sua.

Ent�o, Azis, um ano se passou...

eu mantenho minhas promessas e voc� mant�m as suas.

Pode visitar sua m�e, mas deve jurar...

que voltar� antes do anoitecer.

Eu juro.

Budur, estava aqui esperando por mim?

Como sabia que eu chegaria hoje?

Eu n�o sabia de nada.

H� um ano estou aqui sem me mover...

nem de dia, nem de noite.

Eu me casei e tenho um filho.

Vim, mas s� posso ficar com voc� por uma noite.

Muito obrigada, Azis.

Mas agora � um homem, � casado e tem um filho.

De que me serve?

Todavia, se n�o o quero mais para mim...

tamb�m n�o deixarei que fique com ela.

Venham, mulheres!

N�o, n�o. Socorro!

A fidelidade � um bem, mas n�o mais que a infidelidade.

Novamente Aziza o salvou com suas palavras.

Mas somente salvou sua vida, porque...

a puni��o que quero lhe dar, voc� merece.

Pegue o rem�dio para feridas.

O que vai fazer? O que vai fazer?

N�o! Budur, piedade, n�o! Por piedade, n�o, Budur.

N�o, n�o! Budur!

Segure.

N�o! N�o! Budur!

Puxem!

Azis! Azis! Meu filho! Onde esteve, de onde vem?

O que fez durante todo este tempo?

Aziza! Aziza! Como foi boa para mim!

Quanto amor teve por mim!

Azis, eis o que Aziza deixou para voc�.

Viu, Azis? Agora posso d�-Io a voc�.

"Este pergaminho n�o � obra de Budur...

mas da rainha Dunya. Saiba, meu amor...

que quanto a mim, livro voc� de qualquer culpa.

Al�m disso, agrade�o a Deus, que me fez morrer antes de voc�.

Sua Aziza".

Procurei a rainha Dunya, entrei em seu jardim.

Eu a vi e me apaixonei por ela.

Mas afinal o que eu podia fazer...

j� que sou como uma mulher?

O que �, senhor? O que �?

Vamos � cidade de Dunya. Apaixonei-me por ela...

mesmo sem t�-la jamais visto.

Se me ajudar a encontr�-la eu o recompensarei.

Vendo as roupas sujas de sangue...

meu pai pensar� que morri.

L� est� o rei, pai de Dunya...

talvez esteja indo encontrar um outro rei.

Vamos por aqui.

- O xeque do mercado est�? - Sim, � aquele, mas cuidado.

Ele gosta mais de cobra do que de aranha.

� aquele que est� fumando.

- Bom dia, xeque, sauda��es. - Que belos rapazes!

T�o graciosos, � pena que estejam sujos da viagem.

Por isso, antes de mais nada, devem tomar um belo banho.

E como diz o poeta...

"Que o guarda do balne�rio tenha vida longa e feliz...

quando sua m�o toca suavemente um corpo...

nascido entre a �gua e a luz!"

Gostaria de lev�-Ios ao balne�rio e l� desfrutar...

- de suas belezas, n�o? - Claro, n�o sou como Dunya...

nossa princesa que n�o suporta os homens...

e nem quer ouvir falar em casamento.

O que disse?

� o jardineiro deste jardim?

Sim, senhor. Por qu�?

Gostar�amos de visit�-Io, pode nos deixar entrar?

Um momento, vou abrir.

Diga, de quem � este jardim?

De Dunya, a filha do rei.

Aquela que odeia os homens e n�o quer se casar?

Sim, senhor, � essa.

Mas por que odeia os homens?

Ela sonhou que um pombo foi apanhado em uma rede...

e foi salvo por sua companheira.

Quando depois a pomba caiu na rede, o pombo fugiu...

e a pomba acabou degolada.

Desde ent�o ela pensa que todos os homens...

s�o como aquele pombo.

Diga, quanto Dunya lhe paga por seu trabalho?

Somente um dinar.

Escute, quero fazer algo belo neste jardim...

- para que se lembre de mim. - Mas de que se trata, senhor?

Para isso, pegue estes 300 dinares.

Senhor, pode fazer o que quiser neste jardim.

Vamos.

O que quer fazer, Tagi? O que quer fazer?

Est� procurando trabalho? Preciso de dois ajudantes.

Se nos quiser, estamos �s ordens.

Pagarei tr�s dinares por dia.

- N�o aceitamos. - Quatro.

- N�o. - Seis.

- N�o. - Nove.

Trabalharemos para o senhor sob uma condi��o...

que d� a cada um apenas um dinar por dia.

Digam, s�o irm�os?

N�o somos irm�os de sangue, somos irm�os em Deus.

E como se tornaram santos se andam pedindo esmolas?

Para servir a Deus.

Por que n�o me contam o que aconteceu...

que os levou a este ponto?

Assim se distrair�o e ao mesmo tempo...

poder�o ensinar algo a mim, que sou t�o jovem.

Se isto servir para tornar maior a gl�ria de Deus...

contarei minha hist�ria.

Obrigado pela ajuda. Estou morrendo de fome e sede...

mas poderei lhe retribuir. Sou filho de um rei...

e estava levando d�divas de alian�a ao rei da �ndia.

E bandidos nos assaltaram.

� melhor que n�o mencione isso a ningu�m...

nossos pa�ses s�o inimigos, mas eu lhe darei abrigo.

N�o serei um peso para voc�. Posso trabalhar...

e prover as minhas necessidades.

Eu estudei, sei escrever, fazer contas...

conhe�o as ci�ncias e a literatura.

Seu saber aqui n�o tem valor. Neste lugar...

as pessoas s� entendem de dinheiro.

Se quiser, pode ir cortar lenha nos campos.

� um homem ou um dem�nio?

- Sou um homem. - E como chegou at� aqui?

Nem eu sei. Mas se foi o destino...

isso aconteceu para que acabassem...

minha tristeza e minha dor.

Mas quem � voc�, crian�a?

Sou a filha de um rei.

Mas um dem�nio me raptou e me prendeu nesta tumba.

A cada dez dias ele vem fazer amor comigo.

Se preciso dele, basta tocar as palavras...

gravadas naquela placa e ele chega.

Meu amor, quero tir�-la daqui...

e libert�-la daquele maldito dem�nio.

Deve ser s� minha. Vou tir�-la desta tumba...

e se o dem�nio vier ter� que se ver comigo.

Fuja! V� embora!

Logo o dem�nio chegar� e vai mat�-Io.

Voc�s a�! Sabem de quem s�o estes sapatos?

N�o, nunca os vimos.

Procuro o dono destes sapatos. Sabe quem �?

N�o, nenhum de n�s perdeu esses sapatos.

Diga, alfaiate, conhece o dono desses sapatos?

Shahzaman! Um forasteiro encontrou seus sapatos.

Est� vendo? Eis o seu amante. Mate-o e voc� se salvar�.

Mate-a. Se fizer isso, libertarei-o sem machuc�-Io.

N�o posso matar uma mulher que nunca vi...

e que n�o me fez mal nenhum.

Entre voc�s existe amor.

Fez amor com o olhar.

N�o estou certo de que tenha me tra�do com ela.

N�o o matarei, mas n�o ficar� impune.

Eu suplico, seja generoso at� o fim...

e d�-me a liberdade.

N�o, n�o espere por isso.

Vamos, vamos.

Vamos, levante-se maldito macaco, vamos.

Pelo grande nome de Deus e por seu poder...

vai se tornar o que sua �ndole mais deseja se tornar.

Ora, um macaco!

Vem aqui, vem. Vem aqui, vamos.

Vem, vem aqui, vamos.

Capit�o.

Capit�o. Eis o pacote para o rei.

Antes de chegar ao porto � preciso escrever a hist�ria...

de nossa viagem. Hav�amos esquecido, capit�o.

- Eu o farei. - Ei, aonde vai?

Deixe que o destino fa�a o que quer...

e aceite de bom grado aquilo que ele manda.

N�o se alegre nem se entriste�a com nada...

mas se abrir o tinteiro do poder e da indulg�ncia...

fa�a com que sua tinta seja liberalidade e generosidade.

Esta caligrafia � realmente muito bonita.

Nenhum dos meus conselheiros escreve t�o bem...

os caracteres Tuluth.

Procure o dono dessa letra, vista-o com roupas de gala...

e traga-o at� aqui em um cortejo.

Ibriza! Ibriza, olhe.

Pai, como pensou em me mostrar a homens estranhos?

� verdade o que minha filha diz de voc�?

Que � um homem e n�o um macaco?

� assim?

Meu pai, esse macaco n�o � um animal, � um homem.

Ent�o lhe suplico, em nome de Deus...

liberte este jovem de sua condi��o...

pois quero torn�-Io meu vizir.

E eu o farei, pois assim ordena.

Mesmo com minha vida em risco, seja bem-vindo.

Pobre macaco, sua alma foi mais forte que sua �ndole.

Obrigado por ter devolvido minha alma.

Aquela crian�a havia sacrificado sua vida por mim...

pegando fogo.

Se minha dor tivesse golpeado as montanhas...

elas teriam desmoronado. Senti ter ofendido a Deus.

Quer renunciar a suas riquezas, posi��o e sabedoria.

E por qual motivo?

Aquilo que deixo, n�o deixo por generosidade...

mas devido ao destino e a um julgamento do g�nero humano.

Que o Senhor esteja com voc�.

E tamb�m com voc�, forasteiro, de todo o cora��o.

Quero confiar-lhe uma miss�o como se voc� fosse...

meu mais velho amigo.

Uma miss�o? Est� bem, diga.

Deus revelou-me que amanh� ao meio-dia...

voc� ir� me procurar naquela ilha no fim do golfo...

e me encontrar� morto, pr�ximo a um po�o.

Ent�o me lave e envolva-me no sud�rio...

que encontrar� ao meu lado, e me sepulte.

Depois pegue minha t�nica e meu turbante e...

quando algu�m vier busc�-Ios, entregue-os.

Est� bem, eu o farei.

Yunan! Meu filho, fique com os olhos fechados...

e escute-me. O mar, Yunan, o mar. Procure seu pai...

e diga-lhe que quer fazer uma viagem por mar.

Pai, n�s temos ilhas al�m-mar, n�o temos?

Sim, temos, por qu�?

Quero aparelhar um navio e ir visit�-las.

Como? Quer embarcar? Meu filho, o que est� dizendo?

Voc� que tem medo at� de tomar banho na banheira.

Voc� que ainda brinca com crian�as de dez anos.

E dorme sempre.

Pai, quero conhecer o mundo, quero viajar pelo mar.

Voc�, suba no mastro e diga o que v�.

No fundo � direita vejo a superf�cie da �gua...

cheia de peixes. E l� no meio h� uma sombra.

Uma sombra que �s vezes � negra...

e �s vezes branca.

Estamos perdidos, nenhum de n�s se salvar�.

Fale, explique! O que est� acontecendo?

Estamos pr�ximos da montanha de pedra negra...

onde sob uma c�pula de cobre h� um cavaleiro de cobre.

Enquanto aquele cavaleiro n�o cair no mar...

todas as naus ser�o atra�das pela montanha...

e se despeda�ar�o nas rochas.

Yunan, cave sob seus p�s. L� h� um arco de cobre...

e uma flecha de chumbo. Golpeie o cavaleiro...

que est� sob a c�pula, fa�a-o cair ao mar...

e liberte o mundo dessa desgra�a.

Ou�a, fique aqui dentro, e n�o saia por nenhum motivo.

Est� bem, pai.

Quando eu voltar abrirei a porta.

Adeus, pai.

Adeus, meu filho.

Quem �? O que quer? V� embora.

V� embora, por piedade, n�o me mate, n�o me mate.

N�o quer me matar?

Deixar� eu viver, n�o �? N�o me matar�, n�o �?

Estou feliz que tenha se acalmado.

Eu sou rei, filho de rei, sou seu amigo...

n�o quero mat�-Io. Por que deveria mat�-Io?

Hoje completo 15 anos...

e os profetas disseram ao meu pai, o rei...

que neste dia eu seria morto.

Eles disseram que eu seria morto...

por um jovem sem olhos que viria do mar.

Esse jovem teria libertado o mundo...

abatendo um grande cavaleiro feito de cobre.

Em compensa��o seria necess�ria uma v�tima sem culpa...

e essa v�tima seria eu.

Ent�o eu lhe digo, confie na bondade de Deus...

e fique alegre.

Estou feliz pelo naufr�gio e por ter vindo parar aqui...

para defend�-Io.

Porque se algu�m quiser feri-Io, dever� me enfrentar.

Eu lhe agrade�o.

Fico feliz em t�-Io como h�spede...

mesmo que debaixo da terra.

Ver� que bela banheira, entre.

Como diz o poeta, "Viva o rapaz da banheira.

Quando sua m�o toca o peito de Ali...

e as costas de Malik o banho parece um inferno...

mas na verdade � um para�so, e acima de tudo...

encontram-se l� corpos belos como s�is e como luas".

Venha, eu tamb�m sei um poema sobre o banho.

"Vida de alegria para quem entra no banho...

sobre ele as ta�as derramaram...

l�grimas ardentes".

Veja aquele rapaz ao fundo sozinho na praia.

Poderia ser Yunan, meu filho.

Mas �! � ele mesmo, eu o reconhe�o.

Meu filho, Yunan. Meu filho, sou eu...

seu pai, Yunan.

Que Deus esteja com voc�, senhor.

Algu�m deixou com voc� uma t�nica para mim?

- Sim, senhor. - Entregue-a.

O que est� acontecendo?

Adeus, pai.

Filho, aonde vai?

Olhe, Dunya, dentro da casa. Veja como � belo.

Quem ter� pintado o teto?

� bel�ssimo, Dunya, bel�ssimo!

N�o entendo, esta � a hist�ria do meu sonho.

Sim, � verdade. L� est� a pomba presa na rede.

Por�m aqui h� algo que n�o estava no seu sonho.

O macho que acreditava ter fugido por vilania...

foi agarrado e morto por outra ave de rapina.

�s vezes os sonhos ensinam mal, Dunya...

porque a verdade inteira nunca � mostrada em um sonho apenas.

A verdade inteira est� em muitos sonhos.

Carregador, venha c�, olhe bem e n�o se engane...

como se chama isto? Fale...

N�o!

N�o!

Ent�o se chama pombinha.

- Est� enganado. - Bem, fale como se chama.

Chama-se erva perfumada dos prados.

Ent�o � erva perfumada dos prados!

Agora � minha vez, venha c�, carregador...

diga como se chama isso.

Olhe bem e n�o se engane.

Erva perfumada dos prados.

N�o, idiota, errou.

Mas afinal, como se chama?

- Se chama rom� descascada. - N�o terminou, carregador.

Agora me diga, como se chama isto?

Olha bem e cuidado para n�o se enganar outra vez.

Rom� descascada.

Idiota. N�o � esse o nome.

Afinal, como se chama?

Chama-se hospedaria da boa mesa.

Ah, �? Ent�o como se chama isso?

Olhe bem, n�o se engane, olhe bem.

N�o. Qual de voc�s sabe?

Eu sei, eu sei.

N�o.

N�o, n�o.

Ent�o nos diga como se chama.

Isto se chama burrinho.

O burrinho que pasta a erva perfumada dos prados...

que almo�a a rom� descascada...

e que passa a noite na hospedaria da boa mesa.

Zumurrud, Zumurrud!

Zumurrud.

Zumurrud.

Se quer me dilacerar, fa�a-o.

Estou cansado de caminhar, estou cansado de procurar.

Eu tinha a escrava mais linda do mundo e a perdi...

vamos, le�o, mate-me devore-me...

assim minha dor acabar�.

Mas o que �?

O que quer?

N�o entendo.

Quer que eu o siga?

Est� bem, eu o seguirei.

Pare! N�o coma desse prato, jovem, � perigoso.

Cuidado, todos os que provaram desse arroz foram mortos.

Deixe que coma, veremos como acabar�.

Deixem-me comer, se me matarem � melhor...

assim acabar� meu sofrimento.

- Como se chama? - Nur Eddin.

Peguem Nur Eddin.

D�em-lhe roupas, perfumes e tragam-no ao pal�cio.

Mais do que matar, parece que nosso rei...

est� fazendo favores �quele jovem.

Ele � belo...

o rei deve ter ficado impressionado com seus olhos.

N�o � de estranhar.

Nosso rei provavelmente prefere banana � ameixa.

Amigos, juro que eu tamb�m dormiria com aquele rapaz.

Venha c� e massageie minhas pernas.

Coragem. Mais para cima.

Massageio mais para cima, mas n�o acima do joelho.

Como? N�o quer fazer o que eu ordeno?

Cuidado com o que faz. Ali�s, digo claramente...

deve fazer o que eu mando, rapaz.

Quero-o como amante e talvez para premi�-Io...

vou torn�-Io um de meus emires.

- E o que devo fazer? - Deite-se na cama.

Jamais fiz isso, pegue todos os seus presentes...

e deixe-me partir desta cidade.

Obede�a e deite-se na cama.

Quer que eu mande cortar sua cabe�a?

Vire-se de barriga para baixo.

Agora abaixe as cal�as.

Depressa.

Por favor! N�o me machuque muito.

Gosta de poemas de amor? Nunca ouviu nenhum?

N�o me olhe. Ou�a este.

"A penugem da primeira barba escreveu...

como um poeta pode escrever duas linhas com a murta...

nas faces de um rapaz. Como ficam surpresos...

o sol e a lua quando ele aparece...

e que vergonha para os galhos quando ele se inclina".

Est� bem.

E conhece este outro poema? N�o me olhe.

"Eu pedi que me deixasse dormir com ele e ele respondeu...

quando ir� parar de me ofender?"

Mas quando lhe mostrei um dinar...

aquele belo rapazinho olhou-me e disse...

Se � destino que eu deva dormir com voc�...

n�o posso me negar".

E conhece este outro poema?

Mas n�o me olhe.

"Meu amor � grande e aquele belo rapaz ent�o me disse...

Force seu membro at� o �mago e seja forte".

Mas ele n�o se levanta?

N�o se levanta se n�o o apalpar com as m�os.

Vamos, apalpe. Sabe o que o espera se n�o obedecer.

Vamos!

Vamos...

Mas voc� parece uma mulher e o meu est� se levantando.

Meu amor, n�o me reconhece? Sou sua escrava!

Zumurrud! Zumurrud, meu amor.

Sabe que eu tamb�m conhe�o um poema?

"Que noite! Deus n�o fez iguais.

Seu in�cio foi doloroso, mas como � doce seu fim".

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.